Receio com queda da bolsa faz demanda por opções aumentar nos EUA

Nos EUA, os investidores estão cada vez mais se voltando para a ferramenta das opções para se protegerem caso o mercado de ações caia nas próximas semanas.

Os traders estão aumentando as compras de contratos de opções de venda (chamadas de puts), na esperança de que os derivativos ofereçam uma proteção caso as ações caiam do território recorde. 

Vários são os fatores para justificar uma possível queda.

Primeiramente, o fato do S&P 500 está constantemente renovando seu topo histórico, sem uma alta correspondente nos lucros das empresas, é um indicativo de que as ações podem estar caras.

Além disso, há o receio de uma nova onda de disseminação da variante do coronavírus, chamada de Ômicron. 

Outro fator que tem causado apreensão entre os investidores é a política monetária mais rígida do Federal Reserve (Fed), que deve aumentar os juros em meados de 2022.

Tudo isso tem levado tanto os comerciantes de varejo quanto os institucionais a adotarem medidas para se proteger contra uma eventual reviravolta dos mercados.

O que são opções?

Opções são contratos negociados no mercado financeiro que dão ao seu detentor o direito de comprar ou de vender um determinado ativo por um valor estabelecido em uma data específica do futuro. 

Um contrato de opção estabelece um preço predefinido (preço de exercício, também chamado de strike) e uma data de vencimento em que a negociação poderá ou não ocorrer, a depender da situação.

Basicamente, há dois tipos de contratos de opções:

  1. Opções de venda (chamadas de put);
  2. Opções de compra (chamadas de call).

Dessa forma, a pessoa que comprou uma opção de compra (call) de uma ação terá o direito de exercer a compra do ativo a um preço determinado em uma data futura (data de vencimento).

Enquanto que, do outro lado, a pessoa que vendeu a call terá a obrigação de comprar o ativo ao preço estabelecido na data acordada.

O contrário ocorre em contratos de puts (opções de venda). Ou seja, o comprador terá o direito de vender a ação pelo preço estipulado, enquanto que o vendedor da opção terá que fazer a compra caso o titular exerça seu direito.

Em termos gerais, todo direito é acompanhado de um dever. Caso eu queira ter o direito de negociar um ativo a um determinado preço específico, outra pessoa terá que assumir um dever com essa negociação.

Para adquirir uma opção é preciso pagar um certo preço (prêmio da opção). Esse valor irá para o agente que aceitar incorrer na obrigação estipulada no contrato.

O que o aumento da procura de opções significa?

A mudança de comportamento dos investidores nos EUA é uma mudança digna de nota. Isso porque indica que a sensação de incerteza e o medo vem aumentando entre os agentes de mercado, o que pode gerar uma fuga das bolsas a partir de pequenos ruídos negativos.

“Quando você tem inflação, registra altos preços de ativos e taxas de juros em alta, isso cria uma tempestade perfeita para pessoas que desejam comprar um pouco de proteção extra”, disse Tom Sosnoff, cofundador da corretora Tastyworks. 

“Sempre que você consegue recordes de alta, as pessoas pensam ‘quando é que o sapato vai cair?’.”

Vishal Vivek, estrategista do Goldman Sachs, observou que as negociações de opções de venda de ações atingiram um recorde de US$ 353 bilhões em 3 de dezembro e que os volumes diários médios de negociação de US$ 233 bilhões em novembro foram um recorde histórico. 

Vivek acrescentou que a média de volume de venda diária de US$ 217 bilhões em dezembro permaneceu elevada “apesar de um declínio nas opções de compra de ações individuais”. 

Há sinais de que parte dessa compra está vindo de traders varejistas. Jason Goepfert, da SentimenTrader, estima que cerca de 23% dos novos contratos de opções de varejo abertos na semana encerrada em 17 de dezembro foram para opções de venda, ante 16% no início de novembro.

Van Dooijeweert acrescentou que não foram simplesmente os comerciantes de varejo se voltando para as opções. Os grandes gestores de dinheiro também estão se movimentando em torno de contratos de opções, usando-os para proteger suas carteiras em vez de títulos do Tesouro.

De acordo com dados da Cboe Global Markets e Option Metrics, no geral, o número de contratos de venda em aberto aumentou mais de 25% desde o final de 2019.

Ações de tecnologia foram destaque em 2021 e seguem recomendadas

O termo FAANG é usado entre os investidores de ações para descrever o grupo das maiores empresas do setor de tecnologia: Facebook (agora Meta), Amazon, Apple, Netflix e Google.

Embora estejam de fora da sigla, talvez seja apropriado incorporar mais dois nomes neste conjunto: a Tesla e a Microsoft

Há alguns analistas que optam por chamar essas ações de “ações de uma única decisão”, ou seja, são ações que você deve comprar e nunca mais vendê-las.

Isso porque estas são talvez as companhias com maior potencial de inovação e adaptabilidade do mundo. 

A tecnologia é um dos principais fatores responsáveis pelo crescimento das empresas e das sociedades. 

É a partir das inovações tecnológicas que a humanidade se desenvolveu, criou novos produtos, novos empregos, diferentes formas de se relacionar e elevou seu nível de bem-estar.

E se há algum lugar que as próximas inovações deverão se desenvolver, é muito provável que as ações FAANGs contribuirão de alguma forma.

Entretanto, como é de praxe lembrar, todo potencial ganho é acompanhado de um grau de risco de mesmo tamanho. E isso não é diferente com as ações que citamos aqui.

Elas estão precificando um crescimento de lucro abismal para os próximos anos. Caso este crescimento não ocorra, é bem provável que suas cotações caiam fortemente.

Porém, se o crescimento for igual ou acima do esperado, é também igualmente esperado que os preços continuem subindo ininterruptamente.

