Ações asiáticas sobem com manutenção do bom humor dos mercados

Os ativos de risco estão se recuperando bem nos últimos dias após um surto de turbulência desencadeado pelo surgimento da nova variante da Covid-19. 

O alívio veio após constatações de que os casos da ômicron não sobrecarregaram os hospitais e nem requereram medidas de restrições consideráveis. 

Com isso, o Nikkei 225 fechou com alta de 1,42% no Japão. Já o índice coreano Kospi subiu 0,34%. O australiano ASX 200 ganhou 1,25%. Na China, o Shanghai Composite variou 1,18%.

Vacina da Pfizer

A última boa notícia revelada foi que a vacina da Pfizer mostrou fornecer proteção parcial contra a variante ômicron em um estudo sul-africano.

Um laboratório do Instituto de Pesquisa em Saúde da África, na África do Sul, testou o sangue de 12 pessoas que haviam sido vacinadas com a vacina da Pfizer/BioNTech.

Os resultados mostraram uma queda muito alta na neutralização da variante ômicron em relação a uma cepa anterior da Covid.

Porém, os dados preliminares no manuscrito ainda não foram revisados por pares, o que requer cuidado na conclusão.

“Essa evidência anedótica parece ter acalmado os mercados financeiros, por enquanto, como evidenciado pela recuperação dos ativos de risco”, disse Carol Kong, estrategista do Commonwealth Bank of Australia, em uma nota. 

“Mas alertamos contra tirar conclusões desses primeiros relatórios.” A menos que a variante se mostre resistente às vacinas, “esperamos que a economia global continue em grande parte com seu caminho de recuperação pré-omicron”, disse a analista.

Fatores de risco no radar

Apesar da calmaria estar levando os mercados para cima nesta semana, os investidores podem não estar livres de novas turbulências.

Isso porque ainda persistem as preocupações sobre as respostas dos bancos centrais às elevadas pressões de preços, novas restrições para conter a disseminação do ômicron e aumento das tensões geopolíticas. 

Política monetária

Sobre a política monetária, Jeffrey Gundlach, sócio fundador da DoubleLine Capital LP, vê “águas turbulentas” à frente para os mercados financeiros, já que o Federal Reserve está prestes a acelerar o fim da flexibilização quantitativa e, em seguida, voltar-se para o aumento das taxas de juros. 

O Goldman Sachs Group Inc. está alertando os compradores de queda para proceder com cautela em meio à inclinação do Fed em intensificar suas ações em direção ao aperto monetário.

EUA e Rússia 

No cenário geopolítico, o destaque é para o acirramento do embate entre EUA e Rússia sobre as ações deste último na Ucrânia.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, mencionou na quarta-feira (01/12), durante reunião da OTAN, a existência de “evidências” de que a Rússia poderia estar planejando uma invasão à Ucrânia e ameaçou Moscou com sanções econômicas significativas em caso de ataque.

Ontem (07/12), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tiveram uma conversa virtual de duas horas sobre a Ucrânia e outras disputas, em meio aos temores ocidentais de que a Rússia esteja prestes a invadir sua vizinha do sul.

O Kremlin disse esperar que os dois líderes consigam realizar uma cúpula presencial para debater o que descreve como o estado lamentável das relações EUA-Rússia, que estão em seu pior momento desde o fim da Guerra Fria. 

Em tom apaziguador, Dimitry Peskov, porta-voz do Kremlin, disse que os dois líderes procurarão encontrar uma solução conjunta para a questão, porém, manteve a guarda levantada ao afirmar que a Rússia buscará garantir seus interesses.

“Estamos buscando relações boas, previsíveis com os Estados Unidos. A Rússia nunca pretendeu atacar ninguém, mas temos nossas preocupações e temos nossas linhas vermelhas”, disse Peskov.

Antes da videoconferência, autoridades norte-americanas disseram que Biden diria a Putin que a Rússia e seus bancos poderiam ser atingidos pelas piores sanções econômicas até hoje se invadir a Ucrânia.

Bolsas asiáticas sobem com apoio da China e alívio com a variante ômicron

Os mercados asiáticos seguiram o tom otimista nesta terça-feira (07/12), com os investidores precificando as informações sobre a variante ômicron do coronavírus e as medidas econômicas do governo chinês, que prometeu apoio à retomada da economia.

