Bolsas da Ásia desabam com receio de baixa eficácia de vacinas

As ações da Ásia-Pacífico caíram nas negociações da manhã de terça-feira, com os investidores precificando os desenvolvimentos em torno da variante Covid do Omicron.

O CEO da Moderna, Stephane Bancel, disse ao Financial Times na segunda-feira que espera que as vacinas sejam menos eficazes contra a nova cepa.

Também esteve no radar no início do pregão a divulgação dos dados de atividade industrial chinesa para novembro.

O Nikkei 225 do Japão perdeu 1,63%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul recuou 2,42%.

Na Austrália as ações firam na contramão nas negociações desta madrugada, com o ASX 200 ganhando 0,22%.

Já o Shanghai Composite ficou estável com variação de 0,03%.

Indústria chinesa se recupera em novembro

A atividade industrial da China acelerou inesperadamente em novembro, crescendo pela primeira vez em três meses à medida que os preços das matérias-primas caíam e o racionamento de energia diminuía.

Com isso, a situação do setor melhorou perante o cenário anterior de fraca demanda e estagnação. 

O Índice do Gerente de Compras (PMI) da manufatura ficou em 50,1 em novembro, acima dos 49,2 em outubro, segundo dados do National Bureau of Statistics (NBS) divulgados nesta terça-feira.

A marca de 50 pontos separa o crescimento da contração. Os analistas esperavam que o indicador chegasse a 49,6 no mês, o que evidenciaria uma retração.

A segunda maior economia do mundo, que apresentou uma recuperação impressionante da crise pandêmica do ano passado, perdeu ímpeto na segunda metade do ano, enquanto se debate com a desaceleração do setor manufatureiro, problemas de dívida no mercado imobiliário e surtos de COVID-19.

Os analistas esperam uma desaceleração adicional no crescimento do produto interno bruto (PIB) no quarto trimestre, de um aumento anual de 4,9% no trimestre anterior.

Powell prega cautela com política monetária

Outra notícia relevante nesta terça-feira é a fala de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), sobre a necessidade de atenção em relação aos desdobramentos da nova variante do coronavírus.

Apesar dos argumentos dos membros do Fed e das expectativas de analistas do mercado, as observações de Powell sugerem que a incerteza adicional levantada pela variante ômicron pode complicar os próximos passos do Fed.

“Uma preocupação maior com o vírus poderia reduzir a disposição das pessoas para trabalhar presencialmente, o que desaceleraria o progresso no mercado de trabalho e intensificaria as interrupções na cadeia de suprimentos”, disse Powell.

Como consequência, o Fed poderia ser levado a prorrogar a flexibilização monetária sem que a inflação seja afetada.

No entanto, se a nova variante causar outra onda de fechamentos de fábricas na China, Vietnã ou outros países asiáticos, este cenário poderia piorar os problemas da cadeia de suprimentos, especialmente se os americanos continuarem comprando mais móveis, eletrodomésticos e outros bens.

Mercado Asiático: Investidores mantém atenção com variante ômicron

Após o pânico na sexta-feira passada (26/11) que derrubaram as bolsas do mundo todo, os investidores arrefeceram os nervos nesta segunda-feira (29/11) com as notícias preliminares sobre a possibilidade da nova variante da Covid-19 (chamada de ômicron) ser mais leve do que a variante Delta.

Entretanto, não há, ainda, informações consolidadas sobre a variante, o que contribui para que a incerteza continue pairando no ar.

“As coisas definitivamente serão um pouco mais arriscadas daqui para frente”, disse John Vail, estrategista-chefe global da Nikko Asset Management, ao “Squawk Box Asia” da CNBC na segunda-feira.

“Esta variante, ao que parece, pode não ser tão horrível quanto o mercado pensou que seria na sexta-feira, mas ainda assim deve sacudir parte do excesso de risco assumido e talvez parte do excesso de consumo no mundo também as pessoas ficam um pouco mais cautelosas ”, disse Vail.

Com isso, as ações da Ásia-Pacífico (primeiras a abrirem no dia, sendo uma espécie de prévia para as demais) caíram nas negociações desta madrugada de segunda-feira.

No Japão, o Nikkei 225 caiu 1,63%. O Kospi da Coreia do Sul caiu 0,92%. As ações da Austrália também caíram, com o ASX 200 variando -0,54%. Na China, o Shanghai Composite caiu 0,039%.

