Ações de tecnologia foram destaque em 2021 e seguem recomendadas

O termo FAANG é usado entre os investidores de ações para descrever o grupo das maiores empresas do setor de tecnologia: Facebook (agora Meta), Amazon, Apple, Netflix e Google.

Embora estejam de fora da sigla, talvez seja apropriado incorporar mais dois nomes neste conjunto: a Tesla e a Microsoft

Há alguns analistas que optam por chamar essas ações de “ações de uma única decisão”, ou seja, são ações que você deve comprar e nunca mais vendê-las.

Isso porque estas são talvez as companhias com maior potencial de inovação e adaptabilidade do mundo. 

A tecnologia é um dos principais fatores responsáveis pelo crescimento das empresas e das sociedades. 

É a partir das inovações tecnológicas que a humanidade se desenvolveu, criou novos produtos, novos empregos, diferentes formas de se relacionar e elevou seu nível de bem-estar.

E se há algum lugar que as próximas inovações deverão se desenvolver, é muito provável que as ações FAANGs contribuirão de alguma forma.

Entretanto, como é de praxe lembrar, todo potencial ganho é acompanhado de um grau de risco de mesmo tamanho. E isso não é diferente com as ações que citamos aqui.

Elas estão precificando um crescimento de lucro abismal para os próximos anos. Caso este crescimento não ocorra, é bem provável que suas cotações caiam fortemente.

Porém, se o crescimento for igual ou acima do esperado, é também igualmente esperado que os preços continuem subindo ininterruptamente.

Desempenho em 2021

Todas as ações citadas aqui possuem suas versões em BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que permitem aos investidores brasileiros investirem sem precisar enviar dinheiro para o exterior.

Estas podem ser acessadas a partir dos seguintes tickers:

  • Alphabet (dona da Google): GOGL34
  • Amazon: AMZO34
  • Apple: AAPL34
  • Facebook (atualmente chamada de Meta): FBOK34
  • Microsoft: MSFT34
  • Netflix: NFLX34
  • Tesla Motors: TSLA34

Ao contrário das ações brasileiras, as BDRs das gigantes da tecnologia se valorizaram fortemente neste ano de 2021. 

Uma pequena parte se deve ao dólar, que subiu cerca de 9% neste ano. Porém, a maior parcela dos ganhos se deve às perspectivas positivas para o futuro.

Em ordem de desempenho das BDRs do grupo de gigantes da tecnologia que mais subiram no ano, temos: Google (+81%), Microsoft (+67,7%), Tesla (+62%), Apple (+ 48,2%), Facebook (+37,6%), Netflix (+25%), Amazon (+13,6%).

Recomendações

Quem investiu nas ações de tecnologia em 2021 teve bons ganhos, ultrapassando o Ibovespa no ano. 

Apesar da Alphabet ter sido a maior alta do ano, se engana quem achar que a ação chegou ao topo e não tem muito ainda a entregar.

Para a UBS, a dona da Google ainda tem um bom caminho de subida pela frente e deve continuar apresentando um desempenho superior frente ao mercado.

De acordo com o relatório do banco, o preço-alvo das ações da Alphabet negociadas nos EUA é de US$ 3.925,00, o que nos dá um potencial de ganho de cerca de 32% em relação à cotação atual.

Outra companhia com boa recomendação é a Apple. As ações negociadas no mercado americano estão com recomendação de compra pelo banco Morgan Stanley, com preço alvo de US$ 200,00. 

Aqui o potencial de ganho é menor, de 17,6%, mas que pode aumentar a depender da mudança de expectativas na medida em que os projetos da companhia forem tendo sucesso.

4 ações para apostar no mercado de veículos elétricos

O boom dos veículos elétricos está em pleno andamento. Enquanto o mercado global de automóveis sentiu a retração de 6% nas vendas provocada pela pandemia, o setor de elétricos não conheceu a crise.

As vendas de veículos elétricos devem crescer mais de 80%, para 5,6 milhões de unidades em 2021. Em 2020 foram vendidos 3 milhões de carros.

Atualmente há cerca de 10 milhões de carros elétricos circulando no mundo todo.

Em relatório intitulado Global EV Outlook 2021, a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) estima que até 2030 serão 145 milhões de veículos circulando no mundo.

Isso se considerarmos apenas o cenário mais conservador. Se os governos implementarem incentivos para o setor, esse número pode chegar a 230 milhões.

Já o BNEF, braço de pesquisa estratégica da Bloomberg, prevê que poderá haver até 677 milhões de veículos com emissão zero nas estradas em 2040.

Parte deste movimento é justificado pela corrida dos consumidores e investidores em direção a soluções ambientalmente mais sustentáveis e menos degradantes.

Esse cenário pode gerar ótimas oportunidades para investimentos que explorem o mercado de veículos elétricos.

À seguir, temos três opções para quem quiser apostar nesse caminho, com três empresas estrangeiras e uma brasileira.

Tesla

Quando se fala em carros elétricos instantaneamente evocamos na mente o nome da Testa.

A empresa de Elon Musk tem sido um dos principais destaques do ano em seus projetos de foguetes e veículos. Tanto é que o CEO da companhia foi eleito a personalidade do ano pela revista Time.