Desempenho em 2021

Todas as ações citadas aqui possuem suas versões em BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que permitem aos investidores brasileiros investirem sem precisar enviar dinheiro para o exterior.

Estas podem ser acessadas a partir dos seguintes tickers:

  • Alphabet (dona da Google): GOGL34
  • Amazon: AMZO34
  • Apple: AAPL34
  • Facebook (atualmente chamada de Meta): FBOK34
  • Microsoft: MSFT34
  • Netflix: NFLX34
  • Tesla Motors: TSLA34

Ao contrário das ações brasileiras, as BDRs das gigantes da tecnologia se valorizaram fortemente neste ano de 2021. 

Uma pequena parte se deve ao dólar, que subiu cerca de 9% neste ano. Porém, a maior parcela dos ganhos se deve às perspectivas positivas para o futuro.

Em ordem de desempenho das BDRs do grupo de gigantes da tecnologia que mais subiram no ano, temos: Google (+81%), Microsoft (+67,7%), Tesla (+62%), Apple (+ 48,2%), Facebook (+37,6%), Netflix (+25%), Amazon (+13,6%).

Recomendações

Quem investiu nas ações de tecnologia em 2021 teve bons ganhos, ultrapassando o Ibovespa no ano. 

Apesar da Alphabet ter sido a maior alta do ano, se engana quem achar que a ação chegou ao topo e não tem muito ainda a entregar.

Para a UBS, a dona da Google ainda tem um bom caminho de subida pela frente e deve continuar apresentando um desempenho superior frente ao mercado.

De acordo com o relatório do banco, o preço-alvo das ações da Alphabet negociadas nos EUA é de US$ 3.925,00, o que nos dá um potencial de ganho de cerca de 32% em relação à cotação atual.

Outra companhia com boa recomendação é a Apple. As ações negociadas no mercado americano estão com recomendação de compra pelo banco Morgan Stanley, com preço alvo de US$ 200,00. 

Aqui o potencial de ganho é menor, de 17,6%, mas que pode aumentar a depender da mudança de expectativas na medida em que os projetos da companhia forem tendo sucesso.

É hora de comprar? Ações da Lojas Renner já caíram 54% desde a pandemia

Se tem um setor que foi fortemente penalizado com a crise da pandemia da Covid-19, com certeza foram as lojas varejistas de moda. 

Devido a política de distanciamento social, com restrições de circulação de pessoas e proibição de eventos, os consumidores foram menos vezes aos comércios e compraram menos roupas nos últimos dois anos.

Entre as vítimas da pandemia, temos a Lojas Renner (LREN3), cujo valor das ações já caiu 54% desde o pico histórico, em janeiro de 2020, quando custavam R$ 54,26. 

Atualmente, as ações da varejista estão custando R$ 24,60.

Pontos negativos da LREN3

No geral, as incertezas quanto a capacidade da gestão de recuperar as margens e o crescimento pré-pandemia seguem como principais justificativas para os preços baixos das ações da Renner.

Entre os fatores precificados nessa forte queda estão:

  • a queda de 48% do lucro líquido dos últimos 12 meses em relação ao ano de 2019;
  • o aumento de 100% da dívida bruta;
  • a queda do ROE (Retorno sobre o patrimônio), de 23,36% em 2019 para 5,98% nos últimos 12 meses;
  • o receio de novas restrições para as lojas devido às chances de uma nova onda de contaminação.

Pontos positivos da LREN3

Apesar dos fatores negativos, as Lojas Renner têm tido relativo sucesso na recuperação das receitas perdidas no ano de 2020.

Durante todo o ano passado, a Renner teve uma receita de R$ 7,5 bilhões, o que representou uma queda de -21,39% em relação a 2019. 

Já nos últimos 12 meses, a receita líquida da empresa aumentou em 29,63% e já ultrapassa os valores pré-pandêmicos em cerca de R$ 200 milhões.

Isso mostra a capacidade da varejista em se adaptar à nova realidade e reconquistar o mercado. 

Vale destacar que essa recuperação não foi um mero resultado da conjuntura econômica, pois o emprego e a renda do brasileiro continuam em baixa.

A empresa tem adotado várias ações para se destacar no mercado e aumentar suas vendas.

Entre as principais medidas foi a compra da loja Repassa, um brechó online com atuação em todo o Brasil.

As aquisições são uma forma importante para buscar o crescimento em outras áreas e também fortalecer a participação no comércio online.

Além da Repassa, outras aquisições devem ocorrer, visto que, em maio, a companhia reforçou seu caixa com uma oferta subsequente de ações que levantou R$ 4 bilhões.

Outro vetor de crescimento possível daqui pra frente são as inovações, com o planejamento de criação de lojas circulares e até mesmo o uso do metaverso para a realização de eventos.

Atualmente a Renner conta com 600 lojas em operação pelo País e vem apostando em conceitos de circularidade e omnicanalidade para seus estabelecimentos. 

A ideia principal da rede é oferecer experiências de compra mais sustentáveis e inovadoras, incorporando princípios da economia circular.

Com tudo isso em conta, várias casas de análises seguem recomendando fortemente a compra do ativo. Vejamos as principais avaliações.

Recomendação do BB Investimentos

O BB Investimentos tem recomendação de compra para as ações da Lojas Renner, com preço-alvo de R$ 43,00. Isso representa um ganho potencial de cerca de 75%.

Segundo os analistas da casa, as justificativas para o investimento se dão pela gradual recuperação do setor de vestuário, evolução do ecossistema de moda e estilo da companhia, e os múltiplos descontados.