O Nikkei 225 fechou com alta de 1,89% no Japão. Já o índice coreano Kospi subiu 0,62%. O australiano ASX 200 ganhou 0,95%. Na China, o Shanghai Composite variou 0,16%.

Variante ômicron

O alívio das preocupações sobre a variante ômicron do coronavírus veio em meio a indicações de que a nova cepa causa sintomas mais leves.

O principal conselheiro médico do presidente Joe Biden, Dr. Anthony Fauci, disse à CNN que é muito cedo para fazer declarações definitivas, mas disse que os primeiros sinais sobre a gravidade do ômicron são encorajadores.

“Temos que ter cuidado antes de fazer qualquer determinação de que é menos grave ou realmente não causa nenhuma doença grave comparável à Delta. Mas até agora, os sinais são um pouco animadores em relação à gravidade.”, disse Fauci.

Porém, o sinal de alerta continua, visto que há ainda incertezas quanto ao resultado da interação entre a ômicron e outras variantes, como a Delta.

“A questão para nós aqui nos Estados Unidos, onde ela (ômicron) foi confirmada em pelo menos 15 estados e em cerca de 40 países, é: o que vai acontecer quando ela competir com uma variante muito dominante, como a Delta?”, completou o especialista.

Política econômica na China

Na segunda-feira (06/12), o governo chinês prometeu medidas para apoiar a desaceleração do crescimento econômico. 

A perspectiva é que uma desaceleração do mercado imobiliário ameaça impedir o crescimento do país. 

Com isso, a China sinalizou um afrouxamento das restrições imobiliárias e prometeu estabilizar a economia em 2022. 

O Banco Popular da China disse que reduzirá a taxa de exigência de reserva da maioria dos bancos, enquanto o premier Li Keqiang disse que há espaço para uma variedade de ferramentas de política monetária.  

A flexibilização das condições monetárias para sustentar o crescimento na segunda maior economia do mundo deve oferecer algum socorro aos mercados atingidos por crises de volatilidade. 

Na China, a crise da dívida imobiliária continua a ser monitorada de perto. 

O Grupo China Evergrande planeja incluir todos os seus títulos públicos offshore e obrigações de dívida privada em uma reestruturação. 

Tensões políticas

Algumas tensões geopolíticas aparecem no radar como fatores de risco que requerem atenção dos investidores e que podem azedar o humor dos mercados. 

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, mencionou na quarta-feira (01/12), durante reunião da OTAN, a existência de “evidências” de que a Rússia poderia estar planejando uma invasão à Ucrânia e ameaçou Moscou com sanções econômicas significativas em caso de ataque. 

Blinken acusou Moscou de concentrar “dezenas de milhares de forças de combate adicionais” perto da fronteira com a Ucrânia. 

“Não sabemos se o presidente [russo Vladimir] Putin tomou uma decisão sobre a invasão. Sabemos que ele está criando a capacidade de fazê-lo rapidamente, se o decidir”.

Outro conflito é entre os EUA e a China. O governo de Joe Biden não enviará nenhum representante diplomático às Olimpíadas de Inverno de 2022, em Pequim, como uma declaração contra os abusos dos direitos humanos da China em Xinjiang, anunciou a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, nesta segunda-feira.

Entretanto, a decisão não afeta a participação de atletas americanos, que seguem liberados para competir.

Mercados asiáticos: setor de serviços avança, mas receio com variante domina atenção de investidores

As bolsas asiáticas fecharam o dia em sentido de alta, com investidores analisando dados sobre a atividade econômica da região e também as novidades sobre a nova variante da Covid-19, chamada de ômicron.

Ainda se sabe pouco sobre a nova cepa do vírus, e o quão ameaçadora ela é. Por exemplo, não está claro se a ômicron se espalha mais facilmente (embora haja suspeitas de que sim), se causa casos mais graves da doença em comparação com outras variantes ou se a proteção contra vacinas será menor do que se pensava anteriormente.

O receio dos agentes de mercado é que a proliferação desta variante torne necessário a retomada das medidas de restrição nos países, justamente no momento em que surgem sinais de uma recuperação econômica, embora ainda lenta.

