Mato Grosso começa colheita da maior safra de soja da história do Brasil

Por Ana Mano e Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) – Produtores de soja em Mato Grosso começaram a colher os primeiros campos do Estado nesta semana, mas com os trabalhos ainda muito localizados, poucos se arriscam a prever a produtividade das lavouras ou estimar o percentual colhido no maior fornecedor da oleaginosa no país.

Ainda assim, o início da colheita logo após o Natal representa um avanço de cerca de 20 dias em relação ao ciclo anterior, quando os produtores semearam a soja mais tarde por causa de problemas climáticos.

Menos de 1% da soja estava colhida em meados de janeiro de 2021, quando a safra atrasou, segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), panorama que não deve se repetir neste ano.

“O início está regular”, disse Matheus Pereira, diretor da consultoria Pátria AgroNegócios. “Nosso levantamento estima que no dia 4 de janeiro já tenhamos percentuais relevantes (colhidos)”, disse ele, em referência ao Estado que dá início aos trabalhos de colheita no país.

O Mato Grosso deverá colher um recorde de 38,14 milhões de toneladas, alta de 5,8% na comparação anual, segundo a última estimativa do Imea, que indica que o Estado responderá por mais de um quarto da safra do Brasil, maior produtor e exportador global.

Fernando Cadore, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) no Estado, afirma que a colheita começou em poucas áreas, notadamente as irrigadas. Nessas regiões, os produtores plantaram cedo para semear a segunda safra de algodão e milho dentro da janela ideal.

O conglomerado Amaggi, que nesta safra plantou cerca de 176 mil hectares com soja, começa hoje a colheita em Campo Novo do Parecis, segundo comunicado. A empresa, que costuma plantar vastas áreas com algodão, estima produtividade média de 60 sacas por hectare em seus campos de soja.

Em Brasnorte, também no oeste do Estado, as colheitadeiras do produtor Jorge Pires entraram em ação na segunda-feira, segundo um vídeo visto pela Reuters.

Mas as máquinas devem mesmo circular com força a partir de 15 de janeiro no Estado. Segundo Cadore, até 20 de fevereiro, grande parte da soja de Mato Grosso terá sido retirada dos campos, garantindo maior oferta da safra nova para exportação.

PRODUTIVIDADE

No leste do Estado, o produtor Marcos da Rosa disse que o clima favorável deve permitir uma produtividade maior em sua área em relação a 2021.

“É uma micro região onde não está chovendo em excesso e a gente consegue dias de sol”, disse. “Se eu andar 30 quilômetros para o lado da cidade, que é Canarana, já é outro clima.”

O produtor afirmou que colheu em média 65 sacas por hectare em 2021, enquanto a média do município foi de 57 sacas.

Devido à sua extensão, o rendimento das lavouras pode variar nas macro regiões de Mato Grosso.

Entre Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, por exemplo, o excesso de chuvas fez algumas variedades brotarem na vagem, ocasionado perdas importantes, segundo produtores.

O problema também ocorre na região de Sorriso, capital mundial da soja, onde algumas áreas tiveram muitos dias nublados, disse Rosa.

Enquanto isto, no Sul do Brasil, as lavouras sofrem com a falta de chuva e a colheita deve ganhar ritmo mais tarde.

Antônio Galvan, que preside a Aprosoja nacional, afirmou que é cedo para fazer previsões precisas sobre a safra, em meio à seca ao Sul do país.

Ele esteve no Mato Grosso do Sul e passou na terça-feira pelo Paraná, onde viu áreas em situação lastimável.

“Aqui está feio”, disse ele após inspecionar o início pontual dos trabalhos no oeste paranaense, no Estado que pode perder a segunda posição no ranking nacional de produção para o Rio Grande do Sul, após perdas registradas pela seca.

O Brasil caminha para produzir um recorde de mais de 140 milhões de toneladas na safra 2021/22, segundo pesquisa da Reuters divulgada em meados do mês, a despeito do fenômeno La Niña que provoca perdas no Sul.

