Crypto Weekend: 5 à 7 de novembro

PL sugere criptoativos como pagamento de salários no Brasil

O Deputado Federal Luizão Goulart (Republicanos – PR), encaminhou à Câmara dos Deputados uma proposta de lei que permitiria aos trabalhadores de todo o Brasil receberem parte de seus salários por meio de criptomoedas– inicialmente, com enfoque em Bitcoins (BTC) – sobre as condições estabelecidas em acordos feitos entre empregados e empregadores. O projeto ainda está em suas primeiras discussões para que siga avançando na Câmara.

Os ativos dessa natureza ainda não têm curso reconhecido legalmente no país. Entretanto, nos últimos dois meses a conversa dos deputados em torno do projeto de lei 2303/15, que visa promover a regularização de criptos na economia brasileira, movimentou as pautas dos legisladores e agora começa a ampliar o alcance promovido pelo seu debate.

A proposta feita por Goulart foi oficializada dias depois de políticos de outros países também indicarem a possibilidade. Destaque para os Estados Unidos, onde prefeitos de duas das principais cidades do país – Nova Iorque e Miami – declararam a intenção de receberem seus pagamentos em Bitcoins e abrindo as portas para a mudança em outras classes de trabalhadores.

Regulamentação de criptos nos EUA volta a avançar, mas gera atrito

Falando em Estados Unidos e medidas regulatórias, as propostas feitas pelo senado americano acerca das criptomoedas e sua integração na economia nacional voltaram a avançar voltam a avançar após ter diminuído o ritmo nas últimas semanas.

Apesar do progresso do projeto já significar um marco histórico para as criptomoedas por si só enquanto aborda também pontos de melhora da estrutura de sistemas e da própria internet no país (não à toa, o projeto estipula orçamento de US$ 1 trilhão para seu pleno funcionamento), o texto sofre com críticas da comunidade apoiadora das moedas virtuais nos EUA.

De acordo com o Senador Pat Toomey, que lidera o grupo dos apoiadores dos criptoativos contrários à atual proposta, o texto vai contra os princípios da inovação tecnológica.

Toomey aponta que isso se deve ao fato do projeto não somente ao aproximar as movimentações de criptos da taxação tradicional, mas também por exigirem informações pessoais desnecessárias para as transações das moedas virtuais e contrariar boa parte do funcionamento de exchanges e carteiras virtuais – que mesmo sem regularização oficial, nunca foram apontadas como criminosas.

O primeiro projeto de lei mais concreto já elaborado sobre o assunto já foi aprovado em maioria tanto por democratas quanto por republicanos. Agora, aguarda o veredito do presidente Joe Biden.

Shiba Inu vai sobrevivendo seu batismo de fogo

E a Shiba Inu (SHIB) segue firme, mesmo vivendo uma montanha russa de emoções e valores. Após ser a grande estrela da reta final de outubro, passou por baixas consideráveis logo na primeira semana de setembro.

Fato é que a memecoin e sua fiel comunidade de apoiadores vem sobrevivendo bem ao primeiro momento mais turbulento pelo qual SHIB passa. Durante o sábado (6), ganhou força no Twitter, no Reddit e em outras plataformas, comparações entre a Shiba Inu e outras criptomoedas de destaque.

A postagem que teve mais alcance foi feita pelo analista John Erlichman, que colocou lado a lado até onde investimentos de US$ 1000 teriam chegado caso feitos exatamente em 6 de novembro de 2020. Enquanto o montante investido em Shiba Inu ultrapassaria os US$ 740 milhões, o segundo colocado, Axie Infinity (AXS) passaria por pouco os US$ 1 milhão.

A onda de positividade, somada ao reforço da Shib Army na ideia de segurar seus investimentos no ativo, ajudou a estabelecer resistência mais segura – na casa dos US$ 0,00055 – após o brusco movimento de queda que chegou aos US$ 0,000044 durante a última quinta-feira (4).

Agora, a armada de investidores volta seus olhos para a RobinHood, exchange que teve momentos de glória e de represália durante a revolução da GameStop, mas que segue consideravelmente popular.

Uma petição feita durante o fim de semana, que visa a adesão da SHIB junto às opções de criptomoedas da plataforma, já conta com mais de 500 mil assinaturas a seu favor. Caso ocorra a adesão, podemos estar testemunhando mais um passo extremamente positivo da Shiba Inu rumo à estabilização de seu sucesso.

Com cenário externo favorável, dolar cede ante o real.

O preço do dólar já vem preocupando os integrantes do BC (Banco Central) há algum tempo. Mesmo com os aumentos recorrentes da taxa Selic, a moeda norte-americana continua subindo perante o real e em outubro disparou após acionar um pivô de alta.

Esta dinâmica de preços já foi explicada com maiores detalhes no artigo “Copom eleva a Selic, mas o tiro sai pela culatra”.

Semana de reunião do FOMC.

Nesta semana houve uma nova reunião do FOMC (Federal Open Market Committee), o que trouxe ainda mais agitação para o mercado.

