Como Funciona A Otimização Manual De Um EA e Para Que Serve

Por outras palavras, todos os parâmetros que compõe o EA podem ser analisados um por um para concluirmos qual será o exato ponto em que o EA poderá apresentar uma melhor performance, sempre com base nos dados estatísticos passados.

Por exemplo, imaginemos que determinada estratégia por defeito tem estipulado um take profit de 60 pips. Ao introduzirmos o processo de otimização manual, podemos realmente verificar se na prática esse seria ou não o melhor target para esse EA. É muito provável que um pequeno desvio desse valor, ligeiramente para cima ou para baixo, possa influenciar (por vezes) bastante e de uma forma positiva os resultados do backtest e consequentemente na prática, quando a estratégia já estiver em conta real.

Repare como no exemplo apresentado, no caso da estratégia em questão, à medida que o take profit aumenta, o resultado do lucro também vai aumentando. É através desta lógica de raciocínio que podemos encontrar o TP ideal para qualquer estratégia. A grande vantagem é que conforme podemos aplicar esta metodologia para identificar o melhor TP, também a podemos utilizar para encontrar outras variáveis quaisquer que façam parte do robot. Como consequência teremos seguramente um melhoramento do resultado final do lucro das estratégias, para além da preciosa ajuda que esta ferramenta nos fornece para decidir se valerá a pena ou não investir tempo em determinado EA/estratégia.

Toda a metodologia em termos práticos tem mais algumas vantagens, pois permite encontrar os níveis de intervalo e região de preços ótimos e uma vez encontrado dentro do intervalo ótimo o melhor parâmetro permite ir melhorando e pesquisando outros parâmetros de forma circular.

Por vezes através de uma estratégia é possível produzir sub estratégias que apesar de terem a mesma lógica podem entrar em pontos e momentos diferentes, chegando até em alguns momentos a parecer que se trata de uma estratégia completamente diferente, o que é excelente para a diversificação de um portfólio.

Por: Nelson Dias.

Diferenças De Execução Das Operações Entre Backtests, Contas Demo E Contas Reais

No trading automático existe um processo base por detrás da decisão da aprovação de uma operativa:

Backtest à Demo (aproximadamente 3 meses) à Real (1 a 3 meses) à Backtest novamente

Durante este processo é possível constatar que será muito difícil (ou mesmo impossível) encontrar um determinado sistema que apresente os mesmos resultados ao longo das várias etapas. As diferenças serão bem evidentes e geralmente os resultados que as contas reais apresentam são inferiores aos dos backtests e aos das contas demo (muito raramente poderá acontecer o inverso). Tal facto deve-se essencialmente a alguns fatores que passo a mencionar:

Slippage. Também conhecida por “deslizamento” em português, é a execução de uma ordem a um preço pior do que aquele em que foi pedido. Isso significa que uma mudança abrupta na cotação ocorreu. Slippage pode ocorrer por exemplo durante divulgação de notícias importantes que tem um efeito significativo sobre o mercado. O tamanho do slippage pode variar umas várias dezenas de pips. Geralmente nas contas demo essa variação é significativamente inferior às contas reais, e nos backtests acaba mesmo por ser insignificante, sendo por isso uma variável que influencia os resultados.

Latência. É o tempo que uma ordem demora a entrar no mercado. O backtest assume sempre que determinada ordem entra no momento exato em que a oportunidade é detetada, enquanto nas contas demo e real pode demorar umas boas milésimas de segundos ou até mesmo segundos. Enquanto isso o preço vai variando e poderão-se registar diferenças no preço de entrada, alterando também o resultado final da operação entre as contas.

Spread. É impossível trabalhar com uma precisão absoluta ao selecionar o spread num backtest, este é apenas uma estimativa. Da mesma forma, por mais parecido que seja o spread entre uma conta demo e real, iremos encontrar sempre pequenas diferenças que afetam os resultados das operações. Em alguns casos, devido a este ponto, algumas ordens em conta real poderão mesmo ficar por abrir, sendo por isso também normal verificarmos com frequência diferenças no número de operações entre estes 3 modelos.

Por Nelson Dias.

O Que É Um Backtest No Trading Automático E Para Que Serve (Continuação)?

No seguimento dos dois últimos artigos iremos continuar a abordar aspetos importantes na análise de um backtest e que se devem levar em consideração nos momentos de tomadas de decisões relativas às operativas de um Trader.

