Economia Asiática: Singapura se destaca e cresce acima do esperado

De acordo com o informado pelo Ministério do Comércio e Indústria, nesta quarta feira (24/11), a economia de Singapura cresceu 7,1% no terceiro trimestre em comparação com o ano anterior.

O resultado foi melhor do que a estimativa oficial de crescimento de 6,5% na comparação ano a ano. Com isso, as previsões oficiais de crescimento econômico anual foram revisadas para cima, de 6% para 7% em 2021.

Embora a cidade-estado não seja grande o suficiente para influenciar a economia da região, o fato vale destaque devido aos desdobramentos no que se refere à tendência de aperto monetário.

A pressão inflacionária vem pressionando o Monetary Authority of Singapore (MAS) a elevar os juros, o que fez com que o Banco Central de Singapura se tornasse o primeiro dos bancos centrais asiáticos a iniciar uma política monetária contracionista. 

O MAS disse que a medida “garantirá a estabilidade de preços no médio prazo, ao mesmo tempo que reconhece os riscos para a recuperação econômica”.

As expectativas em relação aos juros têm influenciado fortemente os mercados, tanto da Ásia quanto do resto do mundo. Hoje, o Nikkei 225, desabou 1,58%, chegando aos 29.302,66 pontos, enquanto o Shangai Composite se manteve estável, com alta de 0,10%, aos 3.592,70 pontos.

Japão e China

Embora a economia da pequena região de Singapura esteja avançando de forma positiva, o mesmo não vem ocorrendo com as principais economias da região Ásia-Pacífico.

O Japão, a terceira maior economia do mundo, encolheu 0,8% no trimestre em relação ao anterior, o Japão teve contração de 0,8% no terceiro trimestre ante o segundo. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a queda foi de 3%.

Já a China viu o seu PIB do terceiro trimestre de 2021 crescer apenas 4,9% em relação ao mesmo período de 2020, o que representa uma desaceleração em relação aos trimestres anteriores.

Como resultado do baixo crescimento, Japão e China vão do sentido de aumentar os incentivos pelas políticas fiscal e monetária, respectivamente.

No Japão, o governo aprovou na sexta-feira da semana passada (19/11) o terceiro pacote de estímulo econômico desde o início da pandemia.

Este é considerado o maior pacote de estímulo fiscal da história do país, avaliado em 55,7 trilhões de ienes. O valor é referente a cerca de 2,7 trilhões de reais, e mais de 10% do PIB japonês. 

Do lado da China, analistas interpretaram as mudanças do último relatório do Banco Central da China como uma sinalização de possível reorientação da política monetária, no sentido expansionista.

Em outros lugares onde a recuperação econômica também está menos arraigada, mas a inflação está no limite superior ou acima das metas, como na Índia e nas Filipinas, os legisladores provavelmente continuarão a manter as taxas estáveis ​​por vários meses para garantir que a recuperação econômica seja segura.

Enquanto isso, os bancos centrais da Nova Zelândia, Singapura e Coréia do Sul já responderam com uma política monetária mais restritiva, refletindo a melhoria da atividade econômica nestes países.

Bolsas asiáticas reagem à medidas de China e Japão para estimular a economia

Os mercados asiáticos começaram a semana com os investidores reagindo aos estímulos fiscais e monetários das principais economias da região.

O cenário de que a recuperação econômica será mais fraca do que o esperado nos países têm direcionado as expectativas dos agentes no sentido de que os governos tomarão medidas expansionistas para salvar as economias.

Ontem (segunda-feira, 22/11), os índices acionários subiram na expectativa de afrouxamento da política monetária da China e os estímulos fiscais no Japão.

Nesta terça-feira (23/11), o Nikkei 225, o índice de referência do Japão, fechou com subida de 0,1%%, aos 29.774,11 pontos. 

Na China, o Shanghai Composite fechou com 0,20% de aumento, aos 3.589,09 pontos.

China

Analistas interpretaram as mudanças do último relatório do Banco Central da China como uma sinalização de possível reorientação da política monetária, no sentido expansionista.