Na quarta-feira (3/11), o dólar futuro cedeu bastante e voltou para o centro do canal em que vem trabalhando. No dia seguinte, porém, voltou a subir com força, mas recuperando apenas metade da queda do dia anterior.

Hoje, com um novo dia de queda, o ativo acionou um pivô de baixa no gráfico horário. Isto pode dar continuidade ao movimento de queda.

Como pode ser observado, o dólar quase foi até o primeiro alvo do pivô acionado no gráfico horário. Porém, o ativo se segurou na região de fundos, visto que se trata de um suporte muito importante.

Ainda assim, o padrão acionado no gráfico horário é bastante poderoso e por isso a expectativa ainda é de queda.

Trata-se de um pivô de baixa alinhado com a média móvel de 20 períodos. Como mostrado no gráfico, o ativo fez um forte movimento de queda após perder a média de 20, tentou subir, mas não conseguiu romper a média e voltou a cair perdendo o fundo.

Este padrão é um dos mais confiáveis da análise técnica. Deste modo, é esperado que na próxima semana o dólar faça um novo movimento de queda. Pelo menos até alcançar o primeiro ou o segundo alvo do pivô.

Cenário externo favorável.

O cenário externo contribuiu para a queda do dólar no dia de hoje.

Com a ata do FOMC, os Bonds americanos iniciaram um movimento mais acentuado de baixa. Isto normalmente faz com que o dólar se desvalorize perante outras moedas, visto que existe uma correlação direta entre o dólar e o tesouro norte-americano.

No artigo “Bonds americanos finalmente dão trégua?” foi apresentada a dinâmica de preços dos Bonds americanos.

A contínua alta do S&P500, que já vem a 7 dias rompendo máximas, também contribui para a queda do dólar, pois indica que os investidores estão com mais confiança em relação ao mercado de renda variável. Ou seja, estão tirando o dinheiro da renda fixa e aplicando em renda variável.

Com toda essa força contrária, o DXY também cedeu hoje. O DXY é um índice que compara o dólar a uma cesta de moedas. A queda deste índice ajuda o real a se valorizar perante a moeda norte-americana.

Caso o cenário externo continue favorável, é possível que finalmente o dólar pare de subir e faça um movimento de correção.

O que é: Metaverso (e como os criptos entram em cena)

Primeiro passo público dado rumo ao futuro

Gostando ou não de Mark Zuckenberg, fato é que o criador do Facebook colocou o “metaverso” em pauta de uma vez por todas após a apresentação do dia 28 outubro referente ao nascimento da Meta Platforms – novo nome do grupo Facebook Inc.

A ideia do metaverso, entretanto, não é sua exclusividade. Trata-se de um conceito visionário que já perdura por alguns anos, visando levar o contato e a experiência dos usuários de internet e tecnologias derivadas à níveis ainda não alcançados.

Basicamente, a idealizada renovação ocorrerá por meio da criação de um universo virtual 3D e compartilhado, que irá exigir a elaboração de toda uma nova estrutura tecnológica para garanta seu funcionamento pleno em alta demanda seja em tarefas cotidianas, ou em atividades mais complicadas.

As já existentes, mas ainda limitadas ferramentas de realidade virtual aumentada, serão a ponte entre a imersão completa dos usuários e as revolucionárias interfaces, que exigirão o corpo humano e seus sentidos como ferramenta de interação com os futuros sistemas.

Como é de se imaginar, o custo será alto sobretudo no início. Zuckenberg, aliás, espera investir logo de cara mais de US$ 200 milhões para garantir que sua visão do metaverso comece a sair do imaginário.

Muitos ainda duvidam da real motivação por trás da mudança arrojada seja meramente marketing, haja vista as recentes polêmicas vividas pelo CEO da Meta no caso batizado de “Facebook Papers”, por exemplo.

Mas considerando o poderio do grupo no setor de comunicação, tanto do monopólio dos principais sistemas de mensagens quanto nos campos tecnológicos e financeiros, não é nenhum absurdo enxergar o Facebook e seus pares como ferramentas importantes na ambiciosa transição.

Metaverso de braços abertos para os criptoativos

No recorte específico da Meta Platforms, os criptoativos começam sua caminhada no metaverso envolvidos em polêmicas, uma vez que mesmo com pressão contrária vinda do governo dos Estados Unidos, Zuckenberg manteve os testes da Novi – carteira digital do Facebook – na Guatemala e nos próprios EUA.

Já no contexto geral, estão intrissecamente ligados ao novo universo virtual a necessidade de interações em serviços, transferência de dados e movimentações financeiras. Tudo isso com velocidade e liberdade, sem a dependência de terceiros.

Estas necessidades podem ser sanadas pelos criptoativos. Seus funcionamentos atende as necessidades citadas, enquanto ainda proporcionam um ativo próprio (e independente dos intermediários tradicionais) para ser aceito e transacionado dentro do ambiente virtual.

De quebra, a rastreabilidade das movimentações de ativos deixadas nas blockchains funcionariam como mais uma etapa de validação e segurança neste contexto.

Outra ala dos criptos que já vem ganhando intenso destaque e teria muito mais ainda a revelar no metaverso são os NFTs, ou tokens não-fungíveis.

Já no contexto atual, os tokens são capazes de levar ao âmbito virtual elementos do “mundo real”, sendo eles originalmente tangíveis ou não. Mas os NFTs contemplam também registros de sua posse, o que garantiria aos usuários a proteção do elemento obtido, assim como a garantia exclusiva de seu uso dentro do metaverso.

Com tanta proximidade, era natural que os reflexos já fossem sentidos positivamente nos preços de criptoativos que giram em torno destas necessidades da realidade virtual.

Capitaneadas por moedas dos projetos Decentraland (MANA)The Sandbox (SAND)Illuvium (ILUV),  e Axie Infinity (AXS), a alta coletiva dos inovadores sistemas  – cujas funções variam de descentralização financeira/informacional à jogos e entretenimento – valorizaram coletivamente quase 14%.

E esse é só o começo da promissora relação entre criptoativos e o metaverso. Daqui em diante, acostumem-se a ver moedas digitais dessa natureza ganhando espaço considerável em carteiras e portifólios mundo à fora.

 

O primeiro grande desafio de Shiba Inu e sua armada

Acabou a “brincadeira”

A Shiba Inu (SHIB) chamou a atenção dos últimos dias para si ao manter o bom ritmo de alta obtido em outubro e fechar a última semana com 160% de valorização. O bom momento garantiu também sua aparição entre as maiores criptomoedas do mundo, ocupando até a tarde dessa quinta-feira (4), a décima-primeira posição no momento com praticamente US$ 27 bilhões em Market cap.

Contudo, dois aspectos consideráveis apontam para uma possível queda. O primeiro elemento se refere à categoria em que SHIB se encontra, já que as memecoins como um todo apresentam baixas nos preços com movimento de venda mais notável. A própria Shiba Inu, mesmo em pouco tempo, apresentou mais de 30% de queda perante seu all-time high e cerca de -10,8% até o fechamento da quarta-feira (03).

O segundo já é mais especificamente ligado à uma das “lendas” dentre a Shib Army.

Baleia desperta e chacoalha mercado

Foi identificado recentemente o que pode ser o maior trade individual já visto na história, com a identificação de uma carteira que adquiriu US$ 8 mil – exatos 10 trilhões e 100 mil Shiba Inu’s – logo no seu lançamento. Hoje, o valor do montante ultrapassa os US$ 5,7 bi. A tal carteira, depois de quase 1 ano inoperante, realizou transações para outros quatro diferentes sistemas que totalizaram cerca de US$ 2,3 bi.

A gigantesca movimentação gerou muita instabilidade no mercado, uma vez que caso a baleia – nome dado à investidores que acumulam enormes quantidades de criptoativos – revolvesse vender de uma vez todo seu recurso, poderia causar a agressiva desvalorização do ativo ao liquidar cerca de 16% do mercado.

Mas por mais assustador que o cenário pareça no presente, os primeiros indícios apontam para a evolução da Shiba Inu como no médio-longo prazo.

Isso mesmo frente à queda assustadora para uma moeda de valor fracionário, aumentam cada vez mais no Reddit e em demais fóruns e redes sociais, movimentações da Shib Army em prol da compra e do hold – em formato muito similar ao que se viu no caso da GameStop, apesar do contexto diferente.

Para muitos analistas, a identificação da armada com seu ativo é o escudo que SHIB precisa para sobreviver contra o pânico da venda em massa. O movimento coletivo e sincronizado para confirmar a transição do SHIB para sair dos estigmas de “shitcoin” e começar a impactar o mercado efetivamente também no futuro.

Por hora, é esperar para ver como SHIB e sua legião vão encarar a primeira grande investida do mercado. É a primeira vez da moeda que surgiu de um meme sob os grandes holofotes do universo de criptos, e a maneira como investidores, ativo e responsáveis pelo projeto amadurecer frente ao momento ruim pode ser determinante para a sequência da Shiba Inu.

América Latina e as criptomoedas combinam mais do que se imagina

Aproximação natural dos latinos

Para muitos, os criptoativos só farão sentido em existência e valor quando chegarem de vez ao mundo off-chain, se estabilizando de maneira funcional enquanto atende as necessidades econômicas exigidas pela sociedade moderna.

O primeiro dos grandes desafios vividos pelo Bitcoin (BTC), o maior dos representantes da classe no momento, vem se mostrando um grande sucesso em El Salvador.

O país de tamanho e PIB modestos se colocou no centro dos holofotes ao anunciar o BTC como moeda oficial do país, passando por turbulências nos momentos iniciais, mas já colhendo frutos consideráveis em tão pouco tempo de adesão à moeda virtual.