Hoje, o Nikkei 225 fechou com alta de 1,00% no Japão. Já o índice coreano Kospi ganhou 0,78%. O australiano ASX 200 variou positivamente em 0,22%. Na China, o Shanghai Composite subiu 0,94%.

Setor de serviços no Japão avança

A atividade do setor de serviços do Japão cresceu em novembro pelo ritmo mais rápido em mais de dois anos. 

O índice de gerentes de compras de serviços (PMI) do Japão subiu para 53,0 em relação aos 50,7 do mês anterior, o que marcou o ritmo de expansão mais rápido desde agosto de 2019.

Valores acima de 50 indicam crescimento dos negócios, enquanto que abaixo indica retração.

O salto no volume de novos negócios sinaliza uma confiança mais forte do consumidor à medida que a pandemia de coronavírus diminuía.

A terceira maior economia do mundo ficou atrás de outras nações avançadas em sua recuperação da pandemia, com o coronavírus inibindo a atividade durante partes do ano.

Gastos mais fortes em jantares, pernoites e outros serviços provavelmente apoiaram a economia do Japão, uma vez que a persistente escassez global de chips e o aumento dos preços das matérias-primas pressionam os fabricantes.

Serviços crescem menos na China

Enquanto isso, na China, a atividade no setor de serviços se expandiu em um ritmo mais lento em novembro em meio a crescentes pressões inflacionárias e a continuidade dos surtos de COVID-19 em pequena escala.

O Índice de Gestores de Compras (PMI) de serviços Caixin/Markit caiu para 52,1 em novembro, ante 53,8 em outubro. Por permanecer acima da taxa de 50, significa que houve crescimento no setor de serviços no gigante asiático no período. 

Apesar dos dados positivos, analistas chamam atenção para a possibilidade de mudanças rápidas caso o ômicron avance fortemente.

Isso porque, o setor de serviços, que tem demorado mais para se recuperar da pandemia do que a manufatura, é mais vulnerável a surtos esporádicos de COVID-19 e medidas anti vírus.

Neste caso, o cenário de incerteza sobre a pandemia obscurece a perspectiva de uma recuperação forte no consumo nos próximos meses.

Bolsas asiáticas sobem com investidores atentos à ômicron e inflação na Europa

As bolsas da Ásia-Pacífico seguiram em recuperaram nas negociações desta quarta-feira (01/12) à medida que os investidores continuaram a avaliar o impacto da variante ômicron e os dados de inflação na Europa.

Ontem, as ações mundiais e os preços do petróleo caíram depois que a farmacêutica Moderna alertou que as vacinas atuais podem ser menos eficazes no combate à variante Omicron.

Também esteve no radar dados sobre a inflação da zona do euro, que atingiu um pico recorde nos últimos 24 anos.

Hoje, o Nikkei 225 fechou com alta de 0,41% no Japão. Já o índice coreano Kospi disparou 2,14%. O australiano ASX 200 perdeu 9,28%. Na China, o Shanghai Composite variou 0,36%.

Insegurança com nova variante segue no radar

O sentimento de risco entre os investidores de ações e commodities aumentou depois que o diretor executivo da farmacêutica Moderna lançou dúvidas sobre a eficácia das vacinas existentes para combater a variante ômicron.

O CEO da Moderna, Stephane Bancel, disse ao Financial Times que as vacinas Covid-19 provavelmente não serão tão eficazes contra a nova variante.

“Acho que não há mundo onde a eficácia esteja no mesmo nível que tivemos com a Delta. Acho que vai ter uma queda. Só não sei quanto, porque precisamos esperar pelos dados. Mas todos os cientistas com quem conversei estão tipo ‘isso não vai ser bom.’”

Embora não se saiba muito sobre a nova variante do coronavírus, os mercados estão nervosos devido ao medo de novos bloqueios e de estagnação da recuperação econômica.

Uma nova onda de contaminação e paralisação da produção afetaria mais ainda a inflação global, a qual continua penalizando as economias mundiais e pressionando os bancos centrais a realizar políticas monetárias contracionistas.

Inflação na zona do euro

Outra notícia que deixou os mercados pessimistas são os dados da inflação na zona do euro.

Os números oficiais mostram que os preços ao consumidor nos 19 países que usam a moeda euro estão subindo a uma taxa recorde. 

A Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, disse na terça-feira (30/11) que a taxa de inflação anual da zona do euro deverá ser de 4,9% em novembro, em grande parte como resultado de um grande aumento nos custos de energia. 

Esse é o maior número desde o início dos registros em 1997, e aumentou de 4,1% no mês anterior. 

Ainda que a inflação esteja acima da meta de 2% do BCE (Banco Central Europeu), é pouco provável que o órgão realize qualquer ação política nos próximos meses. 

A justificativa do BCE é que o aumento da inflação é temporário e causado por uma série de fatores pontuais, os quais devem desaparecer com o tempo. 

Neste contexto, uma ação política seria contraproducente no momento, afirmaram funcionários da UE (União Europeia) à Reuters. 

“Iríamos causar desemprego e altos custos de ajuste e, mesmo assim, não teríamos contrabalanceado o atual nível de inflação”, disse a presidente do BCE, Christine Lagarde, ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung.

Bolsas da Ásia desabam com receio de baixa eficácia de vacinas

As ações da Ásia-Pacífico caíram nas negociações da manhã de terça-feira, com os investidores precificando os desenvolvimentos em torno da variante Covid do Omicron.

O CEO da Moderna, Stephane Bancel, disse ao Financial Times na segunda-feira que espera que as vacinas sejam menos eficazes contra a nova cepa.

Também esteve no radar no início do pregão a divulgação dos dados de atividade industrial chinesa para novembro.

O Nikkei 225 do Japão perdeu 1,63%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul recuou 2,42%.

Na Austrália as ações firam na contramão nas negociações desta madrugada, com o ASX 200 ganhando 0,22%.

Já o Shanghai Composite ficou estável com variação de 0,03%.

Indústria chinesa se recupera em novembro

A atividade industrial da China acelerou inesperadamente em novembro, crescendo pela primeira vez em três meses à medida que os preços das matérias-primas caíam e o racionamento de energia diminuía.

Com isso, a situação do setor melhorou perante o cenário anterior de fraca demanda e estagnação. 

O Índice do Gerente de Compras (PMI) da manufatura ficou em 50,1 em novembro, acima dos 49,2 em outubro, segundo dados do National Bureau of Statistics (NBS) divulgados nesta terça-feira.

A marca de 50 pontos separa o crescimento da contração. Os analistas esperavam que o indicador chegasse a 49,6 no mês, o que evidenciaria uma retração.

A segunda maior economia do mundo, que apresentou uma recuperação impressionante da crise pandêmica do ano passado, perdeu ímpeto na segunda metade do ano, enquanto se debate com a desaceleração do setor manufatureiro, problemas de dívida no mercado imobiliário e surtos de COVID-19.

Os analistas esperam uma desaceleração adicional no crescimento do produto interno bruto (PIB) no quarto trimestre, de um aumento anual de 4,9% no trimestre anterior.

Powell prega cautela com política monetária

Outra notícia relevante nesta terça-feira é a fala de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), sobre a necessidade de atenção em relação aos desdobramentos da nova variante do coronavírus.

Apesar dos argumentos dos membros do Fed e das expectativas de analistas do mercado, as observações de Powell sugerem que a incerteza adicional levantada pela variante ômicron pode complicar os próximos passos do Fed.

“Uma preocupação maior com o vírus poderia reduzir a disposição das pessoas para trabalhar presencialmente, o que desaceleraria o progresso no mercado de trabalho e intensificaria as interrupções na cadeia de suprimentos”, disse Powell.

Como consequência, o Fed poderia ser levado a prorrogar a flexibilização monetária sem que a inflação seja afetada.

No entanto, se a nova variante causar outra onda de fechamentos de fábricas na China, Vietnã ou outros países asiáticos, este cenário poderia piorar os problemas da cadeia de suprimentos, especialmente se os americanos continuarem comprando mais móveis, eletrodomésticos e outros bens.

Mercado Asiático: Investidores mantém atenção com variante ômicron

Após o pânico na sexta-feira passada (26/11) que derrubaram as bolsas do mundo todo, os investidores arrefeceram os nervos nesta segunda-feira (29/11) com as notícias preliminares sobre a possibilidade da nova variante da Covid-19 (chamada de ômicron) ser mais leve do que a variante Delta.