O objetivo seria utilizar da flexibilização para apoiar a recuperação econômica frente à desaceleração verificada nos últimos meses, principalmente com a crise do setor imobiliário.

No relatório trimestral de política monetária publicado na sexta-feira (19/11), o Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês) retirou alguns termos citados em comunicados anteriores, como a manutenção de uma “política monetária normal”.

Para alguns analistas de importantes instituições financeiras, isso indica uma mudança de postura com foco em medidas de apoio.

O relatório retirou frases anteriores como “controlar a válvula sobre a oferta monetária” e não “inundar a economia com estímulos”, o que sinaliza mais suporte de crédito nos próximos meses.

“Esperamos que Pequim em breve intensifique significativamente a flexibilização monetária e estímulo fiscal para neutralizar a crescente pressão de baixa”, disse Lu Ting, do banco japonês Nomura.

Porém, de acordo com as expectativas de alguns economistas, as medidas de afrouxamento provavelmente seriam focadas em pequenas empresas e “projetos verdes”, alinhados aos esforços do governo de reduzir as emissões de carbono.

No Goldman Sachs, Hui Shan e equipe disseram que a taxa básica de juros deve permanecer inalterada, enquanto Lu, da Nomura, acredita que há maior probabilidade de redução dos requisitos para a taxa de compulsório dos bancos nos próximos meses.

Japão

O Governo japonês aprovou na sexta-feira da semana passada (19/11) o terceiro pacote de estímulo econômico desde o início da pandemia.

Este é considerado o maior pacote de estímulo fiscal de sua história, avaliado em 55,7 trilhões de ienes. O valor é referente a cerca de 2,7 trilhões de reais, e mais de 10% do PIB japonês. 

O novo conjunto de medidas representa quase o dobro do valor prometido pelo primeiro-ministro Fumio Kishida durante sua campanha eleitoral em outubro.

O objetivo desta medida é atuar na recuperação econômica e redistribuir a riqueza entre as famílias e pequenos negócios.

A terceira maior economia do mundo encolheu 0,8% no trimestre de julho a setembro em relação ao trimestre anterior.

O plano de estímulo inclui gastos para melhorar a resposta à crise de saúde, além de outras medidas que não estão diretamente relacionadas com a pandemia.

Mercado Asiático encerra em queda com incertezas sobre inflação e Covid-19

No Japão, a bolsa de Tóquio fechou no campo negativo, com seu foco mudando para o anúncio esperado nesta semana de novos estímulos econômicos. 

O índice de referência Nikkei 225 caiu 0,30%, para 29.598,66 pontos no encerramento das negociações.

O Shanghai Composite caiu 0,46%, o ASX subiu 0,13%, o Kospi da Coreia do Sul caiu 0,51%.

No cenário econômico, a inflação do Reino Unido acende o alerta para o aumento dos juros pelo Banco da Inglaterra. 

O aumento dos casos de Covid-19 na Europa e Ásia também esteve no radar, derrubando preços do petróleo, com receio de novas quedas de demanda.

Nos EUA os investidores continuam monitorando os relatórios de desempenho dos principais emissores de varejo em meio ao aumento da inflação.

A preocupação é de que o Federal Reserve (Fed) se sinta pressionado a aumentar os juros antes do previsto pela instituição.

Inflação no Reino Unido

Dados da inflação britânica mostraram que os preços tiveram a disparada mais rápida dos últimos dez anos.

O Índice de Preços ao Consumidor do Reino Unido subiu 4,2% no ano até outubro, de acordo com dados oficiais divulgados na quarta-feira (17/11). 

Esse é o maior salto no índice desde novembro de 2011, com o resultado sendo impulsionado por custos mais altos de energia e transporte. 

Além disso, a região também está sentindo as consequências do Brexit, o que aumenta o custo de fazer negócios com a União Europeia, seu maior parceiro comercial.

Com esses resultados, o mercado começa a esperar que o Banco da Inglaterra tome a iniciativa de aumentar as taxas de juros em dezembro. 