Depois de atingir o pico de quase US$ 1.250 por ação, em 4 de novembro deste ano, a fabricante de veículos elétricos viu suas ações caírem para baixo dos US$ 900.

Apesar da queda, alguns analistas afirmam que as ações da Tesla continuam altas, precificando um elevado crescimento.

Crescimento este que a empresa vem apresentando nos últimos resultados. 

No terceiro trimestre de 2021 a Tesla divulgou resultados recordes. O lucro líquido foi de US$ 1,62 bilhão, crescimento de 389% ante 2020. Já a receita total no trimestre cresceu 57% na base anual, para US$ 13,75 bilhões.

Atualmente, o desafio da empresa para aproveitar a alta demanda por veículos elétricos é tornar seus produtos acessíveis ao grande público.

Outro obstáculo a ser superado será o provável crescimento da concorrência, especialmente chinesa.

Apesar disso, há investidores confiantes de que a Tesla conseguirá se manter como destaque nos próximos anos. Para Dan Ives, analista da Wedbush Securities, o preço-alvo estimado para as ações da companhia é de US $ 1.400, o que representa um ganho potencial de mais de 40% em relação a cotação atual.

No Brasil, é possível investir na Testa a partir de sua versão em BDR, com o ticker TSLA34.

Ford

A Ford Motors é uma veterana de Detroit e certamente não ignorou o aumento dramático dos veículos elétricos.

Além das novas versões elétricas de seus campeões de venda, o F-150 e o icônico Mustang, a companhia também está conquistando uma posição de destaque.

Recentemente a Ford revelou o primeiro veículo elétrico de plug-in híbrido de célula de combustível do mundo, o Ford Edge HySeries. 

“Este veículo oferece à Ford o máximo em flexibilidade na pesquisa de tecnologia de propulsão avançada”, disse Gerhard Schmidt, vice-presidente de pesquisa e engenharia avançada da Ford Motor Company. 

“Poderíamos tirar o sistema de energia da célula de combustível e substituí-lo por um motor a diesel de tamanho reduzido, a gasolina ou qualquer outro trem de força conectado a um pequeno gerador elétrico para produzir eletricidade”, completou.

Graças em grande parte ao seu eixo verde, o preço das ações da Ford dispararam neste ano. 

Desde o início de 2021, o preço das ações da empresa subiu de US$ 8,52 para US$ 19,90, representando um aumento de mais de 100% no valor.

No Brasil, é possível investir na Ford através do seu respectivo BDR, cujo ticker é FDMO34.

Apple

Isso mesmo, a Apple, uma das maiores fabricantes de celulares e computadores do mundo, está com um projeto de criar o seu próprio carro no futuro.

A empresa estabeleceu uma meta para produzir um carro elétrico e 100% autônomo até 2025, embora ainda não tenha anunciado um parceiro de produção para o projeto.

Entretanto, ainda existem dúvidas sobre quem seria o parceiro nessa empreitada revolucionária de Tim Cook (CEO da Apple).

Isso porque a empresa precisará contar com outros parceiros para fornecer uma base para o “Apple Car”, já que não possui nenhuma fábrica capaz de produzir um carro inteiro.

Os rumores indicavam que a japonesa Hyundai seria a montadora do carro desenhado e projetado pela Apple. Porém, no início de fevereiro, foi revelado que o negócio fracassou. 

Embora a criação do Apple seja ainda um rumor, vale a pena ficar de olho neste desdobramento. Mesmo que a aposta no mercado de carros elétricos dê errado, a empresa ainda possui projetos em vários outros setores, como o metaverso.

O investidor brasileiro pode investir na Apple através do BDR, cujo ticker é AAPL34.

Marcopolo

No Brasil, o mercado de veículos elétricos ainda segue a passos lentos, quase parando na verdade.

Atualmente o país possui uma frota de apenas 60 mil carros movidos a energia elétrica, de acordo com a Associação Brasileira do Veículos Elétricos (ABVE). 

A maior justificativa pela baixa venda dos veículos elétricos são os preços pouco acessíveis: o carro elétrico mais barato vendido por aqui custa cerca de R$ 150 mil.

Entretanto, isso não significa que não haja boas oportunidades de investimento por aqui. Uma delas, e talvez a principal, é a Marcopolo (POMO4).

A companhia lançou recentemente o Attivi, o primeiro ônibus elétrico com chassis próprio da fabricante de carrocerias de ônibus.

A versão experimental do veículo tem capacidade total para 89 passageiros e autonomia de aproximadamente 250 km.

Além disso, o ônibus conta com partes dos componentes produzidos por outra empresa brasileira, a Web (WEGE3).

A proposta é que o veículo seja adaptado às necessidades do transporte urbano e intermunicipal. 

Com emissão zero de gases de efeito estufa e atendendo às normas globais de segurança, ele pode atender não só a demanda nacional como também ser vendido para o mundo todo.

Recentemente, o Bradesco BBI elevou a recomendação da ação da Marcopolo (POMO4) de underperform (desempenho abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra). 

Com isso, o preço-alvo aumentou de 2,50 para R$ 4,00, o que representa um potencial de valorização de cerca de 40%.

Dogecoin quer se recolocar à frente das memecoins

Nas últimas semanