Sinais de força compradora em Solana!

Em um dia de queda generalizada, onde grande parte dos ativos financeiros ao redor do mundo perderam valor, o mercado crypto também recuou. Neste forte movimento de baixa, até mesmo as gigantes, Bitcoin e Ethereum, cederam. No artigo “Bitcoin e Ethereum seguindo o mau humor do mercado”, foi apresentada a dinâmica de preços destas cryptos.

No entanto, o final de semana foi de recuperação e hoje algumas criptomoedas mostram um cenário bem interessante.

Solana é uma crypto que vem mostrando uma bela performance nos últimos meses. O ativo apresenta fundamentos atrativos e, desde que o projeto continue entregando valor, o mais provável é que continue se valorizando.

O blockchain da Solana é bastante sofisticado, tem uma arquitetura robusta e apresenta uma ótima configuração de segurança da rede. De certa forma, o projeto poderia ser comparado ao do Ethereum, porém com velocidade de transições mais rápida e taxas de processamento mais baixas. Por esse motivo Solana foi apelidada de “Ethereum Killer”, insinuando que o crescimento da rede da Solana poderia culminar na eliminação da Ethereum.

Continuidade da alta.

Solana fez um belo movimento de alta entre o final de setembro e início de novembro, chegando a subir mais de 120% no período. Entretanto vem fazendo um movimento de correção, que pode estar próximo ao fim.

Duas semanas atrás a crypto fez um forte movimento de baixa após perder a média móvel de 20 períodos e o canal no qual vinha trabalhando. Neste movimento de baixa o ativo corrigiu até a retração de 50% de todo o movimento de alta que havia realizado. Na sequência a crypto subiu até a média de 20, de onde começou a recuar novamente. Com a queda de sexta-feira, a retração de 50% foi testada mais uma vez.

Esse novo teste mostra que a retração está se comportando com um poderoso suporte, principalmente porque nas duas vezes em que o preço alcançou esta região, subiu com força na sequência.

Porém, o que chama a atenção no gráfico é o comportamento do indicador OBV, o qual avalia o saldo de volume ao longo dos dias.

Como pode ser visto, com a alta de hoje, o OBV está rompendo uma região de topos que estava sendo formada. Isso certamente indicaria a continuidade da alta. Entretanto, no gráfico de preços, é notado que o último topo ainda se encontra bem acima da região de preços em que o ativo se encontra.

Essa divergência é conhecida como “Advanced Breakout” e indica que uma forte movimentação de alta pode estar sendo iniciada. Para quem aceita tomar risco, seria possível entrar em uma operação de compra, visto que o suporte já segurou o preço duas vezes e a crypto está dando sinais de que pode subir. Mas, como a média móvel de 20 períodos está apontada para baixo, trata-se de uma operação mais arriscada.

Solana dando sinais de queda!

Depois de fazer fundo em meados de setembro, o Solana acionou um pivô, dando assim início a um belo movimento de alta. O gráfico diário do ativo mostra que o preço foi até o terceiro alvo do pivô, onde então o movimento de correção foi iniciado.

Enquanto a crypto fazia a movimentação de alta, foi possível notar que o ativo estava trabalhando dentro de um canal. Quando o canal foi perdido, foram traçadas as retrações de Fibonacci, conforme explicado no artigo “Retrações e Projeções de Fibonacci.”

É interessante notar que quando o canal foi perdido o ativo realizou um forte movimento de baixa, alcançando assim a retração de 50% de todo o movimento de alta. Como visto, a retração serviu como suporte, segurando o movimento de baixa.

Assim que a crypto tocou no suporte, voltou a subir. No entanto, encontrou uma forte resistência na zona de confluência formada pela média móvel de 20 períodos e a linha inferior do canal.

Continuidade do movimento de baixa.

Com o movimento dos últimos dias, Solana armou um pivô de baixa após perder o canal de alta. Isto se trata de um poderoso padrão de reversão, indicando que um movimento de queda pode vir a ser realizado.

A forte baixa de hoje já vem deixando para trás o suporte oferecido pela retração de 38,2% e com a confirmação do pivô de baixa, a retração de 50% também deverá ser perdida.