Isso colocaria o país como o primeiro das grandes economias mundiais a puxar o aumento do juro básico.

Petróleo em queda

Os preços mundiais do petróleo bruto caíram na quarta-feira (17/11) depois que a Agência Internacional de Energia (AIE) e a OPEP alertaram sobre o risco de excesso de oferta devido ao aumento dos casos de Covid-19 na Europa.

Os preços do Brent caíram 2,6%, para US$ 80,28 por barril. Já o WTI caiu 3%, para US$ 78,36 por barril.

O enfraquecimento dos preços mundiais do petróleo bruto teve um impacto sobre os emissores de energia na bolsa de valores australiana. 

Covid-19 volta a assombrar Europa e Ásia

Na última semana do mês de outubro, a Europa e a Ásia Central foram responsáveis por 59% de todos os novos casos da doença e 48% dos óbitos. 

Em números, foram quase 1,8 milhão de novos casos e 24 mil novas mortes relatadas em decorrência do coronavírus.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), se a tendência de alta se manter, essas regiões poderão registrar mais meio milhão de óbitos por covid-19 até fevereiro de 2022.

Hoje, os casos graves da doença têm se concentrado entre grupos não vacinados, especialmente em países com baixa cobertura vacinal.

Bolsas caem na Ásia com receio de inflação e aperto monetário nos EUA

Nesta quarta-feira as ações caíram no Japão, Coreia do Sul e Austrália. 

O Nikkei teve queda de 0,43%%, aos 29,714.50 pontos. O KOSPI, índice coreano, caiu 0,10%, aos 2997.21 pontos. O ASX desabou 0,69%. Já o Shangai Composite teve leve alta de 0,44%.

Preocupações com a inflação e seu impacto no aumento dos juros seguem no radar dos investidores das principais bolsas mundiais.

Aumento salarial na Austrália

Os últimos dados do Bureau of Statistics (ABS) mostraram que os salários dos trabalhadores australianos aumentaram 0,6% no trimestre de setembro.

Em uma base anual, o trabalhador médio experimentou um aumento salarial de 2,2 %.

Os resultados vieram em linha com as expectativas do mercado.

Com isso, o governador do Reserve Bank (Banco Central Australiano), Philip Lowe, disse, na terça-feira, que espera que os salários aumentem “gradualmente” nos próximos anos, e recuou contra as especulações de que a taxa monetária poderia ter de aumentar em 2022 .

A moeda local também caiu devido ao dólar americano mais forte, que atingiu seu nível mais alto em 16 meses em relação a uma cesta das principais moedas.

Evergrande

O presidente do China Evergrande Group, Hui Ka Yan, supostamente injetou mais de 7 bilhões de yuans (US$ 1,1 bilhão) em dinheiro para aumentar a liquidez da empresa. 

O China Business News citou fontes não identificadas próximas a Evergrande, dizendo que Hui levantou os fundos com a alienação de bens pessoais e promessas de ações.

Preocupação com custos elevados no Japão

As ações japonesas reverteram seus ganhos iniciais na quarta-feira, uma vez que as preocupações com o aumento dos custos e um iene mais fraco.

“A fraqueza do iene em relação ao dólar é boa para algumas empresas, mas também um fator negativo para outras. Agora, os investidores estão se concentrando no último, especialmente porque os custos dos materiais estão subindo ”, disse Yutaka Miura, analista técnico sênior da Mizuho Securities.

“Mas as quedas nas ações japonesas são limitadas graças ao sólido desempenho do mercado dos EUA.”

Inflação e política monetária dos EUA

As movimentações do mercado refletem alguns dados econômicos otimistas dos EUA, incluindo um relatório do Departamento de Comércio mostrando que as vendas no varejo aumentaram mais do que o esperado em outubro.

O Federal Reserve também divulgou um relatório mostrando que a produção industrial se recuperou muito mais do que o esperado em outubro.

Neste cenário, um apelo por uma política monetária mais hawkish do presidente do Federal Reserve Bank de St. Louis, James Bullard, sublinhou as preocupações de que a alta inflação poderia eventualmente se dissipar.

