Depois de forte queda, mercados reagem.

O Ibovespa subiu 0,46% enquanto o S&P 500 valorizou 1,78%. Além das bolsas, o dólar se manteve estável cotado a R$ 5,74.

Dólar se mantém forte em 2021

Por mais que a Covid-19, em números, esteja sendo bem controlada no Brasil, o dólar não recua. A cotação da moeda norte-americana chegou a ficar abaixo dos R$ 5,00 em um período curto de tempo e depois subiu até os patamares atuais.

Junto do dólar a bolsa se desvalorizou bastante. Havia boas expectativas com relação à bolsa e ao dólar, porém, essas expectativas não se cumpriram e hoje o mercado está mais difícil.

A inflação e o juro alto estão comprometendo o investimento e o crescimento. Observando isso, fica difícil enxergar bons resultados corporativos no curto prazo.

Sem bons resultados, as companhias vão cortar despesas e isso pode gerar mais desemprego no curto prazo.

Como os sinais no momento são de crescimento abaixo de 5%, mas sem aumento do desemprego, o período “nebuloso” pode ser menor, ou até não existir.

De qualquer forma, a bolsa não vem reagindo muito bem, fato que abre oportunidades de investimento.

No curto prazo, onde investir?

Como a bolsa de valores está volátil, investir em bolsa não é uma das alternativas mais interessantes para o curto prazo.

Por outro lado, a renda fixa vem entregando ótimos resultados. Tanto as letras do tesouro quanto o CDB, vem oferecendo rendimentos muito bons.

O Tesouro Selic possui rentabilidade indexada à Selic e, portanto, vem surfando na alta da taxa básica de juro. Vale lembrar que o BC já deixou claro que existe a possibilidade de mais um aumento de 1,5% em 2022.

Ou seja, ainda há possibilidade da Selic alcançar, ao menos, os 10,75%. Rendimento muito bom.

Outro produto que ficou muito atraente é o CDB. O CDB é um papel oferecido por bancos aos seus clientes. Praticamente todos os bancos oferecem CDB com liquidez diária e rentabilidade de 100% do CDI.

Assim, o investidor tem a comodidade de investir no banco onde tem conta, além de rentabilidade na média do mercado.

Outro ponto interessante do CDB é a proteção do FGC. O Fundo Garantidor de Crédito, garante até 250 mil reais por CPF e instituição financeira. Essa garantia funciona desde que a instituição emissária do CDB faça parte do FGC.

Como alguns ativos na bolsa ficam baratos, manter o foco restrito à renda fixa não é o ideal. Para aqueles que desejam alocar seus recursos em diferentes ativos, a renda variável é uma ótima opção, principalmente visando o longo prazo.

Kazimir, do BCE, alerta para risco de inflação alta na zona do euro por mais tempo

Por Robert Muller

PRAGA (Reuters) – A inflação na zona do euro pode permanecer elevada por mais tempo do que o esperado, disse o membro do Banco Central Europeu Peter Kazimir nesta terça-feira, somando-se a um crescente coro de alerta sobre as pressões dos preços.

Na semana passada o BCE prolongou o estímulo apesar da inflação alta, argumentando que as pressões de preços vão diminuir e que a inflação irá abaixo de sua meta de 2% a partir do quarto trimestre de 2022.

Algumas autoridades pressionaram o banco central a reconhecer os riscos de alta à inflação e várias, incluindo os presidentes dos bancos centrais de Alemanha, Portugal e Lituânia, já alertaram publicamente sobre o risco da inflação.

“O que é verdade para a Eslováquia também é verdade para a zona do euro como um todo: existe um risco, e o risco não é pequeno, de que a inflação elevada permaneça conosco por mais tempo”, disse Kazimir, chefe do banco central eslovaco, em entrevista à imprensa.

Ele acrescentou que está entre as autoridades que veem um risco de que o aumento dos preços será maior do que o previsto.

“A zona do euro pode enfrentar níveis de inflação mais altos por um período mais longo”, disse Kazimir.

A inflação da zona do euro ficou em 4,9% no mês passado, mas o BCE projeta que ela cairá abaixo da meta por si só conforme pressões pontuais perdem força.