“Nossa opção por Lojas Renner para compor a Seleção BB 2022 está calcada na captura de valor com a evolução do seu plano estratégico, continuidade da recuperação gradual do setor de vestuário, múltiplos bastante descontados frente à sua média histórica e capacidade superior da companhia em combinar crescimento com rentabilidade, em comparação aos seus pares de mercado”.

Opinião do banco Santander

Para o banco Santander as ações da LREN3 estão bem descontadas em relação ao preço-justo avaliado pelo time de analistas da casa, que é de R$ 44,00.

A opinião da instituição é que a companhia está à frente de outras varejistas de vestuário, o que fez com que a Lojas Renner seja a única do segmento com recomendação de compra pelos analistas do banco.

O banco vê a Renner seguindo uma execução consistente, com recuperação mais rápida do crescimento das vendas nas mesmas lojas e bom posicionamento em relação a sua estratégia digital.

Avaliação da Ativa Investimentos

Os analistas da Ativa Investimentos reduziram o preço-alvo das ações da LREN3, de R$ 56,30 para R$ 40,90, refletindo as atuais premissas para o cenário macroeconômico do país.

Apesar disso, ainda assim, a corretora enxerga no ativo uma boa oportunidade de investimento devido ao baixo valor que as ações alcançaram. 

A expectativa é que, com a volta ao normal, a empresa consiga rapidamente ter uma performance próxima ao período pré-pandêmico. 

Os resultados do terceiro trimestre corroboram para a crença de que a Lojas Renner consiga se recuperar rapidamente. 

Outro fator que contribui para as projeções otimistas é o fato da companhia estar bem capitalizada para enfrentar as turbulências do mercado.

“Em um momento de pressão no cenário macroeconômico, o fato da companhia estar capitalizada é um fator positivo, além de deixar a Renner em uma boa posição para aproveitar possíveis oportunidades de fusões e aquisições que complementem seu ecossistema”.

Já em relação aos vetores de crescimento, os analistas mencionam o plano de expansão de lojas, com uma orientação de abertura de mais de 100 unidades da marca principal até 2025.

“Também enxergamos a empresa em uma boa posição para capturar o aumento da penetração digital no varejo de moda brasileiro, com a aceleração de iniciativas omnichannel [vendas por múltiplos canais] bem executadas e que vêm ganhando tração, mesmo diante de uma forte base de comparação”, acrescenta.

4 ações para apostar no mercado de veículos elétricos

O boom dos veículos elétricos está em pleno andamento. Enquanto o mercado global de automóveis sentiu a retração de 6% nas vendas provocada pela pandemia, o setor de elétricos não conheceu a crise.

As vendas de veículos elétricos devem crescer mais de 80%, para 5,6 milhões de unidades em 2021. Em 2020 foram vendidos 3 milhões de carros.

Atualmente há cerca de 10 milhões de carros elétricos circulando no mundo todo.

Em relatório intitulado Global EV Outlook 2021, a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) estima que até 2030 serão 145 milhões de veículos circulando no mundo.

Isso se considerarmos apenas o cenário mais conservador. Se os governos implementarem incentivos para o setor, esse número pode chegar a 230 milhões.

Já o BNEF, braço de pesquisa estratégica da Bloomberg, prevê que poderá haver até 677 milhões de veículos com emissão zero nas estradas em 2040.

Parte deste movimento é justificado pela corrida dos consumidores e investidores em direção a soluções ambientalmente mais sustentáveis e menos degradantes.

Esse cenário pode gerar ótimas oportunidades para investimentos que explorem o mercado de veículos elétricos.

À seguir, temos três opções para quem quiser apostar nesse caminho, com três empresas estrangeiras e uma brasileira.

Tesla

Quando se fala em carros elétricos instantaneamente evocamos na mente o nome da Testa.

A empresa de Elon Musk tem sido um dos principais destaques do ano em seus projetos de foguetes e veículos. Tanto é que o CEO da companhia foi eleito a personalidade do ano pela revista Time.

Depois de atingir o pico de quase US$ 1.250 por ação, em 4 de novembro deste ano, a fabricante de veículos elétricos viu suas ações caírem para baixo dos US$ 900.

Apesar da queda, alguns analistas afirmam que as ações da Tesla continuam altas, precificando um elevado crescimento.

Crescimento este que a empresa vem apresentando nos últimos resultados. 

No terceiro trimestre de 2021 a Tesla divulgou resultados recordes. O lucro líquido foi de US$ 1,62 bilhão, crescimento de 389% ante 2020. Já a receita total no trimestre cresceu 57% na base anual, para US$ 13,75 bilhões.

Atualmente, o desafio da empresa para aproveitar a alta demanda por veículos elétricos é tornar seus produtos acessíveis ao grande público.

Outro obstáculo a ser superado será o provável crescimento da concorrência, especialmente chinesa.

Apesar disso, há investidores confiantes de que a Tesla conseguirá se manter como destaque nos próximos anos. Para Dan Ives, analista da Wedbush Securities, o preço-alvo estimado para as ações da companhia é de US $ 1.400, o que representa um ganho potencial de mais de 40% em relação a cotação atual.

No Brasil, é possível investir na Testa a partir de sua versão em BDR, com o ticker TSLA34.

Ford

A Ford Motors é uma veterana de Detroit e certamente não ignorou o aumento dramático dos veículos elétricos.

Além das novas versões elétricas de seus campeões de venda, o F-150 e o icônico Mustang, a companhia também está conquistando uma posição de destaque.

Recentemente a Ford revelou o primeiro veículo elétrico de plug-in híbrido de célula de combustível do mundo, o Ford Edge HySeries. 

“Este veículo oferece à Ford o máximo em flexibilidade na pesquisa de tecnologia de propulsão avançada”, disse Gerhard Schmidt, vice-presidente de pesquisa e engenharia avançada da Ford Motor Company. 