Caso o pivô seja acionado, terá como terceiro alvo a região da média móvel de 200 períodos. Esta média oferece uma região de suporte importante, pois é ela que dita a tendência primária do ativo. Como o último toque na média de 200 foi em julho, é possível que o ativo esteja corrigindo, justamente para fazer um novo toque na média.

Porém, existem outros suportes no meio do caminho, como a retração de 61,8% do movimento de alta e os alvos do pivô, que também se comportam como regiões de suporte.

Assim sendo, o mais plausível a se fazer, para entrar em uma operação em Solana, seria esperar o ativo formar algum padrão altista, visto que para baixo o caminho é bastante turbulento.

Solana caindo após Breakpoint.

Entre os dias 7 e 10 de novembro foi realizado o Breakpoint Solana. No evento, os desenvolvedores da crypto anunciaram diversas parcerias e projetos dos quais podem fazer parte. O destaque ficou para uma parceria com o Reddit com o objetivo de contribuir no desenvolvimento de redes sociais descentralizadas.

Outros pontos importantes foram com relação aos NTFs e os jogos desenvolvidos dentro da rede do Solana.

Em relação ao mundo dos games, Solana vem se mostrando como um lar, com diversos projetos de jogos sendo apoiados e desenvolvidos na rede. Talvez uma subcultura que mais se destacou no mundo crypto tenha sido justamente um de jogos.

Já sobre os NTFs, o Cofundador do projeto Solana, Anatoly Yakovenko, afirmou que observa os NTFs como uma grande oportunidade. Ele acredita que estes podem trazer uma nova revolução ao mundo crypto. De acordo com Yakovenko, as NTFs podem contribuir muito para que corretoras crypto disparem no setor de finanças descentralizadas. O que reforça este ponto é o fato de existirem projetos no valor de US $ 15 bilhões investidos em projetos deste tipo dentro da Solana.

Sobe no boato, cai no fato?

No entanto, o que pode ter frustrado grande parte da comunidade foi o fato de que não houve nenhum grande lançamento ou anúncio de novidades por parte dos fundadores. Talvez por conta disso, apesar de todas as boas notícias trazidas, o Solana caiu durante os 4 dias de evento.

Observando o gráfico semanal da criptografia, é notado que foi acionado um pivô de alta. No entanto, apesar da grande pressão compradora em que o ativo vinha trabalhando, não conseguiu alcançar o primeiro alvo.

A dinâmica de preços da crypto já foi explicada com mais detalhes no artigo “ Solana está preparando para nova alta?

Novo movimento de baixa.

Ontem, com o forte movimento de baixa realizado pelo mercado crypto, o Solana também cedeu, chegando a cair quase 10%. Porém, o ativo se segurou no suporte, e hoje, apesar de um novo movimento de baixa, o suporte vem sendo respeitado novamente.

Observando o gráfico, é notado que Solana vem fazendo um fundo duplo exatamente sobre a região de suporte.

Se uma criptografia continuar subindo e superar o último topo, ou será confirmado. Isso abrir caminho para um movimento de alta com alvos até a região do topo anterior.

No entanto, apesar de os alvos do pivô acionado no gráfico semanal continuarem aberta, não é esperado um forte movimento de alta para os próximos dias. Caso uma criptografia consiga subir e se afastar da região de suporte, deve prosseguir em tendência de alta. Mas para romper o topo histórico, um padrão de alta mais interessante deve ser formado no gráfico diário a fim de possibilitar uma operação de compra.

Solana se preparando para nova alta?

A Solana iniciou um movimento de alta em meados de julho. A pressão compradora foi se intensificando e a crypto passou a subir com força. No dia 9 de setembro, foi formado um topo quando o ativo alcançou uma valorização de mais de 870%.

Após fazer o topo, a crypto passou a fazer um movimento de correção. Traçando as retrações de Fibonacci, é possível ver que quando o ativo chegou na retração de 38,2%, se segurou e trabalhou um dia de alta. Contudo, no dia seguinte a pressão vendedora levou novamente o preço para baixo, dando continuidade a queda.