Boletim Focus traz IPCA menor em 2021.

A redução é pequena, mas já mostram que a Selic maior já está surtindo efeito. É claro que ainda falta ser divulgado o IPCA de dezembro e aí sim, teremos o veredito a respeito da inflação.

Se de um lado temos uma inflação um pouco mais controlada, do ouro existe um dólar que vem subindo. As expectativas são para um dólar a R$ 5,60 em 2021 e R$ 5,57 em 2022.

Portanto, se você pensa que a moeda norte-americana pode cair no curto ou médio prazo, a probabilidade é pequena. A menos que algo surpreendente ocorra.

Variante Ômicron volta a preocupar

A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou que a variante Ômicron tem um poder de contaminação maior do que a variante Delta e a mesma, pode infectar pessoas já vacinadas e que se recuperaram da COVID-19.

Ou seja, temos uma variante com um grande potencial de infecção, porém, não há mais dados concretos, ou conclusivos com relação à mortalidade ou poder de hospitalização da variante.

Como o poder de infecção é maior, o receio toma conta dos mercados, principalmente depois que alguns países apartaram suas políticas de restrições.

O receio tem sim o seu fundamento, porém, é preciso aguardar mais dados com relação a hospitalização e as mortes referentes a nova variante.

Além disso, existem as vacinas. É preciso aguardar pesquisas e novos dados com relação à interação das vacinas atuais e a variante Ômicron.

Mercados em queda

Hoje o Ibovespa registrou queda de 2,03%. Depois de um bom período de recuperação, o Ibovespa devolve boa parte de seus ganhos.

O S&P 500 registrou forte queda de 1,14%. O dólar por sua vez se valorizou frente ao real, terminando o dia cotado a R$ 5,74.

Por mais que as coisas aparentemente estejam voltando ao normal, o vírus ainda é uma realidade. Além da COVID-19, existe a crise imobiliária da China e a preocupação global com a inflação.

Observando todos esses eventos, é preciso avaliar bem a estrutura da carteira de investimentos.  Para aqueles que visam o curto prazo, a renda fixa pode ser a melhor solução.

Em um ano que havia fortes expectativas para uma queda do dólar, o mesmo vem se valorizando em mais de 10% em 2021. Enquanto isso, o Ibovespa vem amargando perdas de 11,64%.

Ainda é cedo para baixar estimativas de inflação para 2022, diz Rio Bravo ao ver Selic de 11,75% no próximo ano

SÃO PAULO (Reuters) – Ainda é cedo para afirmar que a inflação vai desacelerar a ponto de mexer com as projeções para a alta dos preços em 2022, o que significa que a política monetária continuará a ser pressionada na direção de juro de dois dígitos, avaliaram profissionais da Rio Bravo.

A gestora considera que, apesar das recentes leituras abaixo do esperado, os dados de inflação seguem altos. O IPCA de novembro, por exemplo, ficou em 0,95%, com a surpresa benigna vinda principalmente de dois setores –alimentação, puxada pelo consumo fora do domicílio, e saúde, resultante da queda do preço de produtos de higiene pessoal.

Além disso, “alguns choques” positivos afetaram a inflação de novembro, entre os quais a queda do preço das carnes e dos cereais e os descontos da Black Friday.

“Assim, ainda é cedo para afirmar que a inflação deva desacelerar a ponto de alterar nossas expectativas de inflação para 2022”, disse a gestora no relatório.

“A política monetária continuará sendo pressionada a colocar o juro em dois dígitos. Uma inflação mais benigna como reflexo da desaceleração da atividade pode abrir espaço para uma redução no juro ainda em 2022”, ponderou.

A pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira mostrou estabilização da projeção para o IPCA de 2022, depois de o último relatório mostrar o primeiro corte na estimativa depois de 20 semanas seguidas de alta. Os prognósticos para 2023 e 2024, porém, seguiram em queda.

De forma geral, a Rio Bravo fala em “cenário difícil” para a economia em 2022. “A inflação acelerando, uma atividade econômica frágil e uma política monetária contracionista são os principais fatores que impactarão a economia no próximo ano”, disseram os profissionais da casa.