“Poderíamos tirar o sistema de energia da célula de combustível e substituí-lo por um motor a diesel de tamanho reduzido, a gasolina ou qualquer outro trem de força conectado a um pequeno gerador elétrico para produzir eletricidade”, completou.

Graças em grande parte ao seu eixo verde, o preço das ações da Ford dispararam neste ano. 

Desde o início de 2021, o preço das ações da empresa subiu de US$ 8,52 para US$ 19,90, representando um aumento de mais de 100% no valor.

No Brasil, é possível investir na Ford através do seu respectivo BDR, cujo ticker é FDMO34.

Apple

Isso mesmo, a Apple, uma das maiores fabricantes de celulares e computadores do mundo, está com um projeto de criar o seu próprio carro no futuro.

A empresa estabeleceu uma meta para produzir um carro elétrico e 100% autônomo até 2025, embora ainda não tenha anunciado um parceiro de produção para o projeto.

Entretanto, ainda existem dúvidas sobre quem seria o parceiro nessa empreitada revolucionária de Tim Cook (CEO da Apple).

Isso porque a empresa precisará contar com outros parceiros para fornecer uma base para o “Apple Car”, já que não possui nenhuma fábrica capaz de produzir um carro inteiro.

Os rumores indicavam que a japonesa Hyundai seria a montadora do carro desenhado e projetado pela Apple. Porém, no início de fevereiro, foi revelado que o negócio fracassou. 

Embora a criação do Apple seja ainda um rumor, vale a pena ficar de olho neste desdobramento. Mesmo que a aposta no mercado de carros elétricos dê errado, a empresa ainda possui projetos em vários outros setores, como o metaverso.

O investidor brasileiro pode investir na Apple através do BDR, cujo ticker é AAPL34.

Marcopolo

No Brasil, o mercado de veículos elétricos ainda segue a passos lentos, quase parando na verdade.

Atualmente o país possui uma frota de apenas 60 mil carros movidos a energia elétrica, de acordo com a Associação Brasileira do Veículos Elétricos (ABVE). 

A maior justificativa pela baixa venda dos veículos elétricos são os preços pouco acessíveis: o carro elétrico mais barato vendido por aqui custa cerca de R$ 150 mil.

Entretanto, isso não significa que não haja boas oportunidades de investimento por aqui. Uma delas, e talvez a principal, é a Marcopolo (POMO4).

A companhia lançou recentemente o Attivi, o primeiro ônibus elétrico com chassis próprio da fabricante de carrocerias de ônibus.

A versão experimental do veículo tem capacidade total para 89 passageiros e autonomia de aproximadamente 250 km.

Além disso, o ônibus conta com partes dos componentes produzidos por outra empresa brasileira, a Web (WEGE3).

A proposta é que o veículo seja adaptado às necessidades do transporte urbano e intermunicipal. 

Com emissão zero de gases de efeito estufa e atendendo às normas globais de segurança, ele pode atender não só a demanda nacional como também ser vendido para o mundo todo.

Recentemente, o Bradesco BBI elevou a recomendação da ação da Marcopolo (POMO4) de underperform (desempenho abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra). 

Com isso, o preço-alvo aumentou de 2,50 para R$ 4,00, o que representa um potencial de valorização de cerca de 40%.

Para onde irá o Ibovespa em 2022? Veja as principais estimativas

Como de costume para a maioria das pessoas, o fim de ano é época de fazer retrospectivas e desenhar projeções para os próximos 12 meses.

Isso não é diferente no mercado financeiro.

Sabemos que 2021 foi um ano de muita turbulência, com recorde de 130 mil pontos no Ibovespa e uma forte queda em seguida, que levou o índice para o patamar dos 100 mil pontos.

Para 2022 o cenário não deve ser diferente. As eleições prometem ser um fator de forte volatilidade para a bolsa e o câmbio.

Além disso, há a incerteza de até quando o Banco Central levará a Selic. Campos Neto tem sido implacável com a inflação, mas até que ponto desconsiderará os efeitos do aperto monetário na atividade econômica?

Ah, e não podemos deixar de fora a conjuntura externa, com as expectativas apontando para uma recuperação mais lenta da China e aumento de juros nos EUA. 

Dentro deste contexto, vejamos quais as estimativas das principais instituições financeiras para a bolsa de valores do Brasil.

BB Investimentos

Para o BB Investimentos o Ibovespa deve chegar aos 137 mil pontos até o fim de 2022. Caso se concretize essa projeção, teremos uma valorização de cerca de 30%, considerando o fechamento de ontem (21/12).

Segundo a corretora do Banco do Brasil, a forte queda deste ano abriu espaço para investimento na bolsa. 

Apesar dos problemas políticos que deverão ocorrer em 2022, o cenário micro é favorável e deverá ser o principal vetor de crescimento. 

Para a instituição, as empresas deverão entregar bons resultados, mesmo diante da desaceleração do crescimento econômico. 

Porém, o BB Investimentos chama atenção para os potenciais riscos que podem fazer com que a projeção seja revista. 

“Como são muitas as incertezas acerca do crescimento para o ano que inicia, que ainda sofrerá com pressão inflacionária e juros no patamar de dois dígitos, essa pontuação tende a ser revista à medida que forem sendo divulgados os resultados das empresas, bem como pelo refinamento da nossa visão sobre as taxas de desconto”, argumenta.

Entre os possíveis problemas está a elevada probabilidade de piorar a liquidez global devido ao efeito da alta dos juros no mercado norte-americano. 

Caso o Fed mantenha sua política de aperto monetário, o efeito deverá ser uma fuga de recursos para fora, movimento que ocasionará uma pressão adicional em nossa Bolsa.