Em menos de dois meses a adesão aos ativos cresceu consideravelmente, proporcionando que mais salvadorenhos desfrutassem da alta vivida em outubro, além de resolver por tabelas problemas históricos de baixa bancarização e de altas taxas em remessas financeiras

Os vizinhos habitantes da Guatemala, de maneira mais discreta também estão fazendo parte das novidades. O Novi, terceira tentativa de Mark Zuckenberg (do antingo Facebook Inc., agora grupo Meta Platform) no setor de criptos, escolheu justamente os Guatemaltecos para fazerem parte dos testes exclusivos da nova carteira virtual das suas plataformas.

Parte da escolha se deve à proteção de parte dos resultados do governo americano, que ainda não vê com bons olhos a novidade. Mas a decisão considera não somente as consideráveis proximidades física, econômicas e semelhança populacional entre Guatemala e El Salvador, ao levar em conta o sucesso dos criptoativos ao sul dos Estados Unidos.

Uma via de mão dupla

Quando El Salvador decidiu pela oficialização do BTC, uma pesquisa encomendada pelo Sherlock Communications em parceria com a plataforma Toluna para descobrir os países mais favoráveis às criptomoedas na América Latina.

Os resultados  indicaram que 48% dos brasileiros aceitariam a adoção do Bitcoin como moeda oficial do Brasil no futuro. Vale ressaltar que apesar dos 52% restantes representarem maioria, 30% destes foram indiferentes enquanto somente 9% diretamente contrários à ideia.

Estes números colocam o posicionamento brasileiro entre os mais receptivos dentre os dois continentes, ficando à frente de Colômbia, Argentina (ambos com 44%) e México (43%) – que também apresentaram razões similares entre indecisos e explicitamente contrários.

O mais interessante dado do levantamento está justamente no top 4 em questão: ao contrário dos casos de El Salvador e da Guatemala, Brasil, Colômbia, Argentina e México estão entre as 5 maiores economias latinas.

Isso significa, pelo menos em tese, que existe um público consideravelmente receptivo à testar a “novidade” em economias efetivamente relevantes. Considerando o cenário de recuperação econômica estabelecido pelo cenário pós-pandêmico junto à já latente necessidade de evolução do cenário de países emergentes, as principais referências continentais podem se tornar o cenário ideal para que as criptomoedas deem seu próximo grande passo.

Contudo, é nítida a necessidade de preparar o terreno. O processo de ajustes não se trata somente das ferramentas e estruturas necessárias para o estabelecimento de um criptoativo como moeda corrente em uma potência latina.

É prudente levar a experiência de El Salvador como aprendizado, mas não somente com os pontos positivos. O maior problema encarado, e que gerou forte queda no 7 de setembro que marcou o início do BTC pelo país, foi causado pela desinformação.

Desconfiança e pouca adesão inicial (ao lado de um problema temporário com a carteira digital do governo) acabaram gerando instabilidade não só no começo de projeto, mas no mercado como um todo.

E os n´umeros levantados pela plataforma Cryptoliteracy.org indicam que, apesar do cenário aprazível para a recepção dos criptos, 99% dos brasileiros e mexicanos cientes da existência dos ativos reprovaram em testes de conhecimentos básicos de seu funcionamento.

Em todo o tipo de recorte, o principal desafio das moedas virtuais é se aproximar do mundo real efetivamente. A falta de informação sobre seu funcionamento, reflexos e afins, pode colocar a perder uma janela de oportunidade que seria promissora. No caso de fracasso tanto no México quanto no Brasil, os dois líderes das pesquisas e de PIB na América Latina, os danos para a confiabilidade de todo o mundo nos criptoativos poderia ser desmanchada, causando um dano que poderia ser irreversível para todo o mercado.

É mais do que necessário iniciar trabalhos referentes à educação deste novo contexto, que aliás vai muito além do âmbito econômico (justamente o que torna sua chegada inevitável). A América Latina não pode se dar ao luxo de perder a oportunidade de acompanhar o resto do mundo rumo ao futuro.

 

Meta abraça criptos, mas nasce entre a cruz e a espada

Entrada para uma nova era

O anúncio feito por Mark Zuckenberg talvez represente o primeiro e mais agressivo passo rumo ao futuro. Abraçar o chamado metaverso tecnológico, ao explorar o real potencial da realidade virtual em uso e em dinamismo de interação, estava no imaginário de muitos, mas ao alcance de poucos.

A proposta do grupo Meta Plataforms (ex- Facebook Inc.), independentemente do apoio ou não à Zuckenberg e seu império, tem importância inegável em diversos sentidos, incluindo até a evolução da economia – que não curiosamente passa pelo universo dos criptoativos.

Entretanto, nem mesmo seu posicionamento crucial está imune à problemas.

Começando pela nova identidade, três empresas diferentes promoveram contestações contra a nova “cara” do conglomerado. Os destaques ficam para o MileniumGroup, agência de marketing americana que já abriu processo minutos após a revelação da marca, e para a montadora de computadores Meta PC, que move ação com pedido inicial de US$ 20 milhões.

Outras críticas recaem em, por hora, o anúncio ser somente uma jogada de marketing que atenderia diversos propósitos.

Em um ponto de vista mais superficial, pode se entender como um golpe publicitário capaz de levantar o preço de ações, uma vez que até por conta da baixa disponibilidade de estruturas capazes de suportar a integração tecnológica idealizada pelo grupo em grande escala.

