Ações de tecnologia foram destaque em 2021 e seguem recomendadas

O termo FAANG é usado entre os investidores de ações para descrever o grupo das maiores empresas do setor de tecnologia: Facebook (agora Meta), Amazon, Apple, Netflix e Google.

Embora estejam de fora da sigla, talvez seja apropriado incorporar mais dois nomes neste conjunto: a Tesla e a Microsoft

Há alguns analistas que optam por chamar essas ações de “ações de uma única decisão”, ou seja, são ações que você deve comprar e nunca mais vendê-las.

Isso porque estas são talvez as companhias com maior potencial de inovação e adaptabilidade do mundo. 

A tecnologia é um dos principais fatores responsáveis pelo crescimento das empresas e das sociedades. 

É a partir das inovações tecnológicas que a humanidade se desenvolveu, criou novos produtos, novos empregos, diferentes formas de se relacionar e elevou seu nível de bem-estar.

E se há algum lugar que as próximas inovações deverão se desenvolver, é muito provável que as ações FAANGs contribuirão de alguma forma.

Entretanto, como é de praxe lembrar, todo potencial ganho é acompanhado de um grau de risco de mesmo tamanho. E isso não é diferente com as ações que citamos aqui.

Elas estão precificando um crescimento de lucro abismal para os próximos anos. Caso este crescimento não ocorra, é bem provável que suas cotações caiam fortemente.

Porém, se o crescimento for igual ou acima do esperado, é também igualmente esperado que os preços continuem subindo ininterruptamente.

Desempenho em 2021

Todas as ações citadas aqui possuem suas versões em BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que permitem aos investidores brasileiros investirem sem precisar enviar dinheiro para o exterior.

Estas podem ser acessadas a partir dos seguintes tickers:

  • Alphabet (dona da Google): GOGL34
  • Amazon: AMZO34
  • Apple: AAPL34
  • Facebook (atualmente chamada de Meta): FBOK34
  • Microsoft: MSFT34
  • Netflix: NFLX34
  • Tesla Motors: TSLA34

Ao contrário das ações brasileiras, as BDRs das gigantes da tecnologia se valorizaram fortemente neste ano de 2021. 

Uma pequena parte se deve ao dólar, que subiu cerca de 9% neste ano. Porém, a maior parcela dos ganhos se deve às perspectivas positivas para o futuro.

Em ordem de desempenho das BDRs do grupo de gigantes da tecnologia que mais subiram no ano, temos: Google (+81%), Microsoft (+67,7%), Tesla (+62%), Apple (+ 48,2%), Facebook (+37,6%), Netflix (+25%), Amazon (+13,6%).

Recomendações

Quem investiu nas ações de tecnologia em 2021 teve bons ganhos, ultrapassando o Ibovespa no ano. 

Apesar da Alphabet ter sido a maior alta do ano, se engana quem achar que a ação chegou ao topo e não tem muito ainda a entregar.

Para a UBS, a dona da Google ainda tem um bom caminho de subida pela frente e deve continuar apresentando um desempenho superior frente ao mercado.

De acordo com o relatório do banco, o preço-alvo das ações da Alphabet negociadas nos EUA é de US$ 3.925,00, o que nos dá um potencial de ganho de cerca de 32% em relação à cotação atual.

Outra companhia com boa recomendação é a Apple. As ações negociadas no mercado americano estão com recomendação de compra pelo banco Morgan Stanley, com preço alvo de US$ 200,00. 

Aqui o potencial de ganho é menor, de 17,6%, mas que pode aumentar a depender da mudança de expectativas na medida em que os projetos da companhia forem tendo sucesso.

Após 10 anos de queda, euro tenta mostrar força contra o dólar.

As vezes é interessante olhar tempos gráficos maiores para entender como foram realizados certos movimentos. Isso, sem dúvida, pode ajudar também a entender a dinâmica de preços atual, facilitando assim um posicionamento.

Observando o gráfico mensal do euro/dólar, é notado que existe um grande canal de baixa no qual o preço vem trabalhando desde 2008. Ao longo destes anos o euro foi perdendo valor para a moeda americana. Isso mostra, de certa forma, como o mercado financeiro norte-americano se fortaleceu neste período.

