IGPM dos últimos doze meses alcança 17,89%.

Por mais que o indicador esteja alto, ele vem caindo constantemente nos últimos meses, sendo que em novembro, o IGPM só subiu 0,02%.

Ou seja, há uma clara redução nos preços que compõem o índice. Vale destacar que boa parte dos preços que fazem parte do cálculo do IGPM são referentes a commodities, como é o caso do ferro.

IGPM em queda, bom sinal?

Um país com inflação moderada é sinônimo de país em crescimento. Se os preços sobem, normalmente significa que existem pessoas dispostas a pagar.

Por isso o aumento dos preços de forma moderada é bem vindo. Porém, o que vem ocorrendo com o IGPM foi desproporcional.

O índice inflacionário divulgado pela Fundação Getúlio Vargas chegou a subir mais de 4% em maio deste ano, porém, depois desse elevado aumento, a taxa foi registrando novos aumentos, mas não tão relevantes.

Só para comparação, em maio, nos últimos 12 meses, o IGPM estava registrando alta de 37,04%.

De maio  para agora, o IGPM vem caindo e isso é uma ótima notícia. Com os preços mais controlados, o consumidor poderá voltar a consumir e as empresas terão mais facilidade em comprar e negociar produtos e serviços.

Ainda mais quando o indicador é aquele utilizado para corrigir os valores dos aluguéis. Por ser um índice utilizado na área imobiliária, a redução da inflação na área pode beneficiar os negócios, mesmo com o juro maior.

Ibovespa e S&P 500 se recuperam

Depois da última sexta-feira, os mercados vêm se recuperando. O Ibovespa registrou alta de 0,58% enquanto o S&P 500 alcançou valorização de 1,32%.

O receio com relação à nova variante da COVID-19, Ômicron ainda existe e isso vem afetando os mercados.

Por mais que a bolsa tenha se recuperado, o USD/BRL terminou o dia em alta de 0,60%. Já o ouro (OZ1D) terminou o dia registrando valorização de 0,79%.

Como ainda há riscos no mercado, a renda fixa permanece sendo uma opção mais segura e rentável.

Em segundo lugar, o S&P 500 parece ser uma boa opção. Renda fixa no exterior também é uma boa opção, como as letras do Tesouro dos Estados Unidos, por exemplo.

Para trazer um pouco mais de proteção à carteira, boas alternativas são: dólar e ouro. O Bitcoin também se recuperou hoje registrando valorização de 1,17%.

Com o cenário político conturbado, o investimento na bolsa pode ser um pouco mais arriscado, principalmente para aqueles que procuram retornos no curto prazo.

Variante Ômicron abala os mercados.

Tal variante parece ser mais transmissível, mas ainda não há certeza sobre como as vacinas reagem a variante ou qual é o grau de mortalidade da mesma em comparação às demais variantes.

Como não há tantas informações, mas é notório que a variante Ômicron é mais transmissível, os mercados reagiram mal com tal notícia.

O receio é de mais “lockdown” e redução na produção das economias. Como há forte stress sobre a matéria prima e os países vêm registrando dificuldades para conseguir diversos tipos de componentes essenciais para o desenvolvimento de produtos, o lockdown agora pode prejudicar o crescimento econômico e atrasar ainda mais a recuperação de alguns países, como é o caso do Brasil.

Temos que nos preocupar?

A preocupação é importante. Tanto com nossa saúde quanto com o dinheiro. Uma nova variante pode trazer mais riscos ao povo e sua economia.

Por isso, é preciso ficar atento às notícias que serão divulgadas a respeito da efetividade das atuais vacinas contra a nova variante além da letalidade da Ômicron.

Dependendo de como as coisas ocorrerem, o desenrolar pode ser tranquilo ou mais preocupante.

Observando isso, com relação aos investimentos, é importante ficar defensivo, dando foco na renda fixa e na proteção do capital.

Proteger o capital pode ser feito por meio de pequenos investimentos em dólar norte-americano e no ouro.

Na última sexta-feira o Ibovespa caiu 3,39% enquanto o USD/BRL se valorizou em 0,78% e o ouro OZ1D ficou 0,16% mais caro.

Inclusive o S&P 500 registrou forte queda, terminando na sexta-feira 2,27% menor. Um diagnóstico pior da variante pode derrubar ainda mais os mercados enquanto algo mais favorável, como um reconhecimento de letalidade similar às demais variantes ou até menor, pode levar os mercados a se recuperarem do tombo atual.

Comprar Ibovespa e S&P 500 agora pode ser uma boa?