Entretanto, não há, ainda, informações consolidadas sobre a variante, o que contribui para que a incerteza continue pairando no ar.

“As coisas definitivamente serão um pouco mais arriscadas daqui para frente”, disse John Vail, estrategista-chefe global da Nikko Asset Management, ao “Squawk Box Asia” da CNBC na segunda-feira.

“Esta variante, ao que parece, pode não ser tão horrível quanto o mercado pensou que seria na sexta-feira, mas ainda assim deve sacudir parte do excesso de risco assumido e talvez parte do excesso de consumo no mundo também as pessoas ficam um pouco mais cautelosas ”, disse Vail.

Com isso, as ações da Ásia-Pacífico (primeiras a abrirem no dia, sendo uma espécie de prévia para as demais) caíram nas negociações desta madrugada de segunda-feira.

No Japão, o Nikkei 225 caiu 1,63%. O Kospi da Coreia do Sul caiu 0,92%. As ações da Austrália também caíram, com o ASX 200 variando -0,54%. Na China, o Shanghai Composite caiu 0,039%.

Nova Variante descoberta na África do Sul

A variante ômicron do coronavírus foi reportada à OMS em 24 de novembro de 2021 pela África do Sul.

O primeiro caso confirmado foi de uma amostra coletada em 9 de novembro de 2021. De acordo com a OMS, a variante apresenta um “grande número de mutações”, algumas preocupantes.

A médica sul-africana que fez o primeiro alerta sobre a variante, Angelique Coetzee, citou sintomas leves em seus pacientes. 

Em entrevista ontem (28/11) ao jornal britânico “The Telegraph”, ela disse que notou um aumento de pessoas jovens e saudáveis com sinais de fadiga em seu consultório.

“Os sintomas que eles apresentavam eram muito diferentes e mais leves dos que eu havia tratado antes”, afirmou a profissional da saúde.

A OMS disse em um comunicado no domingo que ainda não está claro se a infecção com a variante covid do omicron causa doença mais grave em comparação com outras cepas, incluindo delta.

Apesar da baixa letalidade verificada até então, o cenário preocupa devido ao baixo índice de vacinação nos países africanos, o que pode contribuir para a proliferação do vírus e surgimento de novas variantes.

Na África do Sul, quase 24% da população está totalmente vacinada. Em Botsuana, menos de 20%. 

Para se ter noção, no Brasil, 60% da população tomou as duas doses da vacina ou a dose única.

Mercado Asiático encerra em queda com incertezas sobre inflação e Covid-19

No Japão, a bolsa de Tóquio fechou no campo negativo, com seu foco mudando para o anúncio esperado nesta semana de novos estímulos econômicos. 

O índice de referência Nikkei 225 caiu 0,30%, para 29.598,66 pontos no encerramento das negociações.

O Shanghai Composite caiu 0,46%, o ASX subiu 0,13%, o Kospi da Coreia do Sul caiu 0,51%.

No cenário econômico, a inflação do Reino Unido acende o alerta para o aumento dos juros pelo Banco da Inglaterra. 

O aumento dos casos de Covid-19 na Europa e Ásia também esteve no radar, derrubando preços do petróleo, com receio de novas quedas de demanda.

Nos EUA os investidores continuam monitorando os relatórios de desempenho dos principais emissores de varejo em meio ao aumento da inflação.

A preocupação é de que o Federal Reserve (Fed) se sinta pressionado a aumentar os juros antes do previsto pela instituição.

Inflação no Reino Unido

Dados da inflação britânica mostraram que os preços tiveram a disparada mais rápida dos últimos dez anos.

O Índice de Preços ao Consumidor do Reino Unido subiu 4,2% no ano até outubro, de acordo com dados oficiais divulgados na quarta-feira (17/11). 

Esse é o maior salto no índice desde novembro de 2011, com o resultado sendo impulsionado por custos mais altos de energia e transporte. 

Além disso, a região também está sentindo as consequências do Brexit, o que aumenta o custo de fazer negócios com a União Europeia, seu maior parceiro comercial.

Com esses resultados, o mercado começa a esperar que o Banco da Inglaterra tome a iniciativa de aumentar as taxas de juros em dezembro. 