Como resultado, os rendimentos do Tesouro e o dólar, e geraram mais apelos por uma política monetária mais rígida.

Mercado asiático: bolsas fecham em sentido misto nesta terça

Nesta terça, várias bolsas da Ásia fecharam com variações diversas. 

O ASX caiu 0,67%, liderado pelas quedas das grandes mineradoras Rio Tinto (-1,45%) e BHP (-1,42%).

Já o Nikkei subiu 0,11%, alcançando os 29.808,12 pontos.

O Shanghai Composite teve queda de 0,33%, com o índice batendo os 3.521,79 pontos.

O Hang Seng de Hong Kong disparou 1,27%.

Juros longos sobem nos EUA

Os índices de Wall Street fecharam a sessão desta segunda-feira perto da estabilidade, com o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA afetando o apetite por ações

O rendimento do Tesouro dos EUA de 10 anos aumentou para 1,615% ao ano. Esses títulos são referência para determinar os preços da dívida global. 

Isso inclui as taxas de juros de empréstimos corporativos e hipotecários. Se o rendimento dos títulos aumentar, as empresas enfrentarão custos com dívidas mais elevadas. 

Os rendimentos dos títulos do governo dos EUA dispararam principalmente depois que os números de inflação ficaram acima do esperado. 

O receio do mercado é de que o Federal Reserve (Fed) aumente as taxas de juros mais rapidamente do que o esperado. 

Queda no PIB do Japão

A economia do Japão se contraiu muito mais rápido do que o esperado no terceiro trimestre, após os dois trimestres iniciais de crescimento deste ano.

De acordo com dados preliminares do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados ontem (segunda-feira, 15/11), a economia japonesa encolheu 0,8% no trimestre de julho a setembro em relação ao trimestre anterior.

As exportações, principal motor da economia japonesa, caíram 2,1% no terceiro trimestre, devido ao impacto contínuo na procura global da pandemia e dos problemas da cadeia de abastecimento.

Embora muitos analistas esperem que a terceira maior economia do mundo se recupere no trimestre atual, à medida que as contenções de vírus diminuem, o agravamento dos gargalos de produção global representa riscos crescentes para o Japão, dependente das exportações.

Encontro entre Joe Biden e Xi Jinping

Os mercados também estiveram de olho na videoconferência realizada entre o presidente dos EUA, Joe Biden, e o presidente chinês, Xi Jinping.

A relação China-EUA é crucial para ambos os lados e para o mundo em geral, com Pequim repetidamente pedindo à nova administração em Washington que melhore as relações que se deterioraram com o antecessor de Biden, Donald Trump.

No fim, a reunião foi marcada por um tom positivo.

Biden disse a Xi que seu objetivo deveria ser garantir que a competição “não entre em conflito”.

Xi disse que está pronto para “construir consenso” e disse que os dois lados precisam melhorar a comunicação.

A reunião dos dois líderes ocorreu em meio a várias disputas entre os dois países sobre diversos assuntos. 

Do lado da China, as insatisfações em relação aos EUA atentam à questões como as restrições de comércio e acusações de que o país asiático tem realizado ataques cibernéticos

Outra questão política é a insatisfação da China com o apoio dos EUA a Taiwan. 

Já os Estados Unidos têm se queixado dos abusos contra os direitos humanos na China contra os uigures em Xingjian e a repressão aos manifestantes pró-democracia em Hong Kong.

Esta é a terceira vez que os dois líderes se falam desde a posse de Biden, em janeiro. 

Mercados acionários da Ásia sofrem com lucro menor das empresas

O lucro por ação do terceiro trimestre dos membros do MSCI Asia Pacific Index (índice acionário composto por ações de empresas de 12 países da Ásia) cresceu 36%.

Esse desempenho é considerado fraco, visto que houve uma desaceleração em comparação com os ganhos de três dígitos do primeiro semestre, quando havia a expectativa de forte recuperação da pandemia. 

Enquanto isso, os pares globais, como EUA e Europa, viram os lucros corporativos crescerem mais no último trimestre, 42% e 91%, respectivamente.