Por outro lado, a brusca mudança serviria também para deixar a recente confusão, batizada de Facebook Papers, em segundo plano.

O vazamento de documentos é constantemente rebatido por Zuckenberg e seus representantes. Entretanto os levantamentos apresentados para imprensa e autoridades por Frances Haugen (ex-gerente de produtos da rede social) iam de problemas técnicos básicos, como dúvidas sobre o real número de usuários, até questões mais graves, como a promoção de algoritmos em incitações de ódio, negligência em possíveis crimes e até mesmo vista grossa para conteúdos extremistas.

Criptoativos como ponto de partida

O impacto da novidade foi sentido também no mercado de criptoativos. Os primeiros reflexos são positivos, uma vez que apesar das polêmicas e suspeitas mencionadas, trata-se de um impulso considerável à ativos que agem em áreas do metaverso destacadas pelo anúncio de Mark Zuckenberg.

Capitaneadas por moedas dos projetos Decentraland (MANA), The Sandbox (SAND), Illuvium (ILUV),  e Axie Infinity (AXS), a alta coletiva dos inovadores projetos que variam de descentralização financeira/informacional à jogos e entretenimento valorizaram coletivamente quase 14%. A alta no setor representa sinal positivo de apoio do mercado às teconologias em blockchains como protagonistas no futuro vislumbrado por Zuckenberg.

A aproximação é ainda mais clara ao levar em conta o desejo da agora Meta Platforms em disponibilizar seus próprios serviços prover e movimentar uma criptomoeda própria, indicando até que será um dos primeiros passos das mudanças esperadas.

Antes “Libra” e “Diem”, a moeda digital Novi foi lançada na reta final do mês de outubro ainda em sua versão piloto, apoiada na stablecoin Paxus Dollar, contando com a custódia da bolsa de criptomoedas Coinbase. Os testes iniciais foram promovidos nos Estados Unidos e na Guatemala.

A nação centro-americana não foi escolhida à toa. Além da proximidade física com a vizinha El Salvador – nação que oficializou o Bitcoin (BTC) como moeda corrente e está obtendo sucesso – as populações apresentam muitas semelhanças em uso de eletrônicos (apesar dos problemas econômicos, cerca de 98% dos habitantes possuem smartphones) e na baixa bancarização.

Contudo, a investida na direção dos criptos já está na mira do governo dos Estados Unidos desde seu início. No mesmo dia de lançamento dos testes da Novi em outubro (20), 5 senadores americanos alertaram o criador do Facebook do compromisso firmado junto aos reguladores de não abrir o uso de criptoativos antes de alinhar as regulações junto ao governo.

Zuckenberg já foi barrado nos dois projetos anteriores apresentados ao governo americano, fora o fato da legislação em torno do uso de criptoativos em geral ainda estar em desenvolvimento no país.

Para os agentes do legislativo, o revolucionário anúncio do Meta levanta ainda mais suspeitas de um possível ato de “rebeldia” por parte do magnata das redes sociais – os testes não foram interrompidos mesmo após a pressão governamental – e pode vir à gerar atritos no caminho da regulamentação tanto deste projeto em específico, como nos demais que ainda estão em desenvolvimento junto à SEC (Comissão de Valores Mobiliários) e demais órgão reguladores.

Crypto Radar: Shiba Inu surge como estrela após mês histórico para criptos

A“Shib Army” vem conquistando o mundo

A “brincadeira” virou coisa muito séria. Baseada a partir da Dogecoin (DOGE), memecoin que também ganhou espaço no mercado, a Shiba Inu (SHIB) atiça o imaginário dos investidores ao tentarem entender até onde a criptomoeda pode chegar após disparar 44.000% no ano e chegar em novembro passando por sua melhor fase.

Trata-se projeto novo (lançado em agosto de 2020), ambicioso, extremamente popular e ainda muito acessível, que se une à chamada Shib Army – a armada shiba – composta em sua maioria por jovens extremamente ativos e engajados internet à fora, configurando assim público mais do que ideal para impulsionar qualquer produto ao sucesso.

E o mercado está de olho nisso. Por votação via Twitter, uma maioria esmagadora de internautas convenceu o CEO da produtora de filmes AMC Entertainment (AMC), Adam Aron, à adicionar SHIB aos seus métodos de pagamentos junto do Bitcoin (BTC), Ether (ETH), Litecoin (LTC), além da própria Dogecoin.

Pouco tempo depois, foi a vez do Bistrot d’Eleonore et Maxence, conceituado restaurante francês que integra o ilustre Guia Michelin, anunciar que também começará a aceitar o ascendente criptoativo como pagamento. Parece ser bem prudente, portanto, imaginar que a lista de empresas de destaque que olharão para Shiba Inu com bons olhos deve crescer em pouco tempo.

Potencial para impactar o mercado para sempre

É se baseando em cenários como esses que SHIB segue rompendo barreiras, tendo tomado o 9º lugar do ranking da plataforma Coinmarketcap justamente da Dogecoin, por exemplo.