Paraná corta projeção para safra de soja a 18,4 mi t após problemas climáticos

Por Nayara Figueiredo

SÃO PAULO (Reuters) – Depois de estimar um recorde de quase 21 milhões de toneladas no mês passado, o Paraná passou a projetar a safra de soja 2021/22 em 18,4 milhões, com queda de 7% no comparativo anual, em meio a problemas com clima no Sul, mostraram dados do Departamento de Economia Rural (Deral) nesta quarta-feira.

O corte na estimativa confirma as expectativas do mercado de que já há perda decorrente da seca e altas temperaturas em determinadas regiões produtoras, condições causadas pelo fenômeno climático La Niña.

“É uma primeira avaliação do impacto da estiagem e desse período mais quente, com aproximadamente 12% de redução de produtividade na cultura da soja, em relação ao que estimávamos inicialmente”, disse à Reuters o economista do Deral Marcelo Garrido.

Ele calcula que na região oeste, uma das mais afetadas do Estado, a quebra na safra de soja seja de no mínimo 32%. “Monitoramos mês a mês, mas essa redução já está consolidada”, comentou.

Garrido ainda lembrou que o Paraná –um dos principais Estados produtores de soja do país– recebeu chuvas em altos volumes em outubro, durante grande parte do plantio. Mas a partir de novembro as condições se inverteram, o clima ficou muito quente e com precipitações abaixo da média, cenário que se estendeu até dezembro.

Na terça-feira, o departamento ligado ao governo estadual cortou suas avaliações de qualidade para soja e milho, e somente 57% das lavouras da oleaginosa foram consideradas boas, contra 71% na semana anterior. Outros 13% das áreas foram classificados como ruins.

Com relação ao plantio, a área da soja ficou praticamente estável, em 5,64 milhões de hectares, contra 5,63 milhões na projeção anterior, mostraram os dados divulgados nesta quarta-feira.

Para o milho verão, o Deral também reduziu as expectativas de produção, de 4,19 milhões de toneladas para 3,68 milhões. No entanto, o volume ainda supera em 18% o total colhido na primeira safra do cereal 2020/21.

A área de verão 2021/22, entretanto, foi novamente revisada para cima, de 430 mil para 434,8 mil hectares. A nova estimativa representa avanço de 17% sobre o ciclo anterior.

Ainda de acordo com o levantamento, a produção de trigo 2021 foi projetada em 3,22 milhões de toneladas, quase estável em relação à última análise, com 1% de avanço comparado à safra passada.

Com uma safra recorde em 2021, o Rio Grande do Sul ultrapassou o Paraná e se tornou o maior produtor do cereal no Brasil. Nesta semana, a Emater-RS estimou a safra gaúcha em 3,4 milhões de toneladas.

 

(Por Nayara Figueiredo)

Conab eleva estimativas de safra e de exportação de soja do Brasil

SÃO PAULO (Reuters) – A safra de soja do Brasil 2021/22 foi estimada nesta quinta-feira em recorde de 142,8 milhões de toneladas, apontou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), elevando a projeção em cerca de 800 mil toneladas na comparação com o levantamento do mês anterior.

Com ligeiros ajustes na área plantada e na produtividade média, a safra de soja do maior produtor e exportador global de soja agora deverá crescer 4% ante o ciclo 2020/21, segundo Conab.

A companhia estatal ainda elevou a estimativa de exportação de soja do Brasil em 2022 para 90,67 milhões de toneladas, ante 89,9 milhões na previsão anterior.

Citando a redução da mistura de biodiesel no diesel, definida pelo governo, a Conab também vê maior exportação de óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível.

A exportação de óleo de soja do Brasil em 2022 deve atingir 1,53 milhão de toneladas, ante 1,1 milhão na previsão anterior, enquanto a projeção para 2021 subiu para 1,66 milhões de toneladas.