Suporte na retração de 50%

Quando a retração de 50% foi alcançada, o ativo sentiu o suporte e fez um novo movimento de alta. Nos dias seguintes os vendedores mostraram fraqueza e os compradores passaram a dominar, levando o preço acima da média móvel de 20 períodos. Finalmente, após um novo teste na retração de 38,2% o preço passou a subir e foi acionado um pivô.

Este padrão é um dos mais poderosos da análise técnica, chegando a ter 85% de assertividade, dependendo do ativo.

Conforme mostrado, após acionar o pivô, a Solana fez uma sequência de vários dias de alta até alcançar o alvo de 100% do pivô. Alvo este que também coincide com o topo anterior.

Rompimento do topo

A região de topo se comportou como uma resistência, fazendo o ativo recuar nos dias seguintes. Entretanto, após dois dias de queda a crypto voltou a subir e em um dia de forte alta conseguiu romper o topo e indo direto ao alvo de 161,8% do pivô acionado sobre a média de 20.

O alvo novamente segurou o preço, mas em um movimento de exaustão a crypto fez mais um forte dia de alta. Contudo, nos últimos 3 dias vem caindo, mostrando que pode vir a fazer um movimento de correção um pouco maior.

Sabendo disso, o ideal seria esperar o ativo regredir até as retrações do último movimento de alta antes de comprar. Caso na sequência um novo padrão seja formado, uma operação de compra pode ser iniciada.

Continuidade da tendência

No gráfico semanal, a crypto acionou um pivô de alta que ainda tem seus alvos abertos. Isso mostra que o ativo continua em tendência de alta e deve continuar subindo após fazer o movimento de correção.

Crypto Radar: Solana capitaneia alta do mercado rumo ao metaverso

O excelente momento vivido no geral pelas criptomoedas em outubro segue, ao que tudo indica, também para novembro. Como os principais ativos do mercado, Bitcoin (BTC) e Ether (ETH) seguem com saldo positivo e aspirando voos ainda maiores, enquanto a explosiva Shiba Inu (SHIB) e outras moedas mais alternativas vão ganhando espaço e amadurecendo público e projeto.

Entretanto, considerando aspectos práticos junto aos valores atingidos, o principal destaque da virada de mês que impulsionou o Market Cap total a passar dos US$ 3 trilhões foi, sem dúvidas, a Solana (SOL).

Ao lado da rede Cardano (ADA), seu projeto surge como candidata à “assassina da Ethereum”. Mas enquanto sua rival passa por um momento de estagnação, apesar de seguir prometendo, a Solana cresce exponencialmente como um sistema versátil e resistente o suficiente para atender as necessidades dos aplicativos descentralizados e o cumprimento dos contratos inteligentes.

O projeto opera em camadas alternativas, geralmente da segunda ou terceira em diante, buscando encontrar alternativas para tornar os métodos operacionais em blockchains, geralmente encontradas nas camadas principais de redes – que já são extremamente exigidas.

Seu método de validação também é outro diferencial. O Proof of History se aproxima do Proof of Share (uma das principais armas da Cardano) ao consumir menos energia enquanto adiciona mais uma ferramenta de segurança aos seus processos ao utilizar o tempo médio de resposta da rede em movimentações para averiguar a legalidade de uso e da geração de SOL.

No domingo (7), o ativo bateu os US$ 260,06 e estabeleceu seu novo all-time high, sendo o ponto alto de uma forte tendência de alta que já vinha se desenhando nas últimas semanas. Vale ressaltar, portanto, dois motivos que impulsionaram Solana aos números históricos.

O primeiro é referente ao seu bom e constante desempenho. Enquanto Cardano patina, a rede em alta atrai cada vez mais usuários por contar com taxas transacionais consideravelmente baixas.

Além disso, inúmeros relatos de programadores que trabalharam com a Solana apontam que o sistema apresentou nos últimos dias respostas mais rápidas e satisfatórias, sobretudo em projetos de DeFi (Finanças Descentralizadas) e NFTs (Tokens Não-Fungíveis), do que a própria Ethereum.