Bradesco

De acordo com o último relatório do Bradesco BBI, as ações brasileiras continuam a ser um caso de alto risco, dadas as incertezas, mas possuem uma assimetria para o lado positivo.

As projeções da instituição apontam para Ibovespa negociado aos 130 mil pontos ao fim de 2022.

Vale lembrar que essa estimativa está bem abaixo dos 150 mil que o próprio time de análise fez anteriormente.

Ainda assim, caso estejam certos, o potencial de valorização das ações brasileiras é de cerca de 23%.

O Bradesco BBI acredita que o principal fator catalisador da alta será uma convicção cada vez maior entre os investidores de que um ajuste fiscal mais rígido será feito após as eleições.

Os demais vetores de crescimento ficam por conta do maior apetite global ao risco, surpresas positivas no crescimento do lucro das empresas e riscos inflacionários se dissipando.

BTG Pactual

Para o BTG Pactual, o Ibovespa deverá encerrar o próximo ano por volta dos 132 mil pontos. Segundo o time de analistas, esse cenário “pode parecer otimista em relação à situação atual, mas viável se o Brasil voltar aos trilhos”.

Caso se concretize, isso significaria um potencial de valorização da ordem de 25% em relação ao patamar atual. 

Nessa projeção, o banco de investimentos levou em conta suas estimativas para o lucro das empresas em 2022. 

O cenário base leva em conta como premissas um múltiplo P/L (preço da ação dividido pelo lucro por ação) de 12,7x do Ibovespa em 12 meses (excluindo Petrobras e Vale). Esse valor estaria em linha com a média histórica do índice.

Já no cenário macro, o banco leva em conta uma inflação de 3,5% e taxas de juros reais de longo prazo de volta a 4%, patamar em que estavam há alguns meses. Também está na conta do banco um crescimento real do PIB de longo prazo de 2%.

XP Investimentos

Segundo a XP Investimentos, o Ibovespa deve alcançar os 123 mil pontos no ano que vem. Isso representa uma valorização de aproximadamente 16%.

Segundo o relatório assinado pelos estrategistas, o índice segue barato, mas as métricas deprimidas de valuation, por si só, não são garantias de valorização do Ibovespa em 2022. 

“O índice Ibovespa continua barato, com sua relação P/L (Preço/Lucro) de 12 meses atualmente sendo negociada em 7,6x, um desconto de quase 30% em relação à sua média de 15 anos de 11,2x. Ao retirar as duas maiores empresas de commodities do índice, Vale e Petrobras, vemos que a relação P/L continua abaixo de sua avaliação histórica, em 10,6x”, afirmam os analistas da XP.

Por outro lado, a corretora afirma que pode mudar sua projeção se os riscos nacionais e globais diminuírem. 

Morgan Stanley

Em relatório sobre perspectivas para a América Latina, o Morgan Stanley definiu uma pontuação-alvo de 120 mil pontos para o Ibovespa ao final de 2022. 

A perspectiva é mais pessimista em relação às demais instituições, e representa uma alta potencial de cerca de 13%.

Apesar disso, o banco afirma que seus indicadores sugerem que as ações brasileiras estão baratas em relação à média histórica dos últimos 18 anos. 

Por isso, o Morgan Stanley disse estar com uma exposição maior em ativos do Brasil para o próximo ano, com recomendação de “overweight” (acima da média do mercado). 

Contudo, o Morgan Stanley chama atenção para os riscos e diz estar cauteloso em sua alocação de ativos no Brasil, por acreditar em pressões negativas que jogam contra a valorização dos papéis.

Ômicron continua criando instabilidade nos mercados

Tudo indicava para um efeito limitado da variante Ômicron no sistema econômico global.

A baixa mortalidade (em comparação com a variante Delta) e a relativa eficácia das vacinas davam a entender que uma nova onda de contaminação não causaria grandes problemas.

Entretanto, o avanço da doença tem se acelerado nos últimos dias e aumentado as preocupações com seu impacto na economia e sistemas de saúde dos países.

Avanço na Europa e EUA

A variante Ômicron está se espalhando em todo o mundo com a aproximação da temporada de férias de inverno. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cepa foi encontrada por meio de testes em 43 dos 50 estados dos EUA e em cerca de 90 países. Além disso, o número de casos está dobrando rapidamente, entre 1,5 a 3 dias.

Os EUA estão chegando ao fim do ano com mais de 156.000 casos relatados na sexta-feira da semana passada, de acordo com dados do CDC (Center for Disease Control and Prevention).

Na Europa, vários países têm adotado medidas mais rígidas para o controle da contaminação. Este é o caso do Reino Unido, Alemanha e França.

No fim de semana, a Holanda impôs um novo lockdown, com bloqueio total de todas as lojas não essenciais até 14 de janeiro.

Ômicron no Brasil

No Brasil, a variante ainda não avançou fortemente, com apenas 19 casos confirmados até sexta-feira passada. Porém, há o receio que seja questão de tempo até que os números comecem a disparar.

Na cidade de São Paulo, a prefeitura já considera que há transmissão comunitária da variante na capital. 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as últimas transmissões descobertas da variante foram encontradas em três pessoas que não realizaram viagens para fora do País e nem tiveram contato com algum viajante que tenha chegado do exterior.

Efeitos no mercado financeiro

Embora dê a impressão de ser menos grave, o cenário da Ômicron tem sido suficiente para gerar pessimismo nos mercados.

O temor dos investidores é de que a variante desacelere a recuperação econômica, ao mesmo tempo que mantenha a inflação alta.