A projeção da gestora é que o Produto Interno Bruto (PIB) retraia 0,2% no ano que vem, quando o IPCA ficará em 5,0% (teto do intervalo de tolerância) e a taxa básica de juros (Selic) terminará em 11,75% (atualmente está em 9,25%).

O dólar fechará 2022 em 5,4 reais, abaixo dos 5,71 reais desta segunda-feira, estima a Rio Bravo. As métricas fiscais vão piorar no ano que vem: o resultado primário sairá de zero em 2021 para déficit de 1,0% do PIB no próximo ano, enquanto a dívida bruta subirá a 84,3% do PIB (de 80,2% em 2021).

 

(Por José de Castro)

Autoridades do BCE pediram maior reconhecimento de riscos inflacionários, dizem fontes

Por Balazs Koranyi e Francesco Canepa

FRANKFURT (Reuters) – A reunião das autoridades de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) da semana passada teve pedidos de maior reconhecimento dos riscos de inflação, que foram rejeitados pelo economista-chefe da instituição, Philip Lane, num debate anormalmente duro, disseram fontes com conhecimento da discussão à Reuters.

Bancos centrais de todo o mundo –incluindo o Federal Reserve, dos Estados Unidos– reconheceram que a inflação pode ser mais persistente do que se pensava, mas o BCE manteve a narrativa de que o crescimento dos preços voltará a ficar abaixo de sua meta por conta própria ao final de 2022.

No que foi descrito como um encontro robusto e tenso, um número significativo de autoridades questionou a qualidade das projeções do BCE, apontando para seu histórico irregular, e argumentou que a inflação corre o risco de terminar o próximo ano acima da expectativa da autoridade monetária.

“Muitos queriam reconhecer os riscos de alta (para a inflação), mas Philip (Lane) resistiu com força”, disse uma das fontes. “Depois de um longo debate, parecemos concordar com ‘pequenos riscos de alta’, mas mesmo isso não foi encontrado em nenhum lugar do comunicado.”

O mais próximo que a presidente do BCE, Christine Lagarde, chegou de tal reconhecimento foi quando disse que “possivelmente há um risco de alta” em resposta à pergunta de um repórter sobre a inflação.

“O comunicado não indicou muito bem o teor de nosso debate”, disse uma segunda fonte.

Mesmo enquanto Lagarde buscava consenso, quatro autoridades se opuseram ao pacote de medidas do BCE da semana passada, que reduziu o estímulo emergencial mas estendeu um pacote de compras de títulos existente antes da pandemia.

Jens Weidmann, da Alemanha; Gaston Reinesch, de Luxemburgo; e Robert Holzmann, da Áustria, votaram contra as medidas, enquanto Pierre Wunsch, da Bélgica, que não tinha direito a voto, também expressou sua oposição.

Porta-vozes do BCE e dos bancos centrais de Áustria, Bélgica, Alemanha e Luxemburgo não quiseram comentar.

Prévia do PIB registra queda em outubro.

Em 2021, o IBC-BR está positivo, registrando alta de 4,99%. Com tais dados, o BC divulgou sua expectativa sobre o crescimento econômico brasileiro em 2021, segundo o BC, o Brasil deve crescer 4,7%, enquanto o último boletim Focus, acredita em alta de 4,65%.

Vale destacar que no início do ano, havia fortes esperanças que a economia brasileira poderia alcançar os 5% de crescimento e até mais. Porém, a inflação e o juro vêm comprometendo tal crescimento.

Brasil vai crescer quanto em 2021?

O crescimento brasileiro provavelmente ficará abaixo dos 5% em 2021. Como os indicadores prévios e até os mensais, vem trazendo quedas é provável que o PIB cresça abaixo dos 5%.

Com um PIB menos forte, a tendência é que as contas públicas fiquem mais prejudicadas, uma vez que a arrecadação sofrerá com menos receitas.

Outro ponto está ligado à inflação e ao juro. A inflação não vai terminar de uma hora para outra. Enquanto os preços estiverem em alta, o poder aquisitivo vai ficar comprometido.