Restrições de oferta e política sanitária na China

São vários os fatores que contribuem para a lentidão da recuperação das empresas asiáticas. Aumentos dos custos e dificuldades de fornecimento, como a escassez de semicondutores, estão entre as principais causas. 

Para Jessica Tea, especialista do BNP Paribas, a relativa lentidão da região na remoção das restrições à mobilidade, devido à política da China de Covid-zero é outro motivo que pesa sobre as empresas da região.

“A região asiática controlou a propagação da pandemia Covid-19 de forma mais eficaz do que outras partes do mundo, mas está ocorrendo ao custo de maiores restrições e uma recuperação mais modesta da atividade econômica”, disse a especialista em entrevista ao Bloomberg.

A China tem prejudicado os lucros da região devido à escassez de energia, ao bloqueio de cidades e à crise imobiliária em constante expansão. 

Entre os resultados das 1.000 maiores empresas da Ásia, os destaques negativos ficaram por conta da Top Glove (maior fabricante de luvas de borracha do mundo), Pegatron (fornecedor da Apple Inc.) e a Kakao (empresa sul-coreana de Internet). A Tencent Holdings anunciou seu crescimento de vendas mais lento desde 2004 depois que as regulamentações afetaram seu negócio de publicidade.

Resultados positivos

No geral, as expectativas do mercado são de que as dificuldades continuarão. O Morgan Stanley e o Goldman Sachs esperam mais quedas de ganhos com base nos dados macroeconômicos fracos.

Porém, há algumas exceções. Em relação à Índia e ao Sudeste Asiático são esperadas revisões para cima dos lucros das empresas nos próximos períodos. Isso se deve ao fato de que estas regiões têm feito maiores avanços em direção à reabertura de suas economias neste trimestre. 

O MSCI Asean Index (índice que captura as principais empresas da Indonésia, Malásia, Filipinas, Tailândia e Cingapura) subiu quase 5% desde o final de setembro, superando o indicador regional mais amplo em mais de três pontos percentuais.

Entretanto, segundo a visão de analistas, os casos positivos não devem mudar a tendência ruim dos resultados de lucros para toda a região asiática. 

As estimativas futuras de lucro para o índice regional permanecem abaixo da alta de setembro, em um momento em que as previsões para os EUA e a Europa continuaram subindo.

Ações asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira

As ações avançaram na maioria dos principais mercados no fechamento do pregão por lá.

Na China, uma importante reunião do Partido Comunista terminou com uma resolução preparando o cenário para que o presidente Xi Jinping permanecesse líder por toda a vida. A decisão era esperada.

Os líderes do partido elogiaram o papel do atual líder na ascensão do país como potência econômica e estratégica, aprovando uma história política que lhe dá status ao lado das figuras mais importantes do partido, como Mao Zedong.

Embora a economia chinesa esteja desacelerando depois de se recuperar de uma crise pandêmica, o recorde de US $ 139,1 bilhões gasto pelos compradores chineses durante a extravagância anual de compras do Dia dos Solteiros em 11 de novembro sugeriu potencial para uma demanda resiliente no varejo.

Preocupação com a inflação

As preocupações com a inflação têm abalado os investidores no mundo todo ao longo da semana. Dados recentes no Brasil, EUA e China pintam o quadro de uma economia aquecida e com pressões de preços generalizadas.

As empresas vêm alertando que estão sendo pressionadas pelos custos mais altos das matérias-primas e por problemas na cadeia de suprimentos. 

Os consumidores já estão enfrentando custos mais altos para itens essenciais como alimentos, aluguel, automóveis e óleo para aquecimento. 

Os analistas temem que possam cortar gastos com itens discricionários para se concentrar nos essenciais, o que poderia prejudicar a recuperação econômica mais ampla.

Nos EUA, a inflação mais alta aumenta as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) e outros bancos centrais aumentarão as taxas de juros de curto prazo implantadas durante a pandemia para estimular empréstimos e gastos. 