Quando realizado de forma coerente, o investimento em índices por meio de fundos ou ETF podem ser uma ótima alternativa. Inclusive em momentos onde os mercados caem bastante, como é agora.

Porém, a queda não foi assim tão brusca. Na verdade, ainda não existem informações finais sobre a nova variante. Como não há tantas informações, o descobrimento de uma nova variante aumenta o alerta das nações exigindo esforços para tentar conter a mesma de qualquer jeito.

Muito melhor prevenir do que remediar, por isso, o mundo fica em alerta. De qualquer forma, no Brasil, mesmo que a variante não se mostre tão preocupante, a bolsa não vai reagir tão bem.

No momento as coisas estão um tanto quanto confusas na política quanto na economia, por isso, é provável que a bolsa continue andando de lado. Ao menos até algo surpreendente acontecer, como um aumento acima dos 5% no PIB, por exemplo.

A bolsa está barata, mas incertezas vão continuar derrubando as cotações

As notícias de hoje afundaram ainda mais a bolsa de valores brasileira. As ações seguem uma trajetória de queda que parece não ter fim. 

O indicador de P/L (Preço sobre o Lucro) do Ibovespa já está em um patamar próximo das mínimas históricas. Isso indica que as ações do índice estão mais baratas em relação ao lucro que elas entregam aos acionistas.

Porém, como já mostrei por aqui, o P/L baixo não é garantia de que se está comprando ativos realmente baratos. É possível que as quedas continuem mais fortes ainda nos próximos períodos.

A questão que fica é: até quando vai cair?

Infelizmente não há resposta definitiva, pois a economia é um sistema cheio de complexidades e incertezas.

Não temos certeza nem mesmo quanto ao presente, pois tudo que fazemos hoje é com base no que esperamos do futuro.

Se os investidores acreditam que o futuro é promissor, então a demanda por ativos sobe e a economia avança. 

Mas se as expectativas são ruins, as pessoas irão buscar segurança (dólar, ouro e títulos públicos de países desenvolvidos), o que causará um aumento na venda de ativos e estagnação da economia. 

Essa dinâmica é vista tanto no lado da produção quanto no financeiro, e gera uma complexidade tal que interliga o futuro e o presente em uma via constantemente cambiante.

Dessa forma, temos em economia uma relação causal circular entre futuro e presente, no qual o futuro é construído no agora, com base nas nossas visões atuais sobre o próprio futuro.

Feito essa divagação, vamos aplicá-la para o que nos interessa aqui, que é o mercado de capitais.

No momento, o que temos no presente são expectativas cada vez piores para a inflação e juros.

Isso pode ser visto no relatório Focus do Banco Central, divulgado toda segunda-feira. 

No caso da inflação, temos que o mercado estimava, há quatro semanas atrás, um IPCA de 8,96% para o final de 2021. Há duas semanas, as estimativas pioraram para 9,77%, e agora, no último relatório, as previsões apontam para um aumento médio dos preços de 10,12% até o fim do ano.

Como as expectativas de inflação sobem, o mercado espera que os juros irão subir para controlar a alta dos preços.

Ainda no relatório Focus, há quatro semanas atrás, as expectativas eram de uma Selic de 8,75% no fim de 2021. Essa estimativa era de 3% em janeiro, e agora é de 9,25%!

Como podemos ver, a cada semana que passa, as expectativas pioram mais ainda, ou seja, não há ainda uma clareza sobre até quando as coisas vão parar de piorar e começar a se estabilizar.

Com essa piora nas perspectivas, é comum o pessimismo se instalar na mente dos agentes econômicos. 

Mesmo que a bolsa caia e dê a impressão de que as ações estejam baratas, a verdade é que os investidores estão se sentindo inseguros com o futuro da economia e dos lucros das empresas.

Além disso, o efeito da inflação sobre os juros aumenta o custo de oportunidade do capital. Há títulos públicos do governo que estão pagando mais de 12% ao ano.

Para que a bolsa de valores se torne interessante, será necessário um ganho esperado bem maior que isso para atrair as pessoas.

Perante o exposto, podemos inferir que a bolsa de valores só irá parar de cair a partir do momento em que a sensação de incerteza diminuir e os investidores conseguirem enxergar um futuro com mais clareza no horizonte.

Para deixar mais claro ainda, os investidores só irão parar de vender ativos quando a inflação esperada para o futuro cair e quando o Banco Central deixar claro o ponto máximo para o qual levará a Selic.