Nova Variante descoberta na África do Sul

A variante ômicron do coronavírus foi reportada à OMS em 24 de novembro de 2021 pela África do Sul.

O primeiro caso confirmado foi de uma amostra coletada em 9 de novembro de 2021. De acordo com a OMS, a variante apresenta um “grande número de mutações”, algumas preocupantes.

A médica sul-africana que fez o primeiro alerta sobre a variante, Angelique Coetzee, citou sintomas leves em seus pacientes. 

Em entrevista ontem (28/11) ao jornal britânico “The Telegraph”, ela disse que notou um aumento de pessoas jovens e saudáveis com sinais de fadiga em seu consultório.

“Os sintomas que eles apresentavam eram muito diferentes e mais leves dos que eu havia tratado antes”, afirmou a profissional da saúde.

A OMS disse em um comunicado no domingo que ainda não está claro se a infecção com a variante covid do omicron causa doença mais grave em comparação com outras cepas, incluindo delta.

Apesar da baixa letalidade verificada até então, o cenário preocupa devido ao baixo índice de vacinação nos países africanos, o que pode contribuir para a proliferação do vírus e surgimento de novas variantes.

Na África do Sul, quase 24% da população está totalmente vacinada. Em Botsuana, menos de 20%. 

Para se ter noção, no Brasil, 60% da população tomou as duas doses da vacina ou a dose única.

A bolsa está barata, mas incertezas vão continuar derrubando as cotações

As notícias de hoje afundaram ainda mais a bolsa de valores brasileira. As ações seguem uma trajetória de queda que parece não ter fim. 

O indicador de P/L (Preço sobre o Lucro) do Ibovespa já está em um patamar próximo das mínimas históricas. Isso indica que as ações do índice estão mais baratas em relação ao lucro que elas entregam aos acionistas.

Porém, como já mostrei por aqui, o P/L baixo não é garantia de que se está comprando ativos realmente baratos. É possível que as quedas continuem mais fortes ainda nos próximos períodos.

A questão que fica é: até quando vai cair?

Infelizmente não há resposta definitiva, pois a economia é um sistema cheio de complexidades e incertezas.

Não temos certeza nem mesmo quanto ao presente, pois tudo que fazemos hoje é com base no que esperamos do futuro.

Se os investidores acreditam que o futuro é promissor, então a demanda por ativos sobe e a economia avança. 

Mas se as expectativas são ruins, as pessoas irão buscar segurança (dólar, ouro e títulos públicos de países desenvolvidos), o que causará um aumento na venda de ativos e estagnação da economia. 

Essa dinâmica é vista tanto no lado da produção quanto no financeiro, e gera uma complexidade tal que interliga o futuro e o presente em uma via constantemente cambiante.

Dessa forma, temos em economia uma relação causal circular entre futuro e presente, no qual o futuro é construído no agora, com base nas nossas visões atuais sobre o próprio futuro.

Feito essa divagação, vamos aplicá-la para o que nos interessa aqui, que é o mercado de capitais.

No momento, o que temos no presente são expectativas cada vez piores para a inflação e juros.

Isso pode ser visto no relatório Focus do Banco Central, divulgado toda segunda-feira. 

No caso da inflação, temos que o mercado estimava, há quatro semanas atrás, um IPCA de 8,96% para o final de 2021. Há duas semanas, as estimativas pioraram para 9,77%, e agora, no último relatório, as previsões apontam para um aumento médio dos preços de 10,12% até o fim do ano.

Como as expectativas de inflação sobem, o mercado espera que os juros irão subir para controlar a alta dos preços.

Ainda no relatório Focus, há quatro semanas atrás, as expectativas eram de uma Selic de 8,75% no fim de 2021. Essa estimativa era de 3% em janeiro, e agora é de 9,25%!

Como podemos ver, a cada semana que passa, as expectativas pioram mais ainda, ou seja, não há ainda uma clareza sobre até quando as coisas vão parar de piorar e começar a se estabilizar.

Com essa piora nas perspectivas, é comum o pessimismo se instalar na mente dos agentes econômicos. 

Mesmo que a bolsa caia e dê a impressão de que as ações estejam baratas, a verdade é que os investidores estão se sentindo inseguros com o futuro da economia e dos lucros das empresas.