Hoje vamos abordar os quatro pontos destacados no backtest infra:

  • Fator de lucro

O valor do fator de lucro resulta da divisão do valores do lucro bruto e da perda bruta. Assim temos:

– Lucro Bruto                      = $41.868,33

– Perda Bruta                      = $18.380,15

– Fator de Lucro = $41.868,33 : $18.380,15 = 2.28

O fator de lucro permite-nos auferir o grau de qualidade da nossa estratégia. Geralmente, a título indicativo, temos as seguintes avaliações:

– PF = 1.15                           = Mínimo aceitável

– PF = [1.20 – 1.30]           = Regular

– PF = [1.35 – 1.50]           = Bom

– PF = [1.50 – 2.00]           = Muito bom

– PF >2.00                             = Excelente

  • Compensação esperada

Esta rúbrica indica-nos o que esperamos obter em média cada vez que abrimos uma ordem no mercado. Se dividirmos o lucro pelo número de operações obtemos o valor de $29.14 mencionado no backtest. Não há um critério absoluto neste valor para comparar com outras estratégias, pois depende sempre muito do tipo de estratégia em causa. Ainda assim poderemos sempre comparar estratégias da mesma família para concluir a que nos poderá dar mais garantias.

  • Máximo de ganhos consecutivos / perdas consecutivas

Esta rúbrica é especialmente muito útil para quando já temos a operativa a trabalhar em conta real. Ela serve como um critério de alerta. No caso deste backtest temos 22 perdas consecutivas, o que significa que, se numa conta real porventura verificarmos este cenário, deveremos ter especial atenção e cuidado, pois é um alerta de que possivelmente a estratégia já estará desenquadrada com as condições de mercado atual, tornando-se por isso necessário interromper momentaneamente a mesma e reotimizá-la.

Por Nelson Dias.

O Que É Um Backtest No Trading Automático E Para Que Serve (Continuação)?

Tal como referido no artigo da edição anterior iremos dar continuidade à leitura de um backtest, desta vez, analisando os principais pontos que devemos ter em consideração no momento de tomadas de decisões para eventualmente levarmos a nossa operativa ao mercado.

Vamos usar como exemplo o backtest infra, e os principais pontos aos quais devemos dar especial atenção para o interpretarmos corretamente (para além dos já referidos na edição anterior) encontram-se destacados:

  • Lucro líquido total

É a rentabilidade líquida (já com o spread, comissões, taxas e swaps descontados) simulada que a operativa em causa teria produzido no intervalo de tempo definido (2008.01.01 – 2018.01.01). Neste caso estamos perante um backtest de 10 anos e que utiliza sempre a mesma lotagem, o que poderá facilitar os nossos cálculos da rentabilidade sobre o capital inicial. Vejamos que esta operativa diz-nos que seria capaz de produzir 234,88% do capital inicial, o que representaria 23,48% ao ano.

  • Rebaixamento absoluto (Drawdown)

Este é considerado pela grande maioria dos Traders o seu maior inimigo. Num backtest é particularmente importante para definirmos até onde poderemos estar dispostos a ir em termos de valores negativos, tornando-se por isso muito importante e útil na medida em que nos vai ajudar a definir a lotagem exata a utilizar na estratégia. Muitos Traders aqui focam-se apenas no valor percentual (3,76%) mas o valor em termos absolutos ($1.116,97) assume maior importância. Ora vejamos… vamos assumir que começamos a operar numa conta de $10.000,00, tal como a do backtest, e que entramos imediatamente em drawdown:

– Se olharmos apenas para o valor percentual, para os 3,76%, era suposto e previsível atingirmos apenas um drawdown máximo de $376;

– Por outro lado, se nos focarmos no valor absoluto (o que realmente poderá acontecer), o backtest diz-nos que em algum momento no passado a operativa atingiu um valor de $1.116,97, o que se traduzirmos para percentagem equivale a 11,17% do capital inicial!

Neste exemplo fica bem patente a importância de utilizarmos o valor absoluto em detrimento da percentagem.

  • Negociações com perda

Valor líquido máximo em $ que a operativa perdeu. À semelhança do drawdown, este campo também é muito útil para estipular o valor máximo das perdas que um Trader estará disposto a assumir e, através delas, à semelhança e simultaneamente com o drawdown, definir também as lotagens.