IPCA-15 de Novembro sobe 1,17%.

O IPCA-15 de novembro foi o mais alto desde 2002. Com mais esse aumento, o indicador acumula alta de 10,73% em 12 meses.

Com mais esse aumento fica a dúvida? Será que a inflação está perdendo força ou não?

Aumento de Novembro vem abaixo de Outubro

Em Outubro o IPCA-15 registrou valorização de 1,20%, portanto, há sim, uma retração no aumento da inflação em novembro.

Isso sugere uma estabilização ou até redução da inflação para os próximos períodos. Porém, como a taxa ainda é elevada e existem expectativas de mais aumentos nos preços, nos próximos meses, a previsibilidade da inflação vem se deteriorando.

Em outras palavras, boas notícias que a inflação não veio tão alta, mas ainda sim, é uma taxa preocupante.

Vale destacar que mesmo com a divulgação do IPCA-15, o Ibovespa registrou alta hoje, alcançando valorização de 1,24%.

Já o USD/BRL fechou o dia em queda de 0,73% e o ouro (OZ1D) por sua vez fechou em queda de 0,38%.

Como hoje foi feriado de ação de graças nos Estados Unidos, não houve pregão por lá. Amanhã o pregão acontece, mas só meio período.

Renda fixa continua interessante

Por mais que a bolsa esteja reagindo, os mercados por aqui ainda vão permanecer voláteis. As expectativas com relação à inflação e ao PIB ainda estão se deteriorando e isso pode comprometer o bom humor dos investidores.

Essa retração ou estagnação pode ajudar os investidores a se posicionar na renda variável. Existem várias ações a preços interessantes e inclusive fundos imobiliários.

Além disso, os ETF (fundo de índices) vem se mostrando uma forma bem inteligente de investir e manter parte do patrimônio alocado em renda variável.

Com o intuito de reduzir a volatilidade da carteira, é interessante investir em ouro e dólar também.

As criptomoedas vêm ganhando espaço e, portanto, podem se consolidar como mais uma alternativa interessante de investimento.

Mas ainda sim, como os juros estão em alta e a inflação continua registrando valores elevados, é provável que o juro alcance os dois dígitos em 2022.

Portanto, nada mais razoável do que considerar o investimento em renda fixa. Dentre as opções há várias, principalmente por meio dos bancos menores.

Sempre lembrando que todo investimento merece cuidados, não há nada garantido. Por mais que haja sistemas ou instituições oferecendo algum nível de proteção, os investimentos têm risco e devem ser muito bem avaliados.

Campos Neto mostra preocupação moderada com a inflação.

Entre os pontos citados, o presidente do BC mencionou a inflação, crescimento e a situação fiscal do país.

Ao que tudo indica, Campos Neto está ciente das expectativas ruins para a inflação e para a economia brasileira, porém, ele não enxerga que o cenário seja assim tão perverso em 2022.

Segundo expectativas do governo federal, o PIB tem grandes chances de bater crescimento de 2% em 2022, sendo que no último boletim Focus, as expectativas já estão abaixo de 1%.

Campos Neto ainda acredita que a PEC dos Precatórios é algo importante e que no atual momento, é preciso.

Com relação à inflação foi destacado a necessidade de controlá-la, mas com cautela. Devido aos impactos da COVID-19 na economia mundial, o juro precisa ser mais bem dosado para não provocar uma piora do cenário.

Interpretações da fala do presidente do BC.

O discurso foi polido, mas há alguns sinais importantes a serem avaliados. Em outro momento, Campos Neto já reconheceu que alguns núcleos da inflação estão se mostrando mais resistentes, coisa que sugere mais dificuldades em conseguir controlá-los, porém, o aumento do juro deverá ser controlado, sem que haja força desproporcional no aumento da Selic.

Isso significa que a inflação pode acabar ultrapassando o centro da meta em 2022. Caso a alta da Selic se mantenha e a inflação continue se mostrando persistente, é possível que o BC não consiga deixar o IPCA dentro dos 5% (limite para a inflação em 2022).

Lembrando que as expectativas para o IPCA em 2022 já estão em 4,96%. Como até o momento, a taxa de juro está abaixo do IPCA dos últimos 12 meses, é possível que tal diferença permaneça em 2022.

Em uma situação assim, é possível que os juros longos comecem a subir mais, caminhando para um cenário similar ao de 2015 e 2016.

Nesse período, títulos prefixados do Tesouro Direto chegaram a pagar mais de 14% ao ano, e o Tesouro IPCA alcançou rendimentos superiores a 6% mais IPCA.