O segundo, mas não menos importante motivo, junta os satisfatórios resultados da SOL ao primeiro grande passo da tecnologia atual rumo ao metaverso no anúncio feito por Mark Zuckenberg e o (agora) grupo Meta Platforms.

Como reflexo imediato, diversos criptoativos ligados à próxima grande era da tecnologia tiveram alta agressiva. Aspectos que envolvem justamente finanças descentralizadas e ferramentas de tokenização para uso de diversos itens dentro da novidade estão intrinsecamente ligados ao que se idealiza no metaverso.

Logo, a rede que vem se destacando pôde aproveitar as boas novas como um impulso. A junção desses fatores levou Solana a outro patamar, ultrapassando Tether e a rival Cardano em capital total de mercado ao chegar nos US$ 76 bilhões e tornar-se o quarto cripto do momento no mercado.

O ideal de ser a nova Ethereum ainda está distante, uma vez que Ether ocupa a segunda colocação no ranking com US$ 540 bi por si só, com a diferença aumentando ao somarmos os criptos que derivam de sua rede (o que bateria os US$ 829 bi, mais de 27% do mercado).

Mas por hora, Solana vai cumprindo com maestria a função de alternativa confiável, encontrando excelente posição no universo dos criptos enquanto ainda só arranha a superfície de seu enorme potencial.

Cardano x Solana: confronto pelo presente e futuro do mercado

Disputa pelo trono tem concorrentes promissores

Inovar no mercado de criptoativos é o sonho de qualquer um, seja como criador de novas redes e produtos que se estabeleçam no meio, ou no papel de investidor astuto que descobre um diamante e multiplica o dinheiro nele aplicado.

A primeira grande inovação – fora, obviamente, o nascimento do Bitcoin (BTC) e de todo esse universo – talvez venha por parte da rede Ethereum (ETH), que abriu as portas para as inúmeras variedades de criptoativos que conhecemos hoje por meio de suas blockchains.

Não à toa, o Ether fica atrás somente do próprio Bitcoin em preço de mercado, tornando-se indispensável para o universo de criptos enquanto permitiu ganhos astronômicos a quem conseguiu aproveitar a oportunidade.

É justamente com o nobre posto da Ethereum na mira que surgiram as apelidadas “Ethereum Killers” Cardano (ADA) e Solana (SOL). Dois projetos que apostam em suas capacidades de “melhorarem” o funcionamento oferecido pela rede Ethereum ao atender usuários que buscam criar aplicativos descentralizados e usufruir dos contratos inteligentes.

As armas dos combatentes e o início do confronto

Apesar dos objetivos muito similares, cada concorrente conta com seus diferenciais. A Cardano tem desde o início de sua ascensão uma forte vocação para atender o chamado das finanças descentralizadas (DeFis), setor que muitos classificam como o primeiro grande passo para criptoativos rumo ao “mundo real”.

Outra arma do projeto, além do bom trabalho de marketing e comunicação feito pelo CEO Charlie Hoskinson (um dos fundadores da Ethereum) e sua equipe, é a validação de transações feitas feita por meio de P.O.S. (Proof of Stake), método que gasta muito menos energia do que o tradicional P.O.W. do Bitcoin, por exemplo.

A Solana, por sua vez, apesar de também operar no setor de DeFi, começou a desenvolver seu alcance sob a luz de aplicativos descentralizados (dApps) em mais áreas, utilizando-se do dinamismo proposto pela troca de informações e afins via blockchains para oferecer soluções à variados setores e suas demandas.

Seu método de validação é visto até como mais completo do que o de seu concorrente, uma vez que se utiliza de princípios do Proof of stake, mas adiciona mais uma etapa de validação por meio do cálculo de tempo entre transações ocorridas. O então chamado P.O.H. (Proof of History) apresenta mais uma camada de segurança frente ao P.O.S. e aos demais métodos.

Mas a diferença que importa, sobretudo ao considerar que ambos as redes (em seu potencial máximo) teriam condições de promover avanços similares, foge do mundo das ideias e recai sempre sobre a realidade.