Ainda sendo negociado por frações de centavos de dólar americano enquanto faz todo esse “estrago”, o ativo é visto pelos seus fiéis investidores como uma chance única de enriquecimento, com os maiores grupos de compradores e apoiadores promulgando a ideia de segurar SHIB pensando no longo prazo.

E o maior dos exemplos para um possível sucesso desse plano apareceu recentemente. Também via Twitter, o perfil Morning Brew rastreou o que pode se considerar como o maior trade individual de todos os tempos.

Uma transação localizada na blockchain da Ethereum feita em agosto de 2020 (novamente, época de lançamento da SHIB), registrou a compra de quase US$ 8 mil em Shiba Inu. Cerca de 400 dias depois, o montante – que de acordo com a página não é movimentado a mais de 200 dias – vale US$ 5,7 bilhões.

Uma curiosidade: o tempo sem entrada na conta ou qualquer outro tipo de movimentação, pode indicar até que o acesso à fortuna pode estar perdido para sempre.

Fortuna intocada à parte, encontrar um cenário destes é tudo que os investidores de cripto sonham: encontrar um verdadeiro tesouro ainda no início de sua caminhada e garantir um lucro histórico pagando um preço irrisório.

A missão é muito difícil, dada a infinidade de criptomoedas disponíveis e que ou fracassam por diferentes razões, ou disparam e chegam à preços mais altos.

A forma que a Shiba Inu vai tomando, entretanto, indica um ativo ainda na cada das partes de centavos americanos, enquanto vai ganhando o mercado e o mundo “off-chain”. A soma disso tudo pode resultar – caso tudo se mantenha em ritmo, pelo menos, similar – em uma das maiores oportunidades de investimento vistas na história recente.

Nos resta, então, observar com muito cuidado até onde o ativo SHIB pode ir, considerando a capacidade do projeto por trás de seu funcionamento em evoluir constantemente para atender às expectativas, além de considerar também como a sua “armada” vai se portar. Sua força coletiva foi crucial para chegarem até aqui, falta saber então se o enérgico movimento terá forças para manter o ideal vivo à longo prazo.

Crypto Weekend: 29 à 31 de Outubro

Parceria entre corretora de criptos e Dallas Mavericks entrega o maior prêmio já oferecido à torcedores

Na sexta-feira (29), durante as atrações de intervalo do jogo entre Dallas Mavericks e Denver Nuggets pela NBA, um torcedor dos Mavericks ganhou US$ 100 mil em Bitcoins (BTC) ao acertar 3 arremessos consecutivos (sendo o último, do meio da quadra). A premiação surgiu da recém-formada parceria entre a franquia de Dallas e a corretora de criptos Voyager Digital. De acordo com a equipe, foi o maior prêmio já distribuído no American Airlines Center, ginásio dos Mavs.

A parceria entre o time de basquete e a firma de corretagem foi firmada durante a última semana, dando início à parceria de 5 anos. Entre essa e outras movimentações entre as partes, a Voyager também adquiriu o Naming Rights do Mavs Gaming Hub, equipe de videogame (NBA 2K) que representa Dallas na NBA 2K league.

Dentre as franquias da maior liga de basquete do planeta, não é surpresa ver justamente os Mavericks se aproximando das moedas virtuais: o proprietário do time é o megainvestidor Mark Cuban, que diversas vezes já se pronunciou favorável às criptomoedas.

Outra novidade para os torcedores é que novos planos de fidelidade e recompensas do time vão girar em torno não somente do BTC, mas também de Ether (ETH) e Dogecoin (DOGE).

Americanos lucram com Bitcoin ao investirem cheques recebidos do governo

Seguindo no caminho para se estabelecerem em definitivo como o centro mundial dos criptoativos pós saída dos chineses, um investimento em específico feito por parte dos estadunidenses chama a atenção para a disseminação positiva dos criptoativos como recursos viáveis mesmo à nível popular.

Em pesquisa feita pela plataforma Cointelegraph, 1 em cada 10 entrevistados consideravam investir parcial ou completamente em Bitcoins os dólares recebidos através do Stimulus – programa governamental que disponibilizou cheques para pessoas físicas e empresas a passarem pelos problemas econômicos promovidos pela pandemia.

Fato é que com o fechamento do histórico mês de outubro para o BTC e para as demais moedas virtuais, relatos começam a surgir de americanos que lucraram ao acreditarem no crescimento do Bitcoin.

Dos US$ 3,2 mil distribuídos (em média) no decorrer do pacote emergencial, os beneficiados que colocaram seus recursos nesse mercado lucraram US$ 4.519, representando lucro de 141%. Talvez não coincidentemente, as 3 remessas totais – distribuídas em abril e dezembro de 2020 além de abril de 2021 – marcam momentos de início ou manutenção de altas vividas pelo Bitcoin.

Além de tomarem o posto de principal nação mineradora do planeta, receberem parte considerável dos projetos de criptoativos rechaçados pela China e seguirem movimentando boa parte dos volumes de mercado no setor, os Estados Unidos estão avançando com normas regulatórias que permitam aproximar o uso de criptomoedas junto à economia tradicional.