Será que o PIB não vai crescer 2% em 2022?

As expectativas para o PIB em 2021 precisam surpreender para considerar um PIB maior em 2022. Sem um PIB mais robusto em 2021, as coisas podem ficar mais difíceis em 2022.

Em uma situação onde as expectativas econômicas sejam superadas, é provável que a bolsa volte a subir com vigor. Se as coisas não melhorarem, ativos como o dólar e o ouro podem ajudar na defesa da carteira. Inclusive títulos de renda fixa.

O petróleo sobe, mesmo com alta da oferta.

Porém, hoje, o Brent terminou o dia em alta de 3,26%, mostrando que tal iniciativa, talvez não seja efetiva.

Ainda com a alta do petróleo, outros índices e ativos ficaram estáveis. Vale destacar o Ibovespa que terminou o dia com alta de 1,3%. O S&P 500 também terminou o dia em alta. A valorização foi de 0,17%.

PEC dos Precatórios ainda no radar

A política continua sendo um dos principais assuntos no Brasil. Sendo que a PEC dos Precatórios ainda permanece como principal evento.

Com a PEC no senado, o governo vem trabalhando para aprovar a proposta com seis alterações.

Dentre as alterações há as seguintes:

  • Mecanismos para impedir que os valores levantados sejam utilizados para aumentar os salários dos servidores públicos;
  • Possibilidade de auditoria dos precatórios;
  • Previsão de tornar os R$ 400,00 do programa auxílio Brasil permanente e não mais provisório.

Com tais alterações, o governo federal tem a esperança que a PEC seja aprovada e com isso, o programa social auxílio Brasil possa ser financiado.

Como ficam os investimentos?

O programa auxílio Brasil vai exigir mais investimento por parte do governo federal, sendo que não há alterações em impostos, ou redução de outras despesas, portanto, a parte fiscal será danificada e isso pode aprofundar ainda mais o déficit.

Um país que gasta mais do que arrecada, terá dificuldades de pagar suas dívidas no futuro, sendo assim, as expectativas para o mercado em geral, não são boas.

Normalmente, quando o risco sobe, o juro sobe, na tentativa de atrair os investidores e não perder capital e investimentos.

Olhando todo o contexto, fica claro que a renda fixa tem muito a ganhar agora e nos próximos meses.

As previsões para o PIB não são boas. Havia clara expectativa para aumento acima dos 5% em 2021, porém, o próprio boletim Focus, já traz expectativas abaixo dos 5% e caindo cada vez mais.

Para 2020, já se fala em crescimento abaixo de 1%. Se tudo isso se confirmar, a bolsa de valores vai se tornar um terreno difícil para o investidor.

Oportunidades vão aparecer, uma vez que há várias ações, fundos imobiliários e ETFs sendo negociados a preços muito atraentes.

Mas ganhos no curto prazo serão mais difíceis de ocorrer. Para aqueles que têm e vão permanecer posicionados em bolsa, o dólar e o ouro são ativos que podem ajudar no equilíbrio da carteira. Lembrando que o dólar só em 2021 vem registrando ganhos de mais de 7%.

Aumento dos juros longos nos EUA fortalece dólar, derruba ouro e estabiliza ações

Já faz um bom tempo que os investidores vêm olhando para o comportamento da política monetária dos EUA. As expectativas são de que os juros do Federal Reserve (Fed) aumentem antes do esperado.

No início da pandemia, a autoridade monetária norte-americana havia sinalizado que manteria os juros em zero ao menos até o fim de 2023, e não antes que a atividade econômica se recuperasse completamente.

Porém, a inflação e os sinais de recuperação do comércio têm feito com que os investidores globais começassem a imaginar que os juros poderão aumentar já em julho de 2022.

Com esse cenário em mente, os juros de 10 anos dos EUA vêm subindo constantemente desde o início de agosto, quando esteve em sua mínima no ano de 1,128%. Atualmente o rendimento está em 1,656%.

Juros longos pressiona ativos e fortalece dólar

De um lado, esse aumento dos juros longos vem afetando o ouro e as ações das bolsas dos EUA nos últimos dias, enquanto que o dólar passou a ser mais procurado pelos investidores.

No caso da commodity metálica temos que as taxas de juros mais altas significam aumento no custo de oportunidade de manter ouro na carteira, principalmente porque este ativo não paga rendimentos.

Algo semelhante ocorre com as ações da bolsa de valores. O S&P 500, principal índice acionário norte-americano, que vinha subindo sem parar desde o fim de março de 2020, tem encontrado um ponto de estabilidade nas últimas semanas.