Um dos fatores que podem ter motivado esse fortalecimento, pode ter sido o grande desenvolvimento da tecnologia no período. Afinal, hoje as maiores empresas dos Estados Unidos são empresas de tecnologia como, Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google.

No entanto, com a pandemia do coronavírus, o cenário ficou diferente. Mesmo com as empresas de tecnologia ganhando ainda mais força e os índices americanos rompendo máximas, o dólar começou a ceder.

Conforme mostrado no gráfico semanal, após a forte volatilidade causada pela pandemia o euro passou a trabalhar dentro de um canal de alta. A moeda europeia conseguiu até mesmo superar a resistência imposta pelo canal de baixa do gráfico mensal.

Conforme mostrado, após romper o topo formado no início da pandemia, o euro subiu até o alvo de 100% projetado pelo movimento de retração. Depois de alcançar o alvo, o euro recuou até a linha inferior do canal, onde se encontrava também a retração de 38,2% de todo o movimento de alta. Um novo movimento de alta foi realizado, porém a moeda europeia perdeu força e falhou em romper topo.

Na sequência o canal foi perdido e o euro recuou até a retração de 61,8%. Esta retração está servindo de suporte e pode dar impulso para um novo movimento de alta se não for perdida.

Tempos gráficos mais curtos.

No gráfico diário o euro já se mostra em plena tendência de baixa, com as médias móveis de 20 e de 200 períodos apontadas para baixo. Contudo, a retração de 61,8% mostrou força ao segurar o preço e hoje o euro vem rompendo a média de 20.

Caso o ativo consiga se manter acima da média e dê continuidade ao movimento de alta, pode acionar um pivô. Esta movimentação poderia gerar a inversão da tendência. Caso queira entender mais sobre o pivô, sugiro a leitura do artigo “Operando um dos setups mais lucrativos da análise técnica.

Usando um tempo gráfico ainda menor, o de 4 horas, é notado que o euro vem fazendo um forte movimento de alta.

Conforme mostrado, o ativo superou o canal de baixa no qual vinha trabalhando, fez um pullback e na sequência voltou a subir. O alvo para este movimento, seria a média móvel de 200 períodos, que está acima do último topo. Ou seja, se o ativo subir até a média de 200 estará acionando o pivô de alta no gráfico diário.

Avaliando diferentes tempos gráficos, é comum encontrar divergência entre as tendências. Como mostrado nos tempos gráficos longos, a tendência é de baixa, enquanto que nos curtos, se observa movimentação de alta.

Ainda assim, é interessante acompanhar vários tempos gráficos, pois sem dúvida, fica mais fácil entender os movimentos.

Rússia vai multar Google com valor de até 20% do faturamento anual no país

Por Gleb Stolyarov

A agência reguladora de comunicações Roskomnadzor disse que o Google não pagou 32,5 milhões de rublos (458.100 dólares) em multas cobradas neste ano e que agora buscará um valor entre 5% e 20% do faturamento da empresa na Rússia, algo que pode chegar a 240 milhões de dólares. O Google não comentou o assunto de imediato.

A Rússia aumentou a pressão sobre as empresas estrangeiras de tecnologia à medida que busca assegurar maior controle sobre a internet no país, desacelerando a velocidade de transmissão de dados do Twitter desde março e multando rotineiramente outras empresas por violações de conteúdo.

Ativistas da oposição acusam Google e Apple de cederem à pressão do Kremlin depois de remover um aplicativo de votação de suas lojas.

A Roskomnadzor disse no início de outubro que pediria a um tribunal para impor uma multa sobre o faturamento do Facebook, citando legislação assinada pelo presidente Vladimir Putin em dezembro de 2020.

“Um caso semelhante será aplicado em outubro contra o Google”, disse Roskomnadzor em comentários por à Reuters nesta terça-feira.

O banco de dados de negócios Spark mostra que o faturamento do Google na Rússia em 2020 foi de 85,5 bilhões de rublos. Uma multa de 5% a 20% equivaleria a 4,3 bilhões a 17,1 bilhões de rublos.

O Google está atualmente se defendendo contra uma decisão judicial que exige o desbloqueio da conta do YouTube de um empresário russo sancionado senão enfrentará uma multa composta sobre seu faturamento geral que dobraria a cada semana e obrigaria a empresa a fechar as portas no país em questão de meses.