Além disso, existe o juro. A Selic alta inibe a busca por crédito, fato que reduz o apetite dos consumidores e das empresas em investir.

Sabendo disso, o ano de 2021 provavelmente não terá um crescimento em 5%, sendo que 2022 tem tudo para ser um ano difícil.

Como se defender da inflação e do juro?

O mercado de renda variável no momento está cheio de oportunidades. Como a bolsa vem caindo em 2021, o investimento em ETFs, como BOVA11, SMAL11, são ótimas alternativas.

Mas a valorização desses ativos não é certa, ao menos no curto prazo. O mercado vai permanecer volátil por um bom tempo.

Por isso, o investimento nesses ativos tem seu grau de risco, mas no longo prazo é provável que a renda variável se pague.

Agora, se o investidor busca retornos interessantes para o momento, os investimentos atrelados à Selic e ao CDI são as melhores opções.

Como o juro está em alta e não há uma certeza de até quanto o mesmo vai subir, o investimento em produtos de renda fixa pós, acaba surgindo como uma ótima opção.

Os prefixados até possuem taxas atraentes e prazos relativamente curtos (de até dois anos), chegando a pagar até 12% ao ano, porém, a incerteza sobre até quanto a Selic pode ir e até quando ela vai permanecer elevada, não da segurança para fazer o investimento.

Outra alternativa é a renda fixa atrelada ao IPCA mais juros. Nesse caso, mesmo havendo o juro prefixado, existe também a correção pelo IPCA, o título acaba se tornando muito interessante em momentos de alta inflação.

Inflação na zona do euro é confirmada em máxima recorde em novembro

BRUXELAS (Reuters) – A inflação na zona do euro bateu em novembro sua taxa mais alta já registrada, confirmou o escritório de estatísticas da União Europeia (UE), Eurostat, nesta sexta-feira, com mais da metade do aumento devido à alta nos preços da energia.

A Eurostat disse que a inflação nos 19 países que compartilham o euro subiu para 4,9%, um aumento anual em linha com uma estimativa anterior da Eurostat. Mês a mês, a alta foi revisada para baixo, para 0,4%, de taxa de 0,5% divulgada anteriormente.

Na comparação anual, a energia mais cara adicionou 2,57 pontos percentuais à inflação; os serviços, 1,16 ponto; bens industriais não energéticos, 0,64 ponto; e alimentos, álcool e tabaco, 0,49 ponto, informou a Eurostat.

Sem os voláteis preços de energia e alimentos não processados, uma medida que o BCE chama de núcleo da inflação, os preços subiram 0,1% no mês, para um ganho anual de 2,6%.

Uma medida ainda mais restrita, observada por muitos economistas e que também exclui álcool e tabaco, mostrou preços inalterados no mês e também com alta de 2,6% em relação a um ano antes.

O que pensa o Banco Central e quais os próximos passos da política monetária?

Um dos principais determinantes dos preços dos ativos no mercado financeiro é o valor da taxa de juros básica da economia, que no Brasil é a taxa Selic.

Por isso, os agentes ficam de olho em todas as palavras emitidas pela autoridade monetária nacional, e tentam, a todo momento, descobrir quais serão os próximos passos do Banco Central.

A ata do Copom (Comitê de Política Monetária), por exemplo, é fortemente aguardada por analistas por apresentar as principais justificativas para as decisões passadas e o seu planejamento para os próximos períodos.

Outro importante documento que contém informações importantes para ancorar as avaliações sobre o que os membros do BC estão pensando é o Relatório Trimestral de Inflação.

Neste relatório, temos todas as projeções de indicadores que a autoridade monetária leva em conta para tomar suas decisões sobre os juros.

Hoje, por exemplo, o Banco Central do Brasil está intensamente focado em controlar a variação dos preços. 

Como sabemos, o ano de 2021 já foi perdido, visto que teremos uma inflação na casa dos 10%. Sendo assim, o objetivo é levar o IPCA para dentro do intervalo da meta em 2022 e para o centro da meta em 2023.