Nesta segunda-feira (20/12) o índice futuro do Ibovespa caía 1,63%, seguindo o mesmo sentido que os demais índices do exterior. O Dow Jones caía 1,48% agora pela manhã e o S&P 500 perdia 1,03%.

Por outro lado, as ações da Moderna tiveram um aumento de 5% após afirmar que sua dose de reforço da vacina fornece proteção significativa contra o Ômicron.

Outro fator para o pessimismo dos investidores vem do lado da política monetária do Fed.

Na semana passada, o Banco Central dos EUA anunciou um plano mais agressivo para reduzir suas compras de ativos e disse que potencialmente aumentará as taxas de juros três vezes em 2022.

O receio de desaceleração econômica também tem afetado o rendimento do Tesouro dos EUA de 10 anos, o qual recuou para menos de 1,40%. 

Petróleo

Quem também perdia com o receio do avanço da Ômicron era o petróleo.

Os futuros do petróleo despencaram quando a iniciativa da Europa de restringir a mobilidade gerou temores de medidas mais amplas para eliminar a demanda de outros países. 

Outro risco que os traders da commodity estão monitorando é a política da China de tolerância zero da Covid-19. 

O governo chinês tem se mostrado implacável na sua política de controle de contaminação, de modo que novos bloqueios podem ser rapidamente implantados no menor sinal de perigo de novos surtos de contaminação.

Com isso, o preço do petróleo Brent caía 3,81%, a US$ 70,72 o barril, enquanto o WTI recuava 4,43%%, a US$ 67,72.

Queda no setor de serviços impulsiona Ibovespa

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta terça-feira os dados do setor de serviços para o mês de outubro. Novamente, os números vieram ruins, com queda mensal de 1,2%. O mercado estimava uma baixa de apenas 0,1%.

É o segundo mês consecutivo que o setor de serviços cai na variação mensal. Em setembro, a queda foi de 0,7% em relação a agosto.

Em 12 meses, o setor cresceu 8,2%. Já no acumulado anual, o crescimento foi de 11%. Com isso, os serviços se encontram em patamar de 2,1% acima do pré-pandemia.

A queda do setor de serviços, um dos componentes de maior peso no PIB, é um forte indicativo de desaceleração econômica. 

A notícia animou os mercados, pois sugere uma pressão menor sobre o Banco Central e os juros no futuro.

Até às 11h o Ibovespa subia 1,55%, ultrapassando os 108 mil pontos. O desempenho do mercado de capitais brasileiro destoava das bolsas mundo afora, que caíam na expectativa da decisão do Fed em relação à política monetária norte-americana.

Já o dólar caía 0,72%, cotado a R$ 5,63.

PIB em baixa é estímulo para a bolsa

A reação dos mercados a cada resultado negativo sobre o PIB – que têm levado à subida do Ibovespa e à queda dos juros dos títulos longos do Tesouro Direto – tem sido um indicativo relevante de que o mercado espera um ajuste monetário mais brando pela frente.

Pode parecer contra intuitivo, mas, na maioria das vezes, a bolsa de valores costuma subir bastante quando a economia vai mal.

Isso porque os investidores estão sempre procurando a melhor alocação com base nos rendimentos pagos pelos diversos ativos. Com a atividade econômica indo de mal a pior, temos um alívio na pressão sobre a inflação e, consequentemente, na taxa de juros.

Sabemos que o Banco Central prioriza o combate à inflação na sua tomada de decisão sobre a política monetária. Porém, o aumento dos juros tem um custo, que é a desaceleração econômica.

Esse custo, por sua vez, pode ficar caro demais a partir de certa medida. E é justamente isso que está acontecendo no Brasil.

O aperto monetário tem gerado efeitos desproporcionais sobre a inflação e o PIB, ou seja, a desaceleração da atividade econômica tem sido bem maior do que a queda da inflação.

No segundo e terceiro trimestre, o PIB brasileiro caiu 0,4% e 0,1%, respectivamente.

Já a inflação tem apresentado uma ligeira melhora, o que poderia ser melhor se não fosse a disparada dos combustíveis. Em novembro, os preços de alimentos, bebidas e gastos pessoais caíram e contribuíram para um IPCA mais baixo do que o esperado.

Seja como for, o fato é que a desaceleração econômica começa a gerar incômodo no governo, com um custo político bastante elevado.

Com isso em mente, faz sentido esperar que em 2022 o Banco Central do Brasil possa optar por levar a Selic para um patamar menor do que o estimado atualmente pelo mercado, que é de 11,50%, de acordo com o último relatório Focus.

Expectativa de queda na inflação abre margem para ganhos na bolsa

Após incontáveis altas nas expectativas de inflação, o relatório Focus desta segunda-feira (13/12) mostrou, pela primeira vez, o que parece ser uma luz no fim do túnel da trajetória de descontrole inflacionário brasileiro.

Para 2021, os agentes de mercado aguardam uma alta do nível geral de preços de 10,05%, enquanto que até a semana passada, as expectativas indicavam uma inflação de 10,18%.

A queda das expectativas veio na esteira da divulgação do dado de IPCA de novembro, que foi de 0,95% no mês, enquanto que o mercado esperava uma alta de 1,08%.

A diminuição das projeções de inflação ainda é baixa, porém tem um efeito simbólico considerável, pois é a primeira vez no ano que os agentes de mercado enxergam o arrefecimento do IPCA.

Vale destacar que o IPCA de novembro poderia ser bem melhor se não fosse o aumento do preço dos combustíveis, o qual respondeu por praticamente 75% da alta total do índice.

Ítens importantes, como alimentos e bebidas e gastos pessoais tiveram queda, de 0,05% e 0,57% respectivamente.