Além disso, o efeito da inflação sobre os juros aumenta o custo de oportunidade do capital. Há títulos públicos do governo que estão pagando mais de 12% ao ano.

Para que a bolsa de valores se torne interessante, será necessário um ganho esperado bem maior que isso para atrair as pessoas.

Perante o exposto, podemos inferir que a bolsa de valores só irá parar de cair a partir do momento em que a sensação de incerteza diminuir e os investidores conseguirem enxergar um futuro com mais clareza no horizonte.

Para deixar mais claro ainda, os investidores só irão parar de vender ativos quando a inflação esperada para o futuro cair e quando o Banco Central deixar claro o ponto máximo para o qual levará a Selic.

Bolsas asiáticas caem com alerta de nova variante da Covid-19

As bolsas asiáticas fecharam com forte queda nesta sexta-feira (26/11) com as preocupações envolvendo a nova variante do coronavírus no radar. 

A região da Ásia Central, juntamente com a Europa, já vinha sofrendo nos últimos dias com o avanço da variante Delta.

Para piorar a situação, há uma semana atrás foi detectada, por cientistas na África do Sul, uma nova variante que pode ter maior poder de proliferação e resistência às vacinas. 

Com isso, o medo se instalou nos mercados e derrubaram as bolsas. No Japão, o Nikkei 225 caiu 2,53%. Na Austrália, o ASX caiu 1,73%. Na China, o Shanghai Composite fechou com queda de 0,56%.

Nova variante surge na África do Sul

A Grã-Bretanha disse nesta quinta-feira que está preocupada com a disseminação de uma variante do coronavírus recentemente identificada na África do Sul.

A justificativa é que esta nova variante, chamada de B.1.1.529, pode tornar as vacinas menos eficazes e colocar em risco os esforços de combate à pandemia.

A Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA) disse que a variante tem uma proteína de pico que era totalmente diferente daquela do coronavírus original em que as vacinas COVID-19 se baseiam.

“Esta é a variante mais significativa que encontramos até agora e uma pesquisa urgente está em andamento para aprender mais sobre sua transmissibilidade, gravidade e suscetibilidade à vacina”, disse a presidente-executiva do UKHSA, Jenny Harries.

A variante foi identificada pela primeira vez no início desta semana, mas a Grã-Bretanha se apressou em introduzir restrições de viagens na África do Sul e cinco países vizinhos.

Desta vez, as medidas de segurança foram adotadas bem mais rapidamente do que com a variante Delta, que atualmente é dominante entre os infectados pelo vírus na Europa.

“O que sabemos é que há um número significativo de mutações, talvez o dobro do número de mutações que vimos na variante Delta”, disse o secretário de Saúde Sajid Javid às emissoras.

“E isso sugere que pode muito bem ser mais transmissível e as vacinas atuais que temos podem ser menos eficazes.”

Investidores cautelosos

O pânico inicial com o surgimento da pandemia, no início de 2020, parece ter gerado “sequelas” nos investidores dos mercados financeiros.

Antes, o fator “pandemia” dificilmente entrava na conta de risco dos agentes econômicos. Porém, o simples rumor de uma variante tem sido suficiente para causar uma debandada do risco.

Isso porque uma nova onda poderá levar à retomada das medidas de restrição do comércio e circulação de pessoas, mesmo com o avanço das vacinas. 

Para Ray Attrill, chefe de estratégia de câmbio do National Australia Bank em Sydney, os mercados têm ficado mais atentos em relação a qualquer informação referente ao vírus.

“O gatilho foi a notícia desta variante COVID e a incerteza sobre o que isso significa. Você atira primeiro e faz perguntas depois, quando esse tipo de notícia surge.”

China regulamenta setor imobiliário e incentiva investimentos locais

A desaceleração da economia chinesa vem preocupando o Partido Comunista, que tem buscado implementar medidas direcionadas para aquecer o mercado interno e reativar o setor imobiliário.

Ontem (24/11), o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, disse que o país deve antecipar um volume razoável de obras de infraestrutura para impulsionar a demanda doméstica.

Outro objetivo a ser perseguido, segundo a principal autoridade econômica do país, é a contenção da especulação imobiliária e a estabilização dos preços das moradias.

Com a expectativa de recuperação da demanda, os contratos de minério de ferro ampliaram os ganhos nesta quarta-feira com o crescente otimismo em relação ao setor imobiliário na China, apesar de restrições impostas para reduzir a poluição na maior cidade siderúrgica do país ainda estarem em voga.