Desta forma, a inflação é variável chave para a determinação das decisões futuras sobre a Selic.

Se o IPCA cair para patamares abaixo do esperado pelo BC, então os agentes de mercado passarão a esperar uma Selic futura mais baixa, o que animará os investidores e poderá provocar corridas para as bolsas.

Por outro lado, se a inflação vier mais alta do que o projetado, o contrário ocorrerá: haverá expectativas de juros mais altos e fuga da renda variável.

Com tudo isso em mente, vejamos qual o cenário que o BC tem em conta atualmente, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira (16/12).

Estimativas de inflação

A inflação ao consumidor, medida pelo IPCA, surpreendeu no trimestre encerrado em novembro, situando-se 1,42 p.p. acima do cenário projetado pelo Copom (a projeção era de 1,98%, mas veio em 3,40%). 

Com isso, a pressão inflacionária se mostrou maior do que os analistas de mercado antecipavam, o que justificou o aumento forte da Selic, em 1,50% nas últimas reuniões.

A principal contribuição para a surpresa inflacionária no trimestre está relacionada ao preço dos combustíveis, refletindo piora de fatores condicionantes.

Para o próximo trimestre, que se encerrará em fevereiro, o Copom está considerando uma inflação de 1,47%. Nesse cenário, a inflação acumulada em doze meses recua para 9,90% em fevereiro.

Portanto, fique de olho: uma inflação abaixo da esperada possivelmente indicará um aumento menor da Selic na próxima reunião, que será no início de fevereiro.

Entre os fatores que podem levar à uma queda dos preços daqui pra frente está a queda substancial esperada nos preços de combustíveis, principalmente em janeiro. 

Nesse mês também se espera recuo acentuado dos preços de passagem aérea, enquanto que para os demais componentes a projeção é, em geral, de persistência das pressões inflacionárias. 

No relatório, o Copom comunicou que seu cenário básico para a inflação envolve fatores de risco em duas as direções. 

Primeiro, uma possível reversão, ainda que parcial, do aumento nos preços das commodities internacionais em moeda local produziria trajetória de inflação abaixo do cenário básico. 

Em segundo plano estão as questões fiscais. Existe o receio de que novos prolongamentos das políticas fiscais de resposta à pandemia pressionem a demanda agregada e piorem a trajetória fiscal, elevando os prêmios de risco do país.

Condução da política monetária

O Relatório Trimestral de Inflação também toma nota dos outros fatores que afetam a determinação da taxa Selic.

No cenário externo, a opinião do BC é que o ambiente se tornou menos favorável. 

Nesse ponto, as condições desafiadoras da economia global, junto com o receio de uma nova onda da Covid-19, ocasionada pelo aparecimento da variante ômicron, têm feito com que os Bancos Centrais das principais economias do mundo mantenham a cautela.

Isso é positivo para o Brasil, pois a manutenção dos juros baixos nos outros países diminuirá as pressões sobre o câmbio por aqui.

Em relação à atividade econômica brasileira, indicadores divulgados desde a última reunião mostram novamente uma evolução moderadamente abaixo da esperada, o que, na visão do BC, não se mostra um problema para a manutenção da estratégia atual de aperto monetário.

Decisão atual e perspectiva futura

Com tudo isso em conta, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros em 1,50 ponto percentual, para 9,25% a.a. na última reunião e afirmar que manterá a estratégia de aumento atual

O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva.

Para o BC, a estratégia atual “é compatível com a convergência da inflação para as metas ao longo do horizonte relevante, que inclui os anos-calendário de 2022 e 2023”. 

Por enquanto, as preocupações com a atividade econômica estão em segundo plano. Isso está explícito na nota quando a instituição relativiza os recentes dados de queda no PIB.

“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.” 

Por fim, os agentes de mercado têm como dado um outro aumento de 1,50% na próxima reunião, conforme indicado no próprio relatório, que afirma que “para a próxima reunião, o Comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude”. 

Porém, essa decisão poderá ser modificada caso se alterem as condições da trajetória de desinflação brasileira e também as expectativas dos agentes em relação ao futuro.

FED vai reduzir ainda mais os incentivos.