O Fed já começou a reduzir as compras de títulos que faz para manter baixas as taxas de longo prazo. Alguns analistas esperam que o banco central comece a aumentar as taxas de juros no final de 2022.

Índices

O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 0,32%, para 25.327,97, enquanto o índice Shanghai Composite subiu 0,18%, para 3.539,10.

Em Tóquio, o Nikkei 225 saltou 1,13% para 29.609,97. Em Sydney, o ASX 200 também ganhou 0,83%, indo a 7.443,00.

Já no ocidente, o S&P 500 está a caminho de sua primeira perda semanal em seis semanas. Na quinta-feira, o índice ficou perto da estabilidade, subindo 0,1% para 4.629,27. 

O Dow Jones Industrial Average caiu 0,4% para 35.921,23.

O destaque negativo ficou por conta da Walt Disney, que caiu 7,1% após relatar ganhos mais lentos de assinantes em seu canal de streaming e fracos resultados financeiros fiscais do quarto trimestre.

As ações de tecnologia fizeram a maior parte do trabalho pesado para o benchmark S&P 500 e os fabricantes de chips foram particularmente fortes. 

A Nvidia subiu 3,2% e a Qualcomm subiu 2,9%. Os bancos também obtiveram ganhos sólidos.

Aqui no Brasil, o Ibovespa disparou 1,54%, com Vale respondendo pelo principal suporte após avanço dos preços do minério de ferro na China.

Na Ásia, bolsas sobem, apesar de dados de inflação ruim

Os mercados asiáticos corrigiram as quedas do dia anterior, apesar da piora dos últimos dados econômicos divulgados.

Nos EUA, os dados divulgados na quarta-feira (10/11) mostraram que o índice de preços ao consumidor (IPC) cresceu 6,2% no comparativo anual e 0,9% no comparativo mensal. 

O núcleo do IPC, índice levado em conta pelo Federal Reserve (Fed) na hora de avaliar a inflação, aumentou 4,6% no comparativo anual e 0,6% no comparativo mensal em outubro. 

Já o índice de preços ao produtor (PPI) cresceu 0,6% no comparativo mensal e 8,6% no comparativo anual. O núcleo do PPI cresceu 0,4% no comparativo mensal.

A alta inflação também continua sendo uma preocupação na China. De acordo com os dados divulgados, também na quarta-feira, mostraram que o IPC cresceu 0,7% no mês-a-mês e 1,5% no ano-a-ano em outubro. No acumulado de 12 meses, o PPI cresceu 13,5%.

Por fim, o mercado também precifica os dados de emprego australianos divulgados no início do dia, que revelaram um aumento na taxa de desemprego para 5,2%.

Preocupação com a política monetária

A inflação acima do esperado também trouxe expectativas de que os bancos centrais aumentariam as taxas de juros. 

Os dados da China e dos EUA vem servindo de base para o argumento de que as pressões inflacionárias são temporárias. 

No entanto, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, na terça-feira manteve sua visão de que a alta inflação não persistirá além de 2022 e que o Federal Reserve dos EUA trabalhará para evitar uma repetição do nível de inflação dos anos 1970.

Alguns investidores estão apostando que o Fed aumentará as taxas assim que concluir a redução dos ativos em meados de 2022.

“Este é o momento perfeito para gravitar em direção a jogos defensivos, obter lucro e estar nos setores estrategicamente posicionados em relação a este mercado volátil que apresenta muitos desafios”, disse a analista do Morgan Stanley, Katerina Simonetti, ao portal Bloomberg.

Os investidores também continuaram preocupados com o fato de a recuperação econômica da China a partir do COVID-19 estar mostrando sinais de desaceleração. 

Do lado positivo, temos a notícia de que o China Evergrande Group mais uma vez evitou a inadimplência após pagar os juros vencidos de três títulos em dólares americanos.

Por fim, a quinta-feira também é marcada pelo encerramento da reunião do Comitê Central do Partido Comunista Chinês e deve abrir o caminho para um terceiro mandato sem precedentes para o presidente Xi Jinping. 

Também na quinta-feira acontece o festival anual de compras do Dia dos Solteiros da China. 