Política monetária

O arrefecimento da inflação é um indicador positivo para investidores do mercado financeiro que passam a ter a expectativa de uma pressão menor sobre a taxa de juros básica da economia.

Com isso, os agentes de mercado começam a esperar que o Banco Central terá menos trabalho para colocar a inflação no lugar.

Inclusive, a queda da inflação sugere que os efeitos dos aumentos recentes da Selic já estão fazendo efeito, e que, por isso, devemos ter aumentos menores dos preços nos próximos meses.

Soma-se a isso, os dados ruins do PIB do terceiro trimestre, que vieram mais fracos que o esperado, se tornando, assim, um fator adicional no alívio das pressões de demanda sobre os preços.

Seja como for, a expectativa de juros menores no futuro somente se manterá caso o IPCA mantenha o ritmo de desaceleração nos próximos períodos.

O menor sinal de que o descontrole dos preços seguirá em frente poderá colocar em xeque a credibilidade da política monetária e, consequentemente, derrubar o mercado de capitais.

Inflação menor ajuda Ibovespa

Até então, o receio com o descontrole dos preços estava penalizando fortemente a bolsa de valores.

O medo dos investidores era de que o Banco Central precisasse aumentar muito os juros para levar a inflação até a meta estabelecida pelo COPOM (Comitê de Política Monetária).

O caminho ainda é longo, visto que a meta é de 3,75% e que só deverá ser alcançada em 2023.

Porém, a ligeira melhora já é suficiente para derrubar as taxas dos títulos de renda fixa mais longos. O Tesouro Prefixado 2024, por exemplo, já está com rendimento anual de 10,58%. É uma queda considerável em comparação com as taxas pagas no final de novembro (12,18% em 22/11).

Isso é um incentivo importante para os investidores de renda variável, em especial aqueles que aplicam na bolsa de valores. 

Desde o primeiro pregão do mês de dezembro (01/12), o Ibovespa já acumula alta de cerca de 8%, mas ainda está bem descontado em relação ao pico de 130 mil pontos, patamar em que esteve em junho de 2021.

Nesta segunda-feira (13/12), o índice disparou 1,6% no início da sessão, destoando do desempenho dos principais mercados mundiais. Porém, os ganhos começaram a se reverter depois que as bolsas nos EUA estenderam a baixa.

Às 14h38 o Ibovespa seguia no zero a zero, cotado a 107.780 pontos.

4 ações para ganhar com dividendos em 2022

Quando se fala em pagamento de dividendos, é praticamente um consenso entre analistas que as melhores ações para o investidor escolher são as de empresas que operam nos setores bancários e de energia.

Primeiramente, estes são os setores menos voláteis da economia, o que indica receitas mais estáveis e previsíveis.

O segundo fator que contribui para os elevados pagamentos de dividendos é o fato das empresas destes setores já estarem bem consolidadas. 

Como consequência, elas precisarão fazer menos investimentos para se manterem firmes em seus negócios. Isso o que permite liberar partes maiores dos lucros para serem distribuídos na forma de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP).

A seguir, temos quatro ações de empresas com um bom histórico de pagamentos de dividendos e que devem se manter assim no ano de 2022.

Taesa (TAEE11)

A companhia, um dos maiores grupos privados de transmissão de energia elétrica do Brasil, tem um histórico de bons resultados nos últimos anos.

“Ela conseguiu manter uma estabilidade positiva em sua receita líquida – o que demonstra a resiliência de seu modelo operacional e do setor de transmissão de energia, mesmo em momentos mais difíceis da economia – e elevou sua margem líquida de 48% para 81%, com uma margem Ebitda estável próxima a 80% (maior Ebitda do setor de transmissão)”, afirma o BTG Pactual.

Outra virtude destacada pelo banco é a disciplina financeira da companhia. “Ela tem rígido controle de custos, a mais alta nota de crédito nas três agências de classificação de risco e uma alta diligência no processo de alocação de capital, buscando sempre bons projetos com alta rentabilidade.” 

Além disso, a eficiência operacional é outro fator que vem garantindo uma sólida geração de caixa e bons pagamentos de dividendos ao longo dos anos. 

Para a Genial Investimentos, o atual nível de preços da Taesa reflete a situação da empresa, e, por isso, colocou recomendação neutra para as ações da companhia. 

Porém, para o investidor que busca estabilidade e renda com dividendos, o ativo pode ser interessante para compor a carteira. Nos últimos 12 meses, a TAEE11 apresentou um dividend yield de 12,98%.

Banrisul (BRSR6)

O Banrisul é um banco estatal, com maioria das ações pertencentes ao governo do Rio Grande do Sul. 

A instituição possui grande relevância na região, com 47% de participação em depósitos a prazo, sendo o 6º maior banco brasileiro em agências, apenas atrás dos cinco grandes (BB, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander). 

Outro fator positivo é que a diretoria vem implementando um processo para equilibrar a carteira de crédito, o que tem contribuído para manter a inadimplência sob controle, com crescimento sólido da carteira e os segmentos de varejo sustentando as margens.

Para o time de analistas da XP Investimentos, a recomendação para o Banrisul é de compra, com preço alvo de R$ 19,00. Isso representa um ganho potencial de 90,76% em relação ao preço atual.

“Temos recomendação de Compra para o Banrisul com base no alto potencial de crescimento de lucro. Isso porque o banco normalizou a inadimplência e possui espaço para expandir a carteira e aproveitar as oportunidades de fidelização de clientes.”

Em relação aos dividendos, as ações do banco (BRSR6) apresentam um dividend yield de 10,15% nos últimos 12 meses. Valor este que deve se manter, dado o histórico constante de pagamentos, com payout médio de 40,39%.