  • Total de negociações

É o número total de operações efetuadas pela estratégia.

Este é um pormenor muito importante que nos permite averiguar se o número aqui apresentado está ou não de acordo com a família da operativa em análise. Por exemplo, no caso deste backtest se calcularmos a média de operações mensais feitas pela operativa vemos que são cerca de 6,72 (806 operações : 10 anos : 12 meses). Com este valor podemos concluir que possivelmente estamos perante uma operativa tendencial em vez de uma scalper que por norma efetua muitas mais operações ao mês.

Por Nelson Dias.

O que é um Backtest No Trading Automático E Para Que Serve?

Para os menos familiarizados com o termo, backtest consiste em analisar de uma forma profissional e detalhada um modelo algorítmico com dados históricos para tirar conclusões do que ocorreu no passado com esse mesmo modelo.

Para tal, ao ser feito, deve obedecer rigorosamente a uma série de normas importantes, tal como:

  • Spreads, lotes, risco e capital fixos. Estes aspetos vão facilitar-nos o trabalho de comparação de estratégias, desde a sua criação até à futura análise/auditoria das mesmas e aí perceber com “justiça” quais as melhores e as que tem mais potencial.
  • Provas de sensibilidade. Por exemplo, o spread escolhido para uma prova deve ser ligeiramente superior ao praticado pelo broker no qual estamos a fazer a prova. Este pormenor dá-nos a garantia que os resultados obtidos não se irão desviar em demasia dos reais.
  • Observam-se os períodos mais críticos e importantes do mercado. Servem para verificar se determinados períodos de tempo importantes afetam ou não os nossos resultados. Ex: em 2007 o subprime, 2010 a crise na Grécia, entre outros.

Aqui poderá encontrar um bom exemplo de um backtest fiável:

Repare nos principais pormenores que nos transmitem a maior confiança possível sobre a credibilidade de um backtest:

  1. Modelo cada tick. Este modelo é considerado o mais fiável de todos, na medida em que analisa todas as velas disponíveis.
  2. Erros de gráficos incompatíveis. Qualquer backtest para ser validado terá de ter este valor igual a zero.
  3. Qualidade do modelamento. 90% é a qualidade máxima que se pode obter dos dados disponíveis na plataforma MT4, por isso qualquer valor abaixo dessa percentagem anula a viabilidade dos resultados obtidos.

Estes são os primeiros aspetos que devemos ter sempre em consideração no momento de efetuar um backtest, pois qualquer divergência em relação ao referido este perde a sua viabilidade e consequente validação.

Por Nelson Dias.

Gostava que o meu Trading Fosse Automático, mas Qual será a Melhor Opção: Robots ou Sinais?

Em primeiro lugar quem estiver interessado nestas opções deve acima de tudo ter uma perfeita noção do seu nível de experiência e decidir em função disso, pois, se por um lado é verdade que grande parte do material que encontramos tem apenas como finalidade vertentes comerciais, por outro lado é também verdade que ainda assim é possível encontrar algum material de qualidade de alguns Traders que realmente estão focados em apresentar bons resultados obtidos diretamente da negociação no mercado.

Por questões técnicas, se compararmos a simplicidade da colocação em prática de ambas as operativas, diria que os sinais são mais práticos e fáceis de seguir do que propriamente ativar um robot, ainda assim, esta segunda opção, com mais algumas horas de dedicação, poderá também estar facilmente ao alcance de qualquer pessoa.

Para ambas as situações, no momento da escolha, qualquer investidor deve prestar especial atenção ao histórico dos resultados, pois deve-se privilegiar sempre track records com mais histórico. Para além disso evitar cair na tentação de observar apenas as estratégias com altas rentabilidades, na medida em que a larga maioria que se podem encontrar nessas condições geralmente também são acompanhadas por grandes percentagens de drawdown, a menos que o investidor esteja disposto a correr esses riscos. Considero mais apropriado e conveniente estratégias mais equilibradas, com rentabilidades interessantes e com drawdown psicologicamente mais fáceis de suportar.

O custo da aquisição também é um fator que se deve ponderar ao decidir. É necessário, em função do capital que o investidor tem disponível para aplicar, fazer uma estimativa do lucro líquido e eventualmente, para aqueles que vão operar com menos capital, ver qual a opção mais vantajosa, cuja recuperação do investimento seja mais rápida e que ofereça “garantias” de melhores resultados no futuro.