O índice parece enfrentar uma resistência por volta dos 4.720 pontos e suporte ao redor dos 4.630 pontos. Uma queda abaixo deste patamar pode indicar uma correção mais forte das ações.

Por fim, temos o dólar como outro ativo influenciado pelos juros. Nas últimas semanas, a moeda dos EUA vem tendo uma valorização mais intensa frente às principais moedas mundiais.

Como o dólar é uma moeda universal, ocorre que a subida dos juros longos faz com que investidores do mundo todo busquem investimentos nesta moeda como forma de proteção ou especulação em relação ao futuro da política monetária.

Até às 16h38 desta terça-feira (23/10), o ouro caia 0,96%, cotado a US$ 1.789,00 a onça. O S&P 500 caia 0,28%, aos 4.669,80 pontos. Já o índice dólar ficava no zero a zero.

Em relação ao real, o dólar subia 0,38% agora no fim do pregão, cotado a R$ 5,60, após ter alcançado R$ 5,65 no meio do dia.

Inflação fora da meta em 2022.

Em 2021, as projeções mostram que o IPCA pode chegar aos 10,22%, já para 2022, as expectativas são de inflação em 4,96%.

Lembrando que a meta para inflação em 2022 é de 3,5% com uma banda de 1,5% para mais ou para menos.

Isso significa que as projeções para o IPCA em 2022, já vem contemplando um cenário de inflação acima da meta e inclusive da banda.

Juros ainda maiores para 2022?

Teoricamente, existe a possibilidade, porém, as expectativas e a inflação em si podem mudar bastante ainda em 2022, ou seja, não há certeza que a Selic vai chegar a 12%, por exemplo, ou até mesmo no patamar que já alcançou em 2015, 14,25%.

Mas é claro que o BC vai ficar atento à evolução do IPCA. No momento, a inflação só vem subindo, fato que preocupa.

A partir do momento em que a inflação comece a estabilizar e cair, aí é provável que a taxa de juro fique estável e posteriormente recue.

De qualquer forma, durante esse processo de alta dos juros, é bom ficar de olho na renda fixa. Há diversos ativos de renda fixa oferecendo rendimentos atraentes e que podem oferecer ganhos consideráveis a carteira do investidor.

Mais um dia de queda na bolsa

O dia não foi bom para o Ibovespa. O principal índice da bolsa brasileira registrou queda de 0,89%, enquanto o S&P 500 caiu 0,32%.

Durante o dia o S&P 500 até registrou valorização, mas no final do dia acabou entregando os ganhos e fechou com perdas.

Enquanto isso, o dólar fechou com queda de 0,40% diante do Real e o ouro (OZ1D) terminou o dia em queda de 2,59%, uma das maiores quedas nas últimas semanas.

O ouro vinha registrando boa performance, acumulando valorização desde junho de 2021 de 17% aproximadamente. Em um único dia, o ouro, negociado na B3 através do ticker OZ1D caiu 2,59%.

Mesmo com a queda do ouro e do dólar, os dois ativos ainda são interessantes para a composição da carteira.

Outro investimento que vem chamando atenção é o Bitcoin. A criptomoeda chegou a se valorizar e ultrapassar os 370 mil reais ainda em 2021, mas agora, vem acumulando perdas de mais de 16% nas últimas semanas.

Perdas maiores podem abrir uma boa oportunidade de investimento.  As criptomoedas são ativos muito voláteis, sendo assim, não é difícil ocorrer uma queda ainda maior.

De repente o Bitcoin pode cair até os 200 mil reais, ou até para níveis ainda menores. Essa desvalorização pode gerar uma ótima oportunidade de investimento.

Ouro cai e dólar sobe com expectativas de aperto monetário do Fed

As expectativas de que o Federal Reserve dos EUA poderá acelerar o ritmo de redução dos estímulos para conter o aumento dos riscos inflacionários derrubaram hoje a cotação do ouro, enquanto o dólar saiu mais forte.

O contrato futuro do ouro caiu 2,28% nesta segunda-feira (22/11), para US$ 1.803,66 por onça. Já o dollar index (índice que mede o desempenho do dólar frente às principais moedas mundiais) subiu 0,55%.

A queda do metal é justificada pelo aumento da pressão em cima do Fed para controlar a inflação. Argumentos em prol da aceleração do aperto monetário tem aparecido cada vez mais nos noticiários.