 

(Por Roberto Samora)

IGP-DI cai mais que esperado em novembro com minério de ferro; gasolina salta 7,44%

SÃO PAULO (Reuters) – O IGP-DI –uma medida mais ampla de inflação divulgada pela FGV– caiu mais do que o esperado em novembro, mais uma vez influenciado pelo comportamento dos preços de grandes commodities, mostrou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,58% em novembro, após alta de 1,60% em outubro. Pesquisa Reuters apontava recuo de 0,50%.

O índice acumula aumento de 16,28% no ano e de 17,16% em 12 meses. Em novembro de 2020, o IGP-DI havia subido 2,64% e acumulava elevação de 24,28% em 12 meses.

“Mais uma vez, minério de ferro (4,29% para -24,98%), soja (-0,38% para -3,73%) e milho (-4,45% para -5,15%) apresentaram queda em seus preços influenciando o resultado do IGP”, afirmou em nota André Braz, coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo-Disponibilidade Interna (IPA-DI) –que mede as variações médias dos preços recebidos pelos produtores domésticos na venda de seus produtos e responde por 60% do IGP-DI– caiu 1,16% em novembro, após alta de 1,90% no mês anterior. O estágio das Matérias-Primas Brutas caiu 6,40% em novembro, depois de aumento de 0,75% em outubro.

Na contramão, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou a alta para 1,08% em novembro, contra 0,77% em outubro.

Duas das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Transportes (de 1,31% para 3,07%) e Habitação (de 0,37% para 0,56%). Vale mencionar o comportamento de gasolina, cuja alta acelerou de 2,73% para 7,44%, e condomínio residencial (de 0,39% para 1,43%).

O IPC –que abrange 30% do IGP-DI– mede variações intertemporais de preços de um conjunto fixo de bens e serviços componentes de despesas habituais de famílias com nível de renda situado entre 1 e 33 salários mínimos mensais.

Com 10% do IGP-DI, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) esfriou a alta em novembro para 0,67%, de 0,86% no mês anterior.

 

(Por José de Castro)

China compra soja brasileira e norte-americana após queda de preço

CHICAGO (Reuters) – Importadores chineses compraram um pequeno número de carregamentos de soja na quarta-feira para embarque em dezembro e janeiro da Costa do Golfo dos EUA e de portos brasileiros, disseram analistas e um trader de exportação.

As compras de cerca de três a quatro carregamentos, ou até cerca de 240.000 toneladas, ocorreram após uma queda acentuada nos preços na terça-feira, com recuo de quase 2% no mercado futuro de soja de Chicago.

Os importadores da China, o maior comprador mundial de soja, registraram mais embarques de soja brasileira do que o normal este ano durante a tradicional temporada de exportação dos EUA, em meio à alta nos preços dos EUA e um dólar mais forte.

As compras confirmadas de soja dos EUA pela China na safra deste ano totalizaram cerca de 19,7 milhões de toneladas até 18 de novembro, de acordo com os últimos dados do Departamento de Agricultura dos EUA, em comparação com quase 29,2 milhões de toneladas no mesmo ponto no ano passado.

“Com a queda (nos preços) que tivemos, eles estão procurando garantir mais soja. Seu esmagamento é lucrativo”, disse Don Roose, presidente da U.S. Commodities em West Des Moines, Iowa.

“Eles estão comprando da América do Sul e dos Estados Unidos, mas nossa janela de vendas está fechando, então temos que nos ocupar. Em fevereiro, não seremos mais o principal exportador. Começa a mudar bastante para a América do Sul”, disse ele.

A China tem cerca de 85% de suas compras estimadas de soja em dezembro reservadas, junto com cerca de metade de suas necessidades de janeiro, disse um trader de exportação dos EUA.

(Por Karl Plume e Julie Ingwersen em Chicago)

Agricultores apostam em chuvas em setembro para antecipar plantio de soja em MT

Por Ana Mano

O “timing” do plantio de soja em Mato Grosso é particularmente importante pelo fato de o Estado produzir mais de metade da segunda safra de milho do Brasil –quanto mais tarde a semeadura da oleaginosa ocorre, menor a janela para o cultivo do cereal.