Bolsas na Ásia

O Nikkei 225 do Japão fechou com variação de 1 ,06%, aos 29,374.30 pontos.

Na Austrália, o ASX 200 se manteve estável, cotado aos 7,418.35 pontos. 

O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 1,52%.

O Shanghai Composite da China ganhou 1,15%, com cotação chegando aos  3.532,79 pontos.

Bolsas asiáticas caem com inflação nos EUA e desaceleração chinesa no radar

As preocupações com os aumentos nos preços do petróleo e da produção na China e seus impactos na inflação nos EUA tem causado um certo pessimismo nos mercados.

Principalmente porque ainda existe a crença de que a aceleração inflacionária pode criar pressões adicionais sobre os membros do Fed na condução da política de juros. 

Os futuros do petróleo dos EUA seguem em alta, com o barril do Brent sendo cotado a US$ 85,81 e o do WTI a US$ 84,57. 

Já os preços ao produtor na China aumentaram 13,5% no comparativo anual até outubro. Os dados superaram as previsões e servem como alerta de que há uma pressão sobre as cadeias de suprimentos para os consumidores globais.

As bolsas asiáticas tiveram quedas na quarta-feira. Na China continental, o Shanghai composto perdeu 0,47%; no Japão, o Nikkei recuou 0,33%.

Inflação nos EUA no radar

Os dados de inflação nos EUA estão previstos para saírem às 10h30, no horário de Brasília.

A estimativa do mercado é que os dados devem mostrar um aumento nos preços ao consumidor. As previsões apontam para uma inflação de 5,8% em 12 meses.

Autoridades do Federal Reserve, Neel Kashkari e Mary Daly, admitiram que a inflação está persistindo por mais tempo do que esperavam.

Os títulos de prazo mais longo subiram na terça-feira, achatando a curva de rendimento do Tesouro. Isso indica que os investidores parecem estar apostando em aumentos no próximo ano, o que, consequentemente, contribuiria para reduzir o crescimento e a inflação nos anos seguintes.

Desaceleração econômica na China

A desaceleração econômica da China também está incomodando a mente dos investidores, especialmente porque uma crise de crédito parece estar se espalhando rapidamente pela gigantesca indústria imobiliária.

Os títulos do setor sofreram um novo golpe na terça-feira, com a liquidação arrastando até dívidas com alto grau de investimento.

“O mercado agora é movido mais pelo medo do que pela lógica”, disseram analistas do JP Morgan. “As avaliações levaram em consideração o pior cenário possível.”

Outras nuvens também estão se formando, com uma pesquisa no Japão mostrando que a confiança dos empresários do setor industrial caiu para o menor nível em sete meses.

O ouro e o bitcoin têm sido os principais beneficiários da turbulência do mercado.

O primeiro subiu 3,5% em uma semana, para US$ 1.829 a onça, enquanto que a criptomoeda tem pairado ao redor de US$ 67.267 após atingir um pico recorde de US$ 68.564 um dia atrás.

Supresa com eleição ampara mercado japonês

Por Indranil Sarkar

No Japão, o mercado acionário subiu com impulso pós-eleitoral, mas fracos dados chineses pesaram sobre o clima mais amplo, antes das reuniões de política monetária nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Austrália, que definirão as perspectivas para os juros.

O Nikkei subiu para uma máxima em um mês depois que o Partido Liberal Democrata do primeiro-ministro Fumio Kishida obteve uma vitória inesperadamente confortável, aumentando as esperanças de estabilidade e estímulo no mandato que se segue.

As ações sul-coreanas ganharam depois que as exportações do país registraram seu oitavo mês consecutivo de crescimento de dois dígitos em outubro.

. Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 2,61%, a 29.647,08 pontos.

. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,88%, a 25.154,32 pontos.

. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,08%, a 3.544,48 pontos.

. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,37%, a 4.890,69 pontos.

. Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,28%, a 2.978,94 pontos.

. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,48%, a 17.068,24 pontos.

. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,65%, a 3.219,05 pontos.

. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,64%, a 7.370,80 pontos.