Ada e Solana dispararam consideravelmente no ano e, a não ser que uma catástrofe ocorra nos menos de dois meses que ainda restam para 2021, estão no hall dos principais destaques dentre os criptoativos da temporada. O que muda, entretanto, é que um dos “concorrentes” passaram efetivamente pelo seu primeiro batismo de fogo, enquanto o outro ainda patina e perde o ritmo acelerado de alta que acumulava.

Já no final de setembro, a Solana indicava crescimento total no ano superior aos 9.600%, estabelecendo-se consideravelmente acima dos US$ 200 logo no início de novembro. A rede foi cada vez mais exigida – acelerando projetos até no setor de DeFi, carro chefe da Cardano – e mostrou plena capacidade de suportar as demandas dos programadores que desenvolveram aplicativos em sua rede.

Por sua vez, a Cardano subiu 1.400% e apontava para o rompimento da barreira dos US$ 3 como ponto determinante para entrar em um novo patamar de preço. Entretanto, a atualização Alonzo, Hard Fork que daria ao sistema um maior potencial de atender os contratos inteligentes, mas estagnou desde sua conclusão em setembro.

Na verdade, “estagnar” é uma palavra, uma vez que a novidade é relativamente recente e ainda estaria em tempo hábil de adaptação em outros casos. Mas aí, a grande promessa de sucesso feita sob o ativo, com projeções mais otimistas mirando preço acima dos US$ 10 para Ada, jogou contra.

A decepção gerada pela demora fez com que os preços voltassem a brigar para se manterem nos US$ 2, enquanto Solana acelera e se estabelece em US$ 240. Apesar do preço muito mais baixo, Cardano permaneceu mais alta que sua rival no top 10 de marketcap – valor total empreendido no ativo em mercado – pela maior parte de 2021. A virada ocorreu na terça-feira (2), quando SOL passou os mais de US$ 63 bilhões em valores totais da ADA e acelerou rumo à quarta posição.

Vale ressaltar ainda nessa disputa três aspectos dessa movimentação. O primeiro é referente ao maior fluxo de mudanças ter sido notado diretamente nos dois ativos, o que indica que além do aumento natural de investidores adcionando Solana ao seu portfólio, muitos aceitaram possíveis perdas com Ada e investiram seus recursos na concorrente.

O segundo fica por conta da visível distância momentânea que vai se abrindo, já que enquanto Cardano mantendo seu crescimento em ritmo lento até resolver as pendências de seu sistema, Solana já saltou seu marketcap para a casa dos US$ 72 bi.

Por fim, mas não menos importante. Não importa o quão curioso seja a diminuição de ritmo da Ada, ou até mesmo o quão impressionado fique com o grande momento vivido pela rede Solana: O império ainda é da Ethereum, com as aspirantes a sucessoras ainda sendo, na verdade, dependentes do segundo maior elemento dentre os criptoativos.

A briga é muito boa e está longe de acabar, com tudo indicando que daqui um tempo, ambos os projetos possam decolar de uma vez mesmo que disputem o mesmo espaço. Mas é certo dizer que nesse round final de 2021, Solana está definitivamente na frente.

A cripto-revolução da Índia como resposta à China

Lacuna extensa prejudica mercado

Venhamos e convenhamos, é impossível substituir o impacto chinês em quase qualquer aspecto sócio-cultural. Se tratando então de questões econômicas, seja do presente posto de segunda economia mundial, ou na experiência milenar em comércio no passado, a troca fica ainda mais inviável.

No mundo dos criptoativos, portanto, a brusca saída chinesa foi sentida. De polo mundial em mineração (que já chegou a ser responsável por 90% dos criptos no mercado) e centro de desenvolvimento de novos projetos, o país se torna principal nação inimiga da iniciativa, causando queda considerável em todo o mercado no mês de setembro quando anunciou o banimento e a criminalização de atividades relacionadas aos criptoativos.

Mas o mundo reagiu bem ao baque, com investidores mantendo a confiança para comprar nas baixas aos líderes de governos nacionais se movimentando mais positivamente (na maioria dos casos) frente às coins e tokens.