Segundo o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, modelos indicam que neste ano a chuva chegará mais cedo do que nos anteriores. Ele acrescentou que o mês de outubro trará precipitações regulares para os Estados do Centro-Oeste, mas abaixo da média para o Sul.

O tempo atipicamente seco no ano passado atrasou o plantio de soja em várias semanas, comprometendo a “safrinha” de milho.

Como as chuvas atrasaram em 2020, os produtores tiveram de semear cerca de metade da safra de soja do Estado –o equivalente a cerca de 5 milhões de hectares– nos primeiros 20 dias de novembro, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Isso significa que os agricultores perderam a janela ideal para a semeadura da segunda safra de milho nos dois primeiros meses de 2021 –uma situação que esperam evitar neste ano, diante da forte demanda por milho para ração animal.

“Se em setembro molhar bem a terra, a gente está com vontade de plantar mais cedo para garantir uma boa safrinha de milho”, disse à Reuters o produtor Marcos da Rosa.

A segunda safra de milho do Brasil representa cerca de 70% da produção do cereal no país, mas o atraso de plantio causado pela seca e as geadas subsequentes derrubaram a produção em 2021, elevando os preços internos, aumentando a necessidade de importações e encorajando agricultores a plantar mais no novo ciclo de 2021/22.

O produtor José Soares afirmou que chuvas antecipadas neste ano podem permitir que a semeadura tenha início em 20 de setembro em partes de sua fazenda.

“A janela ideal para plantio do milho vai de 15 de janeiro a 20 de fevereiro, podendo estender até final de fevereiro”, disse ele. “Por isso a importância de plantarmos a soja cedo, para liberação da área para o plantio do milho segunda safra.”

Todos os anos, o agricultor Cayron Giacomelli se prepara para iniciar o plantio de soja por volta do dia 15 de setembro, quando a temporada começa de maneira oficial, embora isso não tenha sido possível no ano passado.

“Estamos bem otimistas com esta antecipação de chuvas. Isso deixa a gente bem traquilo para safrinha se realizar com força total”, disse Giacomelli.

Sojicultor do Brasil segura produto em aposta na alta de preços

Por Ana Mano

Outra razão para o “entesouramento” da produção é o temor de que o fenômeno climático La Niña possa limitar a próxima safra da América do Sul, segundo produtores e corretores.

Eles também citaram o aumento das tensões políticas domésticas, que poderiam enfraquecer o real nos próximos meses e justificar vendas em um momento futuro.

Os agricultores esperam forçar exportadores e a indústria local de processamento a pagar mais pela soja. Isso, por sua vez, pode impulsionar a inflação global dos alimentos, fazendo com que os preços da soja e milho –que já atingiram máximas de oito anos em 2021– subam ainda mais.

Em Estados como Rio Grande do Sul e Paraná, os produtores ainda têm 12,4 milhões de toneladas de soja da safra 2021 para vender, segundo estimou a consultoria Safras & Mercado no início de agosto. Isso representa cerca de metade dos quase 25 milhões de toneladas do ciclo 2021 ainda não comercializados.

Luis Fucks, agricultor no Rio Grande do Sul, disse que os produtores não estão com pressa para vender e esperam que os preços possam atingir 14 dólares por bushel.

Décio Teixeira, do mesmo Estado, afirmou que alguns produtores estão esperando que as cotações voltem à casa de 170 reais (32,85 dólares) por saca de 60 kg antes de fechar negócios novamente, acrescentando que manteve uma grande parcela de sua produção para negociar mais tarde.

O La Niña costuma trazer tempo seco para a América do Sul.

“Hoje em dia parece que ter o grão na mão é mais seguro que ter uma moeda”, disse Teixeira.