Cazaquistão mira posto de potência em mineração de criptos

Seguindo os passos do (até aqui) bem-sucedido experimento de El Salvador, outro economicamente modesto país visa se aproximar do mundo dos criptoativos em busca de um impulso econômico. Nesse caso, o Cazaquistão – país da Ásia central que está dentre os originados a partir da divisão da antiga república soviética – que já conta com políticas consideravelmente pró-criptos, volta seus olhos específicamente para a atividade de mineração.

De acordo com levantamentos feitos pela Central de Informações de Indústria e pela associação de Blockchains do país, a expectativa é de que com apoio governamental, a atividade gere cerca de US$ 1,5 bilhão de lucro para a economia nacional.

O principal desafio para alcançar estes números passa pelo maior alcance das regulamentações sobretudo de uso de energia por parte de mineradores independentes. Governo nacional e associados acreditam que com maior alcance, as normas podem garantir uso e preço energético mais justo tanto para mineradores, quanto para habitantes em geral.

A Universidade de Cambridge já aponta o Cazaquistão como o segundo maior responsável pela disponibilidade de Bitcoins no mundo, com 18,10% dos ativos minerados sendo creditados ao país. O percentual vem em crescente considerável, e o objetivo do país é de, dentro do possível “rivalizar” com os Estados Unidos, que ocupam o primeiro lugar da categoria com atuais 35,40%.

Após ressurgimento, Gamestop se volta para os NFT’s

“Hodl”, “Diamond Hands” e “To the f#&$ing moon”

‘Entre o final de 2020 e o início de 2021, um dos acontecimentos econômicos mais importantes da história recente ocorreu no âmbito virtual. O que começou como uma tentativa de salvar a Gamestop (GME), loja de vídeo-games que fez parte de vida de muitos gamers americanos, se transformou na primeira grande prova de força coletiva contra os tubarões de Wall Street que vislumbravam lucros com a falência da empresa.

Por meio do Reddit, uma legião de pequenos investidores se apoiavam e incentivavam tanto a compra em massa de ações da loja, quanto o ato de segurar os investimentos o quanto fosse possível.

Sob essa premissa, encarando momentos ruins de mercado, quedas e muita pressão de fundos e até da mídia “especializada” para virar o jogo. Já ao fim de janeiro as ações da Gamestop valorizaram 1500%, enquanto grandes fundos investidores que apostaram na queda, como o Melvin Capital, tiveram perdas bilionárias no processo.

Agora salva e muito bem posicionada no mercado, a empresa mira o mercado de NFT’s para aproveitar o bom momento. É o que indica o anúncio feito pela rede de lojas buscando especialistas para desenvolverem sistemas a partir das blockchains da rede Ethereum (ETH).

De acordo com o comunicado, a Gamestop visa explorar o desenvolvimento de jogos em blockchains, seus consequentes NFT’s (Tokens não-fungíveis), além de demais aspectos proporcionados pela descentralização na qual os criptoativos se baseiam.

Potencial para fazer história mais uma vez

Isso tudo significa uma inovação considerável na empresa. Ela quase veio à falência por conta do crescimento natural das compras de jogos e artigos online sobre o mercado que pertencia às tradicionais lojas físicas. Com o impulso dado via Reddit, a rede já modernizou consideravelmente seus serviços e, agora, busca desenvolver jogo – ramo nunca antes explorado pela Gamestop.

Com certeza, trata-se de uma movimentação que o mercado deve ficar de olho por atrair uma série de indicadores de sucesso na operação: o momento é propício com as chamadas gamecoins crescendo exponencialmente e terá ainda mais apoio do Reddit e de demais fóruns e afins que participaram da revolução anterior.

Trata-se de um grupo extremamente engajado e que já apoiava a expansão do universo de criptoativos em paralelo à guerra travada contra os grupos de investidores. Do posicionamento privilegiado no mercado à base consumidora/apoiadora ativa, não é difícil imaginar que, pelo menos por hora, estejamos falando do primeiro grande jogo em blockchain.

Axie Infinity e outros exemplares já são realidades em suas propostas, mas até que alguma outra gigante do ramo dos games abrace em definitivo os criptoativos como a Gamestop se prepara para fazer, tudo indica que o projeto terá apoio o suficiente para emplacar a novidade mesmo frente aos jogos desenvolvidos de maneiras mais “tradicionais” e fazer história mais uma vez.

El Salvador pode se tornar “player” crucial para o mercado de criptos

Do ostracismo ao protagonismo

Para investidores, descrentes e curiosos, a observação das aventuras do Bitcoin em El Salvador poderiam ditar muita coisa para o futuro do ativo no “mundo real”. Mas apesar dessa consideração ser verdadeira, muitos desconsideram o potencial fenômeno inverso, que colocaria o modesto país centro-americano em uma das posições mais favoráveis do mercado de criptos mundial.