Já as bolsas asiáticas tiveram desempenho misto no dia de hoje. O Shangai Composite variou -0,24%, aos 3.584,18 pontos. O Hang Seng, índice de Hong Kong, subiu 0,22%, aos 24.740,16 pontos. Enquanto isso, o Nikkei 225, índice do Japão, variou +0,67%, aos 29.499,28 pontos.

Regulamentação do setor imobiliário

Em artigo publicado pelo principal jornal do Partido Comunista, o Diário do Povo, Liu He prometeu restringir o mercado habitacional sob o slogan “casas são para se viver, não para especulação”.

De acordo com o texto, as autoridades chinesas devem “se concentrar em estabilizar os preços da terra, os preços das casas e estabilizar as expectativas”. 

O intuito é “resolver os problemas de habitação das famílias e promover o desenvolvimento saudável de empresas imobiliárias”, completou o texto.

Ironicamente, as restrições de Pequim aos financiamentos ao setor imobiliário é justamente uma das principais causas para a desaceleração da economia. 

Com as vendas de imóveis, os preços das casas e as novas construções vêm caindo nos últimos meses.

As autoridades dizem que o excesso de oferta de moradias é uma ameaça à estabilidade econômica e querem que os investimentos sejam direcionados a setores prioritários, como manufatura de alta tecnologia, em vez de mais apartamentos.

Incentivo para investimentos 

Além da regulamentação do setor imobiliário, a China também planeja acelerar o ritmo de emissão de títulos especiais do governo para impulsionar o investimento.

Ainda em seu artigo no Diário do Povo, o vice-primeiro-ministro Liu He acrescentou que um volume razoável de obras de infraestrutura deveria ser antecipado com o objetivo de impulsionar a demanda doméstica.

Essas medidas estão sendo somadas às expectativas de afrouxamento monetário que começaram a ganhar força entre analistas nos últimos dias.

Isso porque o Banco Popular da China retirou algumas orientações de política no seu relatório trimestral, dando a impressão de um tom mais expansionista.

Esse conjunto de políticas deverá ser colocado em prática mesmo em um cenário de pressão inflacionária que vem acometendo praticamente todo o mundo.

Nos EUA, ouro e bolsa se estabilizam com juros do Fed no radar

Nesta quarta-feira (24/11), tanto as bolsas dos EUA quanto o ouro permaneceram estáveis com os investidores olhando os dados de atividade econômica e inflação.

A pressão inflacionária tem acendido o sinal de alerta sobre a possibilidade do Federal Reserva (Fed) aumentar os juros antes do esperado.

As últimas informações vêm mostrando a inflação norte-americana insistentemente alta, com dados vindo acima do esperado.

O índice de preços ao consumidor (IPC) saltou 0,9% no mês passado, depois de subir 0,4% em setembro. Com esse aumento dos preços em outubro, a taxa anual do IPC ficou em 6,2%, sendo o maior aumento de preços ano a ano desde novembro de 1990.

O que vem segurando o Fed em uma empreitada de aumentar os juros é a insegurança da instituição quanto à recuperação da atividade econômica.

Porém, os dados recentes vêm mostrando que o aperto monetário, via aumento de juros, poderá estar próximo.

Hoje, os dados de auxílio-desemprego alimentaram novamente a tese de que a economia dos EUA vem se recuperando bem. Os dados vieram consistentes com outros já divulgados, como as vendas do varejo e produção industrial.

O número de americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu para o seu menor patamar desde 1969 na semana passada.

Conforme informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego, referentes à semana encerrada no dia 20/11, recuaram em 71.000, para 199.000 em dado ajustado sazonalmente. 

Os dados vieram bem melhor do que o projetado por economistas de mercado, que esperavam 260.000 pedidos na semana passada.

As solicitações têm diminuído desde outubro, embora o ritmo de redução tenha recuado nas últimas semanas, à medida que os pedidos se aproximam da média pré-pandemia de cerca de 220.000.

A queda nas solicitações reforça com os dados de vendas no varejo e produção industrial nos EUA. 

Em conjunto, sugerem que a economia está retomando fôlego no quarto trimestre após uma desaceleração no período de julho a setembro, quando os casos de Covid-19 explodiram durante o verão no Hemisfério Norte e a escassez se tornou mais generalizada.

Ouro e bolsas hoje

Com as expectativas de intensificação da retirada dos estímulos monetários no radar, tivemos cotações estáveis para as bolsas de valores e o ouro.

O S&P 500 subia 0,11%, até às 17h, aos 4.696,02 pontos. O Dow Jones caía 0,13%, aos 35.767,75 pontos.

Já o ouro subia 0,08%, cotado a US$ 1.785,15 por onça.

Aqui no Brasil, o Ibovespa subia 0,74%, após ter aberto em queda no dia. Com isso, o índice brasileiro alcançava os  104.474 pontos.

Por fim, o dólar terminou o dia em alta de 0,43%, cotado a RS 5,59, mantendo tendência de alta dos últimos dias.

Economia Asiática: Singapura se destaca e cresce acima do esperado

De acordo com o informado pelo Ministério do Comércio e Indústria, nesta quarta feira (24/11), a economia de Singapura cresceu 7,1% no terceiro trimestre em comparação com o ano anterior.

O resultado foi melhor do que a estimativa oficial de crescimento de 6,5% na comparação ano a ano. Com isso, as previsões oficiais de crescimento econômico anual foram revisadas para cima, de 6% para 7% em 2021.

Embora a cidade-estado não seja grande o suficiente para influenciar a economia da região, o fato vale destaque devido aos desdobramentos no que se refere à tendência de aperto monetário.

A pressão inflacionária vem pressionando o Monetary Authority of Singapore (MAS) a elevar os juros, o que fez com que o Banco Central de Singapura se tornasse o primeiro dos bancos centrais asiáticos a iniciar uma política monetária contracionista. 

O MAS disse que a medida “garantirá a estabilidade de preços no médio prazo, ao mesmo tempo que reconhece os riscos para a recuperação econômica”.

As expectativas em relação aos juros têm influenciado fortemente os mercados, tanto da Ásia quanto do resto do mundo. Hoje, o Nikkei 225, desabou 1,58%, chegando aos 29.302,66 pontos, enquanto o Shangai Composite se manteve estável, com alta de 0,10%, aos 3.592,70 pontos.

Japão e China

Embora a economia da pequena região de Singapura esteja avançando de forma positiva, o mesmo não vem ocorrendo com as principais economias da região Ásia-Pacífico.

O Japão, a terceira maior economia do mundo, encolheu 0,8% no trimestre em relação ao anterior, o Japão teve contração de 0,8% no terceiro trimestre ante o segundo. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a queda foi de 3%.

Já a China viu o seu PIB do terceiro trimestre de 2021 crescer apenas 4,9% em relação ao mesmo período de 2020, o que representa uma desaceleração em relação aos trimestres anteriores.

Como resultado do baixo crescimento, Japão e China vão do sentido de aumentar os incentivos pelas políticas fiscal e monetária, respectivamente.

No Japão, o governo aprovou na sexta-feira da semana passada (19/11) o terceiro pacote de estímulo econômico desde o início da pandemia.

Este é considerado o maior pacote de estímulo fiscal da história do país, avaliado em 55,7 trilhões de ienes. O valor é referente a cerca de 2,7 trilhões de reais, e mais de 10% do PIB japonês. 

Do lado da China, analistas interpretaram as mudanças do último relatório do Banco Central da China como uma sinalização de possível reorientação da política monetária, no sentido expansionista.

Em outros lugares onde a recuperação econômica também está menos arraigada, mas a inflação está no limite superior ou acima das metas, como na Índia e nas Filipinas, os legisladores provavelmente continuarão a manter as taxas estáveis ​​por vários meses para garantir que a recuperação econômica seja segura.

Enquanto isso, os bancos centrais da Nova Zelândia, Singapura e Coréia do Sul já responderam com uma política monetária mais restritiva, refletindo a melhoria da atividade econômica nestes países.

Bolsas asiáticas reagem à medidas de China e Japão para estimular a economia

Os mercados asiáticos começaram a semana com os investidores reagindo aos estímulos fiscais e monetários das principais economias da região.

O cenário de que a recuperação econômica será mais fraca do que o esperado nos países têm direcionado as expectativas dos agentes no sentido de que os governos tomarão medidas expansionistas para salvar as economias.

Ontem (segunda-feira, 22/11), os índices acionários subiram na expectativa de afrouxamento da política monetária da China e os estímulos fiscais no Japão.