Ascenção notável da Índia – Sucessora ideal?

E enquanto tudo isso ocorria nos últimos 30 dias, movimentações ocorridas na Índia começaram a colocar o país como um dos protagonistas na retomada dos criptos na Ásia. Uma movimentação que pode ser muito mais impactante do que se imagina para o futuro, caso se concretize.

Isso porquê se a missão de substituir os chineses é árdua, talvez os indianos sejam a única nação, sobretudo no continente asiático, a suprir sua carência.

A China conta com a maior população do mundo, com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, o que sob o olhar mais “frio” da economia, indica grande público consumidor e abundância de mão de obra mais barata.

Estas possibilidades também se aplicam à Índia, segunda maior população do mundo com 1,38 bilhão. De quebra, trata-se do país líder em redes móveis no planeta, se colocando entre as nações com o maior número de usuários ativos da internet mundial.

E apesar da China contar com o triplo da extensão territorial, melhor estrutura no geral e economia mais forte, quando o assunto é TI a Índia também é uma das referências mundiais.

A revolução tecnológica iniciada a mais de duas décadas atrás trouxe avanço econômico nunca antes visto pelo país, que se tornou potência em produção e desenvolvimento de softwares e afins, com as quase 1000 empresas de tecnologia existentes no país podendo ser avaliadas em US$ 1 trilhão até 2030, de acordo com o relatório do grupo McKinsey & Co. e SaaSBoomi.

A junção de todas estas características é o que promove a ascensão indiana no cenário de criptomoedas. O “solo propício” para o desenvolvimento em grande escala do mercado, aliás, já vai sendo agressivamente fertilizado. Um dos primeiros sinais recentes dados pelo país veio da própria população, que com números expressivos, demonstra abraçar os criptos.

Exchanges e carteiras virtuais que abriram seus serviços em território indiano não param de quebrar recordes de adesão, com destaque para a CoinSwitch Kuber, que no mês de setembro alcançou 10 milhões de usuários em menos de um ano e meio de existência.

Pesquisas ainda indicam que 1 a cada 5 indianos pretende investir em criptoativos nos próximos 6 meses. E tudo indica que a popularização do modelo de investimento deve acelerar em breve, com o anúncio de que a rede social Chingari, líder do segmento no país, vai lançar sua própria criptomoeda após captar US$ 19 milhões para o projeto. Sua Blockchain, aliás, funcionará na rede Solana (SOL).

Estes são apenas os últimos reflexos do crescimento de 40% na cripto-indústria indiana ocorrido nos últimos 5 anos, mas já foram suficientes para abrirem os olhos do mundo. Tanto que a gigante dos investimentos de risco Andreessen Horowitz, em parceria com o Coinbase Ventures, aportou US$ 260 milhões à CoinSwitch Kuber. A sociedade estabelecida catapultou o valor da ainda jovem Exchange para US$ 1,9 bilhão, indicando que a plataforma deve se tornar em breve a referência de toda essa revolução não só na própria Índia, mas em toda Ásia.

A China continuará sendo a China. Não vai falir caso mantenha a política extremamente anti-criptos para o resto dos tempos (o que duvido que ocorra), enquanto o mercado de criptoativos ainda terá todo o interesse do mundo em retornar às carteiras chinesas.

Mas fato é que alguns dos principais pilares dos criptoativos, a descentralização, seu dinamismo e a liberdade promovida, permitiram que as portas fechadas doessem menos. O resto do mundo se virou para suprir a carência chinesa, enquanto, de quebra, parece que desponta no horizonte um candidato digno à preencher a lacuna deixada no tão importante mercado asiático.

Crypto Weekend – 10 à 12 de Setembro

Blockchains no rastreamento de containers

Na sexta-feira (10), a Global Shipping Business Network (GSBN) anunciou o lançamento de uma plataforma baseada em blockchains que pode ser capaz de rastrear e acompanhar, por si só, um terço de todos os containers em translado no planeta.