ISA Cteep (TRPL4)

A ISA Cteep (TRPL4) é a maior empresa privada de transmissão de energia do setor elétrico brasileiro e faz parte do Sistema Interligado Nacional (“SIN”).

Isso significa que a empresa está presente em um sistema que engloba toda a rede elétrica brasileira, atendendo a aproximadamente 99% da carga total do sistema, tornando a empresa resiliente frente às variações regionais de demanda por energia.

Com suas atividades e de suas empresas controladas e coligadas, presentes em 17 estados do País, a CTEEP transmite aproximadamente 25% de toda a energia elétrica do Brasil.

No geral, a CTEEP é uma ótima opção para o investidor focado em obter dividendos. É uma empresa com sólida geração de caixa e estrutura de receita fixa do negócio, reajustada anualmente com índices de inflação. 

Além disso, a CTEEP recebe elevados fluxos de caixa como indenizações relacionadas a ativos não amortizados existentes até maio de 2000 (denominados RBSE).

Isso permite a companhia manter um fluxo contínuo e estável de pagamento de proventos.

Nos últimos 12 meses, as ações da TRPL4 apresentaram um dividend yield de 17,36%, o que torna a ação uma das maiores pagadoras de dividendos da bolsa brasileira.

Para o Banco Safra, o preço atual do ativo já contempla todos os eventos e, por isso, a recomendação é de neutra, com preço alvo de R$ 26,20.

Copel (CPLE3)

A Copel é uma empresa estatal de energia elétrica, controlada pelo Governo do estado do Paraná. 

Seus principais negócios são distribuição de energia (atendendo 4,6 milhões de consumidores no Paraná) e geração e transmissão (com capacidade total de 6,3GW e 6,6 mil km de linhas de transmissão). 

Além disso, a empresa também atua no segmento de telecomunicações e tem participação na Compagas, de distribuição de gás natural.

A principal justificativa para o investimento nesta ação, segundo analistas do Itaú e XP, é que as ações da Copel estão sendo negociadas com um grande desconto em relação aos seus pares.

Em relação aos dividendos, o Itaú afirma que “a política de dividendos da companhia depende do nível de alavancagem”, e que, dado a situação atual, há “espaço para um anúncio significativo de dividendos nos próximos meses”.

Nos últimos 12 meses, a CPLE6 apresentou um dividend yield de 23,63%.

O Itaú indica recomendação de compra para CPLE6, com preço-alvo de R$ 7,40, o que indica 15% de potencial de ganho para o investidor, em relação ao preço de hoje (10/12). 

A XP também tem recomendação de compra para o ativo, com preço-alvo de R$ 8,00.

Bolsas sobem no mundo todo com sensação de risco sistêmico menor

Nesta terça-feira (07/12), as principais bolsas de valores dos quatro cantos do globo subiram fortemente, com os investidores precificando a visão de que a variante ômicron da COVID-19 não causará grandes danos econômicos.

Soma-se a isso, as perspectivas positivas vindas da China, com o governo se comprometendo a fornecer estímulos pontuais para fortalecer a recuperação econômica do gigante asiático. 

Até às 16h05 desta tarde, o S&P 500 subia 2,09%, aos 4.686,43 pontos. O Dow Jones somou 1,43% e a Nasdaq 3,13%. 

Na Europa, o CAC francês disparou 2,91% e o DAX 2,83%.

Aqui no Brasil, o Ibovespa seguia a alta de ontem e avançava 0,79%, superando os 107.700 pontos.

Impacto reduzido da Ômicron

Os investidores já se decidiram sobre a ômicron e acreditam que outro grande choque econômico será evitado, disse Fawad Razaqzada, analista de mercado da Think Markets.

“Após uma consideração cuidadosa, eles acham que provavelmente não é mais perigoso do que a variante Delta do coronavírus e que os bloqueios e restrições preventivos que vimos irão diminuir em breve”, disse Razaqzada em uma nota.

Nas últimas notícias sobre o coronavírus, as agências de saúde da União Européia recomendaram que as vacinas COVID-19 fossem misturadas e combinadas tanto para injeções iniciais quanto para doses de reforço, enquanto a região enfrenta casos crescentes antes do Natal.

A evolução da ômicron foi positiva para os preços do petróleo, que subiram cerca de US$ 3 na esperança de que a nova variante se mostre menos prejudicial e com a perspectiva de um aumento iminente na demanda da commodity energética. 

Agora à tarde, o Brent subia 3,38%, cotado a US$ 75,55 o barril, e o WTI 3,83%, cotado a US$ 72,16 o barril.

Atenção se volta para o Fed

As expectativas de que o Federal Reserve (Fed) acelerará a redução de seu programa de compra de títulos na próxima semana, em resposta a um aperto no mercado de trabalho, incentivou a corrida dos investidores globais para o dólar.

O Dollar Index, índice que avalia o dólar dos Estados Unidos em comparação com uma cesta com as principais moedas do mundo, subia 0,15%, mantendo-se acima dos 96 mil pontos.

As expectativas com a possível decisão do Fed de apertar sua política monetária também apareceram nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos, que aumentaram 1,4 pontos base, para 1,448%.

No geral, os agentes de mercado acreditam que o Fed fará mais do que foi estabelecido no seu plano inicial, e intensificará o combate à inflação.

Estímulos na China

Os ânimos dos mercados também melhoraram depois que o banco central da China injetou sua segunda rodada de estímulos desde julho, cortando a quantidade de dinheiro que os bancos devem manter em reserva.

No entanto, a incerteza sobre o setor imobiliário se mantém, à medida que Evergrande oscilava à beira do default novamente. 

Mas os dados que mostram um crescimento mais forte das importações foram “um sinal positivo sobre a força da demanda doméstica”, disse o analista do RBC, Adam Cole.