Convém ainda ter em mente que para ambos os casos os resultados estarão sempre dependentes de outras pessoas e programas que raramente conhecemos, e que por isso pode de certa forma limitar a confiança de qualquer um. Mais uma vez, convém destacar neste ponto a importância de um Trader que apresente já resultados de vários anos, pois se estes são bons e consistentes a probabilidade de estarmos perante alguém fidedigno e profissional é muito maior.

Uma vez que ambas as operativas estejam instaladas é possível que a do robot necessite de mais um pouco de manutenção do que um sinal, seja para atualizações do software, reoptimização dos parâmetros, questões técnicas com VPS, entre outras.

Então, tal como iniciei o presente conteúdo, esta decisão vai variar de pessoa para pessoa, em função do seu perfil e do nível de investimento e envolvimento que pretenda com a operativa escolhida. Ambas, quando boas, tem um grande potencial.

Por Nelson Dias.

Operar Notícias, Vantagens E Desvantagens

Mas será isso por si só suficiente para criar uma operativa vencedora a longo prazo?

A minha opinião é sim, pois conheço Traders com contas verificadas/auditadas que o fazem bem e que apresentam resultados consistentes ao longo dos anos. Inclusive, grande parte desses Traders, só querem estar no mercado desta forma, acabando por estar “desligados” do mesmo grande parte do tempo. Esta acaba por ser uma grande vantagem deste tipo de operativa, a reduzida exposição de tempo no mercado, evitando assim outros eventos inesperados que possam eventualmente ocorrer e que sejam contra o posicionamento do Trader, tipo flash crash, anúncios e decisões inesperadas que possam impactar fortemente a economia, entre outros.

Outra grande vantagem tem a ver com o comportamento do mercado nesses momentos. Os experts neste tipo de negociação, com o passar dos anos, adquirem conhecimentos e uma experiência tal que acabam por ter uma precisão muito apurada em relação ao que (ou não) fazer. O Trader que se dedica apenas a esta operativa acaba por ter também vantagens a nível psicológico, pois num mês irá operar apenas entre 6 a 12 vezes, o que lhe permite mais e melhor descanso, menos pressão/stress, mais energia ao concentrar-se apenas numa operativa e também muita mais liberdade para a sua vida pessoal.

Por outro lado, e como qualquer outra operativa, esta também apresenta as suas fraquezas, que passo a mencionar:

  • Principalmente numa fase inicial da carreira de um Trader pode causar desconforto e impaciência ao se colocar em prática apenas em momentos muitos específicos e ao ficar a maioria do tempo inativa perante o mercado;
  • Devido à pouca atividade pode atravessar longos períodos de drawdown, demorando assim a sua recuperação;
  • Como nestes momentos específicos tende a existir uma forte volatilidade nos mercados há por isso a possibilidade de as perdas serem superiores ao estipulado pelos SL (Stop Loss), na medida em que só os irá conseguir satisfazer num preço já diferente;
  • Os Traders que pensam numa vertente mais profissional e pretendem por exemplo gerir capital de terceiros podem, com esta operativa, experimentar algumas divergências negativas entre os seus resultados e os dos seus seguidores.

Em jeito de conclusão, conhecidas as vantagens e desvantagens, e eu que sou particularmente adepto da construção de portfólios, considero que este tipo de operativa deve fazer parte e complementar um portfólio de estratégias para que se possa suavizar o peso das suas desvantagens e consequentemente potencializar o portfólio como um todo.

Por Nelson Dias.

Será o Drawdown o Maior inimigo de Qualquer Trader?

Para situar os menos familiarizados com este termo, fica aqui uma resumida e simples definição: Drawdown é a medição de uma desvalorização na curva de capital de uma conta. Por exemplo, se numa conta de 10.000,00€ verificamos uma desvalorização de 1.000,00€, esse valor (os 1.000,00€) é o drawdown (em termos líquidos)… o mesmo será dizer que em termos percentuais essa conta regista um drawdown de 10% (1.000/10.000 x 100). Depois é necessário ainda medir o drawdown em termos de tempo, pois por vezes a curva de capital poderá demorar meses e meses a ultrapassar novamente o seu máximo. Muitos consideram 3 meses ser o limite de tempo aceitável para suportar um drawdown, defendendo que após esse período, e continuando ainda a conta sem experimentar um novo máximo, estará então na altura de rever e efetuar alterações à operativa que está a ser utilizada. No entanto, considero que estaremos sempre a falar de valores, por isso cada qual deve adaptá-los da melhor forma ao seu perfil de modo a que se sinta confortável com os mesmos.