Isso colocaria o país como o primeiro das grandes economias mundiais a puxar o aumento do juro básico.

Petróleo em queda

Os preços mundiais do petróleo bruto caíram na quarta-feira (17/11) depois que a Agência Internacional de Energia (AIE) e a OPEP alertaram sobre o risco de excesso de oferta devido ao aumento dos casos de Covid-19 na Europa.

Os preços do Brent caíram 2,6%, para US$ 80,28 por barril. Já o WTI caiu 3%, para US$ 78,36 por barril.

O enfraquecimento dos preços mundiais do petróleo bruto teve um impacto sobre os emissores de energia na bolsa de valores australiana. 

Covid-19 volta a assombrar Europa e Ásia

Na última semana do mês de outubro, a Europa e a Ásia Central foram responsáveis por 59% de todos os novos casos da doença e 48% dos óbitos. 

Em números, foram quase 1,8 milhão de novos casos e 24 mil novas mortes relatadas em decorrência do coronavírus.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), se a tendência de alta se manter, essas regiões poderão registrar mais meio milhão de óbitos por covid-19 até fevereiro de 2022.

Hoje, os casos graves da doença têm se concentrado entre grupos não vacinados, especialmente em países com baixa cobertura vacinal.

Bolsas caem na Ásia com receio de inflação e aperto monetário nos EUA

Nesta quarta-feira as ações caíram no Japão, Coreia do Sul e Austrália. 

O Nikkei teve queda de 0,43%%, aos 29,714.50 pontos. O KOSPI, índice coreano, caiu 0,10%, aos 2997.21 pontos. O ASX desabou 0,69%. Já o Shangai Composite teve leve alta de 0,44%.

Preocupações com a inflação e seu impacto no aumento dos juros seguem no radar dos investidores das principais bolsas mundiais.

Aumento salarial na Austrália

Os últimos dados do Bureau of Statistics (ABS) mostraram que os salários dos trabalhadores australianos aumentaram 0,6% no trimestre de setembro.

Em uma base anual, o trabalhador médio experimentou um aumento salarial de 2,2 %.

Os resultados vieram em linha com as expectativas do mercado.

Com isso, o governador do Reserve Bank (Banco Central Australiano), Philip Lowe, disse, na terça-feira, que espera que os salários aumentem “gradualmente” nos próximos anos, e recuou contra as especulações de que a taxa monetária poderia ter de aumentar em 2022 .

A moeda local também caiu devido ao dólar americano mais forte, que atingiu seu nível mais alto em 16 meses em relação a uma cesta das principais moedas.

Evergrande

O presidente do China Evergrande Group, Hui Ka Yan, supostamente injetou mais de 7 bilhões de yuans (US$ 1,1 bilhão) em dinheiro para aumentar a liquidez da empresa. 

O China Business News citou fontes não identificadas próximas a Evergrande, dizendo que Hui levantou os fundos com a alienação de bens pessoais e promessas de ações.

Preocupação com custos elevados no Japão

As ações japonesas reverteram seus ganhos iniciais na quarta-feira, uma vez que as preocupações com o aumento dos custos e um iene mais fraco.

“A fraqueza do iene em relação ao dólar é boa para algumas empresas, mas também um fator negativo para outras. Agora, os investidores estão se concentrando no último, especialmente porque os custos dos materiais estão subindo ”, disse Yutaka Miura, analista técnico sênior da Mizuho Securities.

“Mas as quedas nas ações japonesas são limitadas graças ao sólido desempenho do mercado dos EUA.”

Inflação e política monetária dos EUA

As movimentações do mercado refletem alguns dados econômicos otimistas dos EUA, incluindo um relatório do Departamento de Comércio mostrando que as vendas no varejo aumentaram mais do que o esperado em outubro.

O Federal Reserve também divulgou um relatório mostrando que a produção industrial se recuperou muito mais do que o esperado em outubro.

Neste cenário, um apelo por uma política monetária mais hawkish do presidente do Federal Reserve Bank de St. Louis, James Bullard, sublinhou as preocupações de que a alta inflação poderia eventualmente se dissipar.

Como resultado, os rendimentos do Tesouro e o dólar, e geraram mais apelos por uma política monetária mais rígida.