Seria óbvio atrelar um potencial crescimento econômico significativo em El Salvador ao processo de expansão pelo qual passa o mundo dos criptoativos, sobretudo na órbita dos Bitcoins (BTC).

A agora moeda oficial do país tem potenciais de valorização inicialmente inerentes à nação salvadorenha, tornando o país, pelo menos em primeiro plano, “refém” dos avanços e retrocessos do BTC.

Entretanto, pouco a pouco, o potencial de El Salvador para se tornar um “player” importante em um futuro próximo pode ir se revelando. A ideia de fazer a economia nacional “pegar no tranco” com uma verdadeira revolução oferece riscos, mas pode colocar o modesto país como referência do mercado mais inovador e promissor da atualidade.

Limitando a avaliação governamental somente ao assunto do BTC, o presidente Nayib Bukele e seus comandados agiram de maneira quase impecável até aqui. Não fecham com “10” por conta do início desnecessariamente turbulento, que incluía reclamações das explicações confusas de Bukele sobre o ativo, além das quedas constantes dos servidores da Chivo (carteira digital do governo) nos primeiros dias.

Para tornar o início da caminhada ainda mais traumático, o dia 7 de setembro, data do início oficial do projeto, foi marcado por forte queda nos preços do mercado e seguido dos ataques da China aos criptoativos.

O cenário estava montado para que a desconfiança tomasse conta, mas Bukele contornou a situação como deveria, utilizando talvez uma das táticas mais básicas dentre os investidores: “eles não podem te vencer se você comprar na baixa”, tuitou o chefe de estado ao anunciar que a economia do país havia obtido mais 150 Bitcoins durante a “micro-crise” mundial dos criptos.

E assim, em repetidas vezes, o movimento seguiu. Enquanto Bukele depositava dólares americanos e esperanças no futuro da economia, as coisas foram se ajustando.

Chivo saiu de problema para solução histórica, por exemplo. Não somente ganhou estabilidade de funcionamento, como em poucas semanas já apresentava um número de usuários cadastrados maior do que a quantidade de pessoas com contas bancárias no país (2,1 milhões contra 1,8 milhão em ainda em 27 de outubro), confirmando que o projeto poderia ser uma solução viável para a baixa bancarização populacional que há décadas não era sanada.

A desconfiança dos salvadorenhos em movimentar Bitcoins também já diminuiu consideravelmente, com aumento quase que diário de movimentações registradas na carteira digital do governo, enquanto relatos locais indicam uma resposta positiva de uso em diversas esferas sociais do país, indicando o desenvolvimento de uma população cada vez mais ambientada com o contexto de criptoativos que vem ganhando o mundo.

O impulso final para cravar o início promissor do projeto veio de um esforço praticamente global – com as boas novas de El Salvador inclusas – de empresas e governos, de colocarem à mesa debates referentes ao uso do BTC e dos demais criptos na economia mundial.

Outubro de 2021 já entrou para a história das moedas digitais e de El Salvador, com as altas históricas confirmando positivamente as apostas de Bukele e sua equipe. O país saltou de 400 BTC’s iniciais para 1120 com os 420 comprados durante a rápida baixa dessa quarta (27), totalizando quase US$ 68 milhões do ativo em posse.

Saldo positivo e promissor

Antes de completar dois meses da “aposta”, El Salvador mais do que dobrou seu número de Bitcoins (garantindo ainda valorização do ativo durante o processo), sanou problemas socioeconômicos históricos do país, colocou tanto sua população quanto sua estrutura econômica entre as mais bem preparadas para receber efetivamente os criptos e já colhe frutos dos lucros obtidos – a capital San Salvador ganhará o maior hospital veterinário do país, que será pago com parte dos lucros obtidos com o Bitcoin.

Agora, os olhos do mundo se voltam pra El Salvador com um contexto diferente. A nação é a prova viva de que, por mais que ainda haja muita coisa para acontecer, um criptoativo vai se mostrando capaz não só de ser utilizado como moeda, mas como alavanca para fazer um país todo se desenvolver.

E aí entra o potencial dos salvadorenhos em se tornarem cruciais para o mercado mundial. É difícil considerar que as ações de qualquer outro tipo de instituição impactem mais o Bitcoin e seus similares do que El Salvador. Seu será imediatamente atrelado ao Bitcoin, o que servirá de termômetro para o resto do mundo.

Indo além, tudo indica que as compras governamentais agressivas continuarão. Caso elas sigam com sucesso pelo menos próximo dos primeiros investimentos, o peso de El Salvador em posteriores movimentações será muito mais significativo, acompanhado.

Some isso tudo aos habitantes que, apesar de em sua maioria movimentarem pouco individualmente, coletivamente já passam dos 2 milhões de investidores que podem se movimentar de maneira coletiva em situações de compras e vendas, causando impacto sensível no mercado ao acompanhar o posicionamento do governo, por exemplo.

De uma das mais estagnadas e irrelevantes economias mundiais, para posição mais do que privilegiada na nova era econômica que inevitavelmente virá. Essa é a mudança de roteiro que vai se encaminhando para o futuro de El Salvador por ter abraçado o Bitcoin.