Um aumento dos juros antes do esperado penalizaria fortemente as cotações do ouro, pois taxas mais altas geralmente se traduzem em um aumento no custo de oportunidade de manter o metal, que não paga juros.

Em outras palavras, a elevação dos juros significaria um aumento do custo de oportunidade, o que levaria investidores a venderem o metal e aplicar em títulos do tesouro.

Fed debate redução mais rápida de estímulos

Os legisladores do Federal Reserve estão debatendo publicamente se retirarão o apoio à economia dos EUA mais rapidamente para lidar com o aumento da inflação.

Na sexta-feira passada (19/11) uma das autoridades mais influentes do banco central sinalizou que a ideia estará na mesa na próxima reunião do Fed.

“Estarei examinando atentamente os dados que obteremos entre agora e a reunião de dezembro, e pode muito bem ser apropriado nessa reunião ter uma discussão sobre como aumentar o ritmo com que estamos reduzindo nosso balanço patrimonial”, disse o vice-presidente do Fed, Richard Clarida.

Ele afirmou ainda que muitos de seus colegas veem riscos mais elevados de uma inflação já alta. “Isso será algo a considerar na próxima reunião”.

Biden mantém Powell no comando do Fed

As apostas contra o ouro se intensificaram com a manutenção de Jerome Powell no comando do Fed.

Nesta segunda-feira, Biden indicou Powell para um segundo período de quatro anos, com Lael Brainard, integrante da diretoria do Federal Reserve e a outra candidata principal para o cargo, como vice-chair.

A renomeação do atual presidente do Fed é um sinal de estabilidade na política monetária e na manutenção da política em curso.

A instituição vem reduzindo as compras mensais de títulos em 120 bilhões de dólares, os quais vêm sendo injetados mensalmente em compras de ativos financeiros desde o início da pandemia. 

A expectativa é que, uma vez que os estímulos estejam zerados, os juros possam voltar a subir em meados do ano que vem.

Juro alto influencia queda dos FII.

Um dos fatores que vem contribuído para as perdas do setor está baseado na alta do juro. A Selic tem tudo para terminar 2021 em 9,25%.

Quando o investidor considera os riscos da renda variável, fica mais fácil optar por algo que entrega 9,25% ao ano, ao invés de um produto que pode gerar rendimento similar, mas com um grau de risco muito maior.

A percepção de risco aumenta

Os atritos políticos junto da parte fiscal e da projeção de crescimento abaixo do esperado colaboram para uma percepção de risco maior com relação ao Brasil.

Quando enxergamos mais riscos em determinado país, a tendência natural é de sair, ou de alocar pouco dinheiro. Assim, evitamos maiores perdas, mas caso haja sucesso no investimento, mesmo montantes pequenos vão entregar desempenho interessante.

Essa percepção vem ocorrendo com o Brasil e com os fundos imobiliários. Ao analisar o final de 2019, o IFIX vinha evoluindo muito bem. Os ganhos em 2019 ultrapassaram a marca dos 33%.

Depois com a pandemia da COVID-19 as coisas desandaram muito e até ensaiaram uma recuperação, mas nada de concreto aconteceu. Desde o melhor momento de 2019 até hoje, o IFIX vem perdendo mais de 18%.

Fundos Imobiliários abrem boas oportunidades

Mesmo com as atuais perdas e com a possibilidade de perdas ainda maiores no mercado de FII, o momento é interessante para o investimento.

O ciclo de juros pode continuar até a Selic alcançar algo como 12% ao ano, porém, tudo vai depender da resposta vinda da inflação. Mesmo assim, hoje, já existem fundos que vêm conseguindo entregar rendimentos mensais próximos a 1% ao mês. Sem falar que tais fundos têm suas distribuições isentas de IR, fato que beneficia muito o investimento e a construção de renda.

Para equilibrar mais a carteira, o investimento em ativos considerados “defensivos” pode ser uma alternativa.

Já que os FII provavelmente vão ser mais voláteis, o investimento em dólar e ouro pode dar um pouco mais de equilíbrio à carteira.

O mercado ainda vive momentos difíceis, com a crise imobiliária chinesa e a inflação que assola o mundo.

Com tantos riscos, uma posição em USD/BRL e ouro pode gerar mais segurança à carteira. Em momentos de perdas no Brasil, tais ativos podem trazer um pouco mais de ganhos e assim, equilibrar a carteira evitando que as perdas sejam substanciais no curto prazo.

Lembrando que no longo prazo, as expectativas são boas, ainda mais quando a inflação estiver mais controlada.