O projeto, que foi lançado oficialmente em março desse ano e vai se aproximando de seus primeiros testes reais, se baseia no dinamismo das blockchaiNs para digitalizar e repassar processos de envios e seus documentos. Além da facilidade propiciada na confirmação de informações, a rastreabilidade dos algoritmos inseridos nas correntes seriam ainda mais um fator de segurança para as cargas e para o próprio sistema.

Gigantes como a Oracle, Microsoft (Azure), AntChain e Alibaba Cloud estão operando juntas do GBSN no desenvolvimento da estrutura nessa nova etapa.

Quase metade dos brasileiros apoiam oficialização do Bitcoin

Entre o sábado (11) e o domingo (12), uma pesquisa encomendada pelo Sherlock Communications em parceria com a plataforma Toluna indicaram que 48% dos brasileiros acreditam que o Bitcoin (BTC) também deva ser adotada como moeda oficial do Brasil. Apesar dos 52% restantes representarem maioria, 30% destes foram indiferentes enquanto somente 9% foram fortemente contrários à ideia.

Os números colocam o posicionamento brasileiro entre os mais favoráveis às criptomoedas na América Latina, à frente de Colômbia, Argentina (ambos com 44%) e México (43%). O questionamento foi motivado pela histórica oficialização da criptmoeda em El Salvador, na semana passada.

“Alonzo” chega à Ada Cardano

E após semana turbulenta, os contratos inteligentes finalmente chegaram à Ada Cardano (ADA) no fim da tarde de domingo.

Tendo passado por diversas etapas-teste desde o início de 2021 (ano em que registrou alta de mais de 1400%), a atualização “Alonzo” dá ao ativo a possibilidade dos programadores criarem e implementarem seus próprios contratos na blockchain da Cardano, abrindo o caminho para o desenvolvimento dos aplicativos descentralizados (dApps), além de assumir oficialmente espaço no mercado junto à Ethereum (ETH) nos campos de DeFi’s e NFT’s.

Com a passagem pelo hard fork, a Ada se recuperou das incertezas relatadas por usuários em meio aos últimos testes da atualização, a moeda fechou em alta de 4% (U$ 2,56) no domingo e, de acordo com analistas, retoma o potencial promissor de valorização esperado até o final do ano.

Reviravolta no caso Walmart/Litecoin

Por fim, essa segunda (13) amanheceu com uma reviravolta no mercado das criptomoedas. Isso após um anúncio de que a Litecoin (LTC) seria aceita como forma de pagamento na rede Walmart, referência mundial dentre lojas de departamento, o ativo subiu mais de 30% em 20 minutos e se manteve em alta recorde.

Nesse meio-tempo sobrou até para a Bitcoin, que apresentou queda de 2% no mesmo espaço de tempo, já que no comunicado, o CEO da empresa, Doug McMillon, teria dito que a escolha pela Litecoin foi feita por esta ser “Mais prática e rápida do que a Bitcoin”.

Entretanto, o próprio McMillon foi quem veio à público para desmentir a notícia. O reflexo foi sentido no mercado de criptoativos e, obviamente, o destaque ficou para as moedas envolvidas na fake news. Próximo ao meio-dia do horário de Brasília, a Litecoin já voltava a registrar queda, com baixa de 2,12% no recorte de 24 horas (período em que o estouro pós-anúncio está incluso), enquanto o Bitcoin indicava nova queda de 4%.

Altcoin destaque: Solana (SOL)

Sem fazer tanto alarde quanto os projetos da Ada Cardano, a Solana também vem em franca ascensão nesse ano de 2021.

Tendo valorizado 95.000% desde seu lançamento e seguindo ritmo impressionante semana após semana, sua blockchain está se tornando extremamente atrativa para desenvolvedores, atraindo oracles para seu ecossistema, o que é essencial para DeFi’s.

O ativo, entretanto, entrou na sexta-feira em reflexo de reajuste, como reação da oferta de venda após seu valor cruzar pela primeira vez a barreira dos US$ 200 durante a quinta-feira (9). Nesse contexto, a moeda atravessa momento de queda, após figurar na casa dos US$ 180 no sábado e US$ 170 no domingo, tendo aberto a segunda-feira US$ 167,68 (queda de 16,15% aproximadamente).