Nesta matéria o que convém reter é que o drawdown é inevitável em qualquer operativa, podendo mesmo tornar-se um grande inimigo de qualquer Trader… o Trader é que por sua vez deve sim ser criativo e trabalhar com inteligência, para que diminua essa “inimizade” ao máximo e possa de certa forma tirar vantagem dos desafios que vai experimentando com ela, seja através do melhoramento dos riscos das diferentes operativas, aperfeiçoamento da descorrelação entre as estratégias, trabalhar a paciência, disciplina, entre outros.

Para finalizar, e apenas em jeito de reflexão, deixo aqui uma tabela ilustrativa, que qualquer Trader deve ter em mente, de um aspeto descartado muitas vezes, que tem a ver com a recuperação do drawdown:

Perdas % Perdas Recuperação Divergência
5 5% 5,26% 0,26%
6 6% 6,38% 0,38%
7 7% 7,53% 0,53%
8 8% 8,70% 0,70%
9 9% 9,89% 0,89%
10 10% 11,11% 1,11%

Uma vez que uma conta experimenta um drawdown, e partindo do princípio que cada perda equivale a 1%, vejamos que essa conta após desvalorizar 10% já terá que produzir 11,11% para voltar ao seu capital inicial. Se a isto juntarmos uma gestão de risco equilibrada e rigorosa, ou seja, cujos lotes das operações estejam em linha com a curva de capital, significa que o tempo de recuperação também irá aumentar, pois à medida que a curva de capital desce os lotes a aplicar nas operações também deveriam diminuir o que faz com que seja necessário mais tempo para recuperar.

Com este exemplo associado ao conteúdo anteriormente referido fica bem explícita a importância do drawdown nas contas de negociação assim como os principais aspetos que podem ser trabalhados para minimizar ao máximo possíveis danos.

Por Nelson Dias.

Psicologia No Trading Automático

Muitos Traders, principalmente aqueles que estão numa fase inicial da sua carreira, consideram fantástica a possibilidade de trabalhar de forma automática nos mercados financeiros. Até aqui tudo bem… a questão é que também acabam por achar que podem “desligar” por completo do mercado ao saberem que os seus robots estão lá a trabalhar 24 horas por dia e que são uma excelente forma de eliminar as emoções e todos os desafios que podemos encontrar associados à psicologia do trading.

É uma verdade que ajudam, e muito, a suavizar as dificuldades que se vão encontrando no percurso da evolução como Trader, assim como ajudam a reduzir a curva do tempo de aprendizagem, no entanto, na prática, é necessário passar pelas sensações e experiências que qualquer outro Trader (manual) enfrenta. De nada adianta termos estratégias automáticas vencedoras se o nosso mindset está pouco trabalhado e desalinhado com a operativa que escolhemos levar ao mercado real, quando isto acontece, há uma grande probabilidade de insucesso.

O Trader automático, para seu conforto e níveis de confiança mais elevados, deve conhecer perfeitamente os sistemas que compõem o seu portfólio e os seus respetivos potenciais de retorno, assim como lidar naturalmente com as perdas previamente estipuladas que surgem em algum momento e que são inevitáveis neste negócio. Para chegar a este patamar torna-se por isso necessário, principalmente nos primeiros anos, um bom investimento de tempo, tanto para estudar continuamente assim como o tempo naturalmente necessário para que a psicologia do Trader se adapte e aceite o mercado tal como ele é. O tempo para atingir este patamar varia de pessoa para pessoa, desde a sua entrega e compromisso para com atividade, às suas convicções, objetivos, relação com a sua vida financeira, entre outros…, mas uma vez conseguido, o Trader tem tudo para ser consistente.

Após esta fase de amadurecimento psicológico o Trader terá uma relação muito melhor e mais saudável com o mercado, pois já adquiriu experiências e convicções mais realistas que lhe permitem gozar de uma sensação de maior controlo. Ainda assim sabe que o trabalho é contínuo, sabe que o mercado está em constante mudança e que é necessário um ativo upgrade em relação ao seu autoconhecimento.

Por Nelson Dias.