Nesta terça-feira (23/11), o Nikkei 225, o índice de referência do Japão, fechou com subida de 0,1%%, aos 29.774,11 pontos. 

Na China, o Shanghai Composite fechou com 0,20% de aumento, aos 3.589,09 pontos.

China

Analistas interpretaram as mudanças do último relatório do Banco Central da China como uma sinalização de possível reorientação da política monetária, no sentido expansionista.

O objetivo seria utilizar da flexibilização para apoiar a recuperação econômica frente à desaceleração verificada nos últimos meses, principalmente com a crise do setor imobiliário.

No relatório trimestral de política monetária publicado na sexta-feira (19/11), o Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês) retirou alguns termos citados em comunicados anteriores, como a manutenção de uma “política monetária normal”.

Para alguns analistas de importantes instituições financeiras, isso indica uma mudança de postura com foco em medidas de apoio.

O relatório retirou frases anteriores como “controlar a válvula sobre a oferta monetária” e não “inundar a economia com estímulos”, o que sinaliza mais suporte de crédito nos próximos meses.

“Esperamos que Pequim em breve intensifique significativamente a flexibilização monetária e estímulo fiscal para neutralizar a crescente pressão de baixa”, disse Lu Ting, do banco japonês Nomura.

Porém, de acordo com as expectativas de alguns economistas, as medidas de afrouxamento provavelmente seriam focadas em pequenas empresas e “projetos verdes”, alinhados aos esforços do governo de reduzir as emissões de carbono.

No Goldman Sachs, Hui Shan e equipe disseram que a taxa básica de juros deve permanecer inalterada, enquanto Lu, da Nomura, acredita que há maior probabilidade de redução dos requisitos para a taxa de compulsório dos bancos nos próximos meses.

Japão

O Governo japonês aprovou na sexta-feira da semana passada (19/11) o terceiro pacote de estímulo econômico desde o início da pandemia.

Este é considerado o maior pacote de estímulo fiscal de sua história, avaliado em 55,7 trilhões de ienes. O valor é referente a cerca de 2,7 trilhões de reais, e mais de 10% do PIB japonês. 

O novo conjunto de medidas representa quase o dobro do valor prometido pelo primeiro-ministro Fumio Kishida durante sua campanha eleitoral em outubro.

O objetivo desta medida é atuar na recuperação econômica e redistribuir a riqueza entre as famílias e pequenos negócios.

A terceira maior economia do mundo encolheu 0,8% no trimestre de julho a setembro em relação ao trimestre anterior.

O plano de estímulo inclui gastos para melhorar a resposta à crise de saúde, além de outras medidas que não estão diretamente relacionadas com a pandemia.

Mercado Asiático encerra em queda com incertezas sobre inflação e Covid-19

No Japão, a bolsa de Tóquio fechou no campo negativo, com seu foco mudando para o anúncio esperado nesta semana de novos estímulos econômicos. 

O índice de referência Nikkei 225 caiu 0,30%, para 29.598,66 pontos no encerramento das negociações.

O Shanghai Composite caiu 0,46%, o ASX subiu 0,13%, o Kospi da Coreia do Sul caiu 0,51%.

No cenário econômico, a inflação do Reino Unido acende o alerta para o aumento dos juros pelo Banco da Inglaterra. 

O aumento dos casos de Covid-19 na Europa e Ásia também esteve no radar, derrubando preços do petróleo, com receio de novas quedas de demanda.

Nos EUA os investidores continuam monitorando os relatórios de desempenho dos principais emissores de varejo em meio ao aumento da inflação.

A preocupação é de que o Federal Reserve (Fed) se sinta pressionado a aumentar os juros antes do previsto pela instituição.

Inflação no Reino Unido

Dados da inflação britânica mostraram que os preços tiveram a disparada mais rápida dos últimos dez anos.

O Índice de Preços ao Consumidor do Reino Unido subiu 4,2% no ano até outubro, de acordo com dados oficiais divulgados na quarta-feira (17/11). 

Esse é o maior salto no índice desde novembro de 2011, com o resultado sendo impulsionado por custos mais altos de energia e transporte. 

Além disso, a região também está sentindo as consequências do Brexit, o que aumenta o custo de fazer negócios com a União Europeia, seu maior parceiro comercial.