Iuri Gomes, da corretora paranaense Origem, disse que os estoques de soja da região Sul estão acima do esperado. Segundo ele, as processadoras de soja locais estão dispostas a pagar mais do que os mercados exportadores pela oleaginosa. Prêmios domésticos mais altos seriam a única forma de convencer os produtores a aceitarem as ofertas dos compradores, disse.

Este cenário pode limitar o volume de soja que o Brasil exportará à China, sua principal compradora. Neste mês, o governo reduziu sua estimativa para as exportações de soja em 2021 para 83,4 milhões de toneladas.

Após anos de um excesso de oferta de grãos no mundo, os agricultores brasileiros conseguiram capitalizar o aumento dos preços, que começaram a subir no segundo semestre de 2020 devido a preocupações com as safras dos Estados Unidos e da América do Sul, além da forte demanda da China.

“O produtor segue felizão da vida, com as contas todas pagas”, disse Gomes. “O produtor está vendo o mercado se matar para tentar arrancar o grão dele.”

No Rio Grande do Sul, um dos maiores produtores de soja do Brasil, os produtores haviam comercializado 62% da safra de soja 2021 até 6 de agosto, 11 pontos percentuais abaixo da média histórica para o período, segundo dados de Safras&Mercado. No Paraná, as vendas atingiam 78%, dois pontos abaixo da média de cinco anos.

Os dois Estados deverão colher, juntos, 42,2 milhões de toneladas de soja em 2022, mas apenas cerca de 12% da produção combinada futura já foi vendida de maneira antecipada, também abaixo da média histórica, disse a Safras.

Em agosto do ano passado, o Rio Grande do Sul já havia comercializado 27% de sua safra futura, enquanto as vendas no Paraná atingiam 45%.

Exportadores dos EUA vendem 256 mil t de soja para China com entrega em 2021/22, diz USDA

O ano comercial da oleaginosa nos EUA começa nesta quarta-feira.

Por lei, os exportadores devem informar prontamente as vendas acima de 100 mil toneladas de uma commodity, e 20 mil ou mais toneladas de óleo de soja, feitas em um dia. Volumes menores são relatados semanalmente.

(Reportagem de Nakul Iyer em Bengaluru)

Corteva Lança Soja Biotecnológica no Brasil para Bater de Frente com Bayer

Por Ana Mano

A empresa disse que sua semente de soja Enlist pode resistir a três herbicidas, incluindo glifosato, glufosinato de amônio e a nova fórmula da companhia que contém 2,4-D sal colina.

“Queremos dar liberdade de escolha, opção aos produtores locais, já que antes existia basicamente uma única empresa atuando na parte de biotecnologia no mercado de soja”, disse o presidente da Corteva no Brasil e Paraguai, Roberto Hun, em entrevista.

A empresa competirá diretamente com a Intacta, tecnologia de soja geneticamente modificada da Bayer, que também resiste a herbicidas e insetos.

Hun disse que o uso da Enlist nos Estados Unidos superou as expectativas. A rápida adoção pelos agricultores levou 35% da área de soja dos EUA a ser cultivada com o produto três anos após seu lançamento, segundo ele.

Christian Pflug, head da tecnologia Enlist para Brasil e Paraguai, disse que os agricultores locais poderão ser capazes de aumentar a produtividade da soja de 2% a 5% caso adotem o produto. A empresa espera que um terço da área de soja do Brasil seja plantada com suas sementes biotecnológicas dentro de cinco anos.

Como parte de sua linha de produtos Enlist, a Corteva também planeja lançar no Brasil outra semente de soja geneticamente modificada, a Conkesta. A empresa afirma que ela pode resistir aos mesmos três herbicidas, bem como a alguns tipos de lagartas –uma praga comum na agricultura tropical.

O lançamento da Conkesta ainda depende de aprovação da União Europeia para essa tecnologia específica, já que o bloco importa soja e farelo de soja do Brasil, disseram os executivos.

A maior compradora de soja do Brasil é a China, onde os produtos Enlist e Conkesta já foram liberados pelas autoridades regulatórias, afirmaram.