Desde o início da pandemia da COVID-19, os Estados Unidos vem injetando 120 bilhões de dólares por meio de recompra de títulos.

Na última reunião, já tinha sido acertado uma redução de 15 bilhões por mês, sendo assim, a cada mês o valor injetado na economia fica 15 bilhões menor.

Agora o FED vai ampliar a redução para 30 bilhões. Desse modo, a injeção de capital logo terminará e o caminho ficará livre para iniciar o aumento do juro.

As expectativas são para três aumentos ainda em 2022. Com menos dinheiro em circulação e juros maiores nos Estados Unidos, quais serão as influências sobre o Brasil?

O que acontece com o Brasil?

Diretamente, a política monetária e de incentivos norte-americana não traz impactos, porém, indiretamente sim.

Quando os Estados Unidos restringirem os incentivos e iniciarem o aumento do juro, o dinheiro vai ficar mais caro.

Em outras palavras, será mais difícil conseguir crédito por um preço atraente. A política de juros zero pode estar próxima do fim.

Desse modo, o dinheiro vai se tornar mais “escasso”. Além disso, os Estados Unidos vão aumentar o juro.

Com títulos do Tesouro valendo mais, por exemplo, os investidores vão achar mais interessantes investir em títulos públicos e papéis mais conservadores, visto que a remuneração começou a aumentar.

Aqueles investidores que enxergam no Brasil um bom lugar para investir capital de curto prazo, devido à Selic maior, provavelmente vão avaliar melhor quando o juro nos Estados Unidos subir.

Querendo ou não, é mais interessante ganhar pouco, mas ter elevada segurança, do que ganhar bem, mas ter riscos relativamente maiores.

Bolsa sobe e dólar estável.

Ao longo do dia o dólar chegou a alcançar a cotação de R$ 5,73, porém, no final do dia, a moeda norte-americana terminou em R$ 5,68.

Já a bolsa de valores registrou alta. O Ibovespa terminou o dia alcançando alta de 0,63%. O S&P 500 por sua vez terminou com alta de 1,63%.

Além dos índices que registram boa valorização no dia de hoje, fica uma menção ao Nubank. O banco digital que abriu capital na bolsa dos Estados Unidos e no primeiro dia registrou alta de mais de 14%, viu suas ações derreterem, perdendo mais de 9% no dia de hoje.

Por mais que o Nubank seja uma empresa inovadora e com grande potencial, é difícil considerar o banco no mesmo nível que outros, como o Itaú ou Bradesco.

Por mais que haja um forte potencial de crescimento para o Nubank, os demais grandes bancos, ainda detém grande fatia do mercado nacional, sendo que tais bancos, conseguem trabalhar muito bem suas margens, registrando lucros recorrentes a anos.

O Nubank é um banco inovador, mas ainda não nos mesmos níveis que Itaú, ou Bradesco, por exemplo.

Inflação na Espanha se mantém em novembro na máxima em 29 anos

Por Aida Pelaez-Fernandez

(Reuters) – A inflação espanhola permaneceu em uma máxima de 29 anos em novembro pelo segundo mês consecutivo, impulsionada pelos preços dos alimentos e dos combustíveis, mostraram dados mensais finais do Instituto Nacional de Estatística (INE) nesta quarta-feira.

Os preços ao consumidor aumentaram 5,5% no comparativo anual em novembro, ritmo mais rápido desde 1992, de acordo com dados finais do INE, acima da taxa de 5,4% em outubro.

O núcleo da inflação, que elimina os preços voláteis de alimentos e energia, mostrou alta de 1,7% com relação ao mesmo período do ano anterior, em comparação com uma leitura de 1,4% um mês antes, acrescentou o INE.

A alta inflação ameaça as perspectivas de crescimento econômico da Espanha.

O presidente do Banco da Espanha (BC local), Pablo Hernández de Cos, disse na terça-feira que o aumento da inflação, gargalos de oferta e uma elevação nos casos de Covid-19 na Europa afetariam a economia espanhola e levariam a uma ligeira revisão para baixo das previsões de crescimento no quarto trimestre e no início de 2022.