Com esses resultados, o mercado começa a esperar que o Banco da Inglaterra tome a iniciativa de aumentar as taxas de juros em dezembro. 

Isso colocaria o país como o primeiro das grandes economias mundiais a puxar o aumento do juro básico.

Petróleo em queda

Os preços mundiais do petróleo bruto caíram na quarta-feira (17/11) depois que a Agência Internacional de Energia (AIE) e a OPEP alertaram sobre o risco de excesso de oferta devido ao aumento dos casos de Covid-19 na Europa.

Os preços do Brent caíram 2,6%, para US$ 80,28 por barril. Já o WTI caiu 3%, para US$ 78,36 por barril.

O enfraquecimento dos preços mundiais do petróleo bruto teve um impacto sobre os emissores de energia na bolsa de valores australiana. 

Covid-19 volta a assombrar Europa e Ásia

Na última semana do mês de outubro, a Europa e a Ásia Central foram responsáveis por 59% de todos os novos casos da doença e 48% dos óbitos. 

Em números, foram quase 1,8 milhão de novos casos e 24 mil novas mortes relatadas em decorrência do coronavírus.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), se a tendência de alta se manter, essas regiões poderão registrar mais meio milhão de óbitos por covid-19 até fevereiro de 2022.

Hoje, os casos graves da doença têm se concentrado entre grupos não vacinados, especialmente em países com baixa cobertura vacinal.

Bolsas caem na Ásia com receio de inflação e aperto monetário nos EUA

Nesta quarta-feira as ações caíram no Japão, Coreia do Sul e Austrália. 

O Nikkei teve queda de 0,43%%, aos 29,714.50 pontos. O KOSPI, índice coreano, caiu 0,10%, aos 2997.21 pontos. O ASX desabou 0,69%. Já o Shangai Composite teve leve alta de 0,44%.

Preocupações com a inflação e seu impacto no aumento dos juros seguem no radar dos investidores das principais bolsas mundiais.

Aumento salarial na Austrália

Os últimos dados do Bureau of Statistics (ABS) mostraram que os salários dos trabalhadores australianos aumentaram 0,6% no trimestre de setembro.

Em uma base anual, o trabalhador médio experimentou um aumento salarial de 2,2 %.

Os resultados vieram em linha com as expectativas do mercado.

Com isso, o governador do Reserve Bank (Banco Central Australiano), Philip Lowe, disse, na terça-feira, que espera que os salários aumentem “gradualmente” nos próximos anos, e recuou contra as especulações de que a taxa monetária poderia ter de aumentar em 2022 .

A moeda local também caiu devido ao dólar americano mais forte, que atingiu seu nível mais alto em 16 meses em relação a uma cesta das principais moedas.

Evergrande

O presidente do China Evergrande Group, Hui Ka Yan, supostamente injetou mais de 7 bilhões de yuans (US$ 1,1 bilhão) em dinheiro para aumentar a liquidez da empresa. 

O China Business News citou fontes não identificadas próximas a Evergrande, dizendo que Hui levantou os fundos com a alienação de bens pessoais e promessas de ações.

Preocupação com custos elevados no Japão

As ações japonesas reverteram seus ganhos iniciais na quarta-feira, uma vez que as preocupações com o aumento dos custos e um iene mais fraco.

“A fraqueza do iene em relação ao dólar é boa para algumas empresas, mas também um fator negativo para outras. Agora, os investidores estão se concentrando no último, especialmente porque os custos dos materiais estão subindo ”, disse Yutaka Miura, analista técnico sênior da Mizuho Securities.

“Mas as quedas nas ações japonesas são limitadas graças ao sólido desempenho do mercado dos EUA.”

Inflação e política monetária dos EUA

As movimentações do mercado refletem alguns dados econômicos otimistas dos EUA, incluindo um relatório do Departamento de Comércio mostrando que as vendas no varejo aumentaram mais do que o esperado em outubro.

O Federal Reserve também divulgou um relatório mostrando que a produção industrial se recuperou muito mais do que o esperado em outubro.

Neste cenário, um apelo por uma política monetária mais hawkish do presidente do Federal Reserve Bank de St. Louis, James Bullard, sublinhou as preocupações de que a alta inflação poderia eventualmente se dissipar.

Como resultado, os rendimentos do Tesouro e o dólar, e geraram mais apelos por uma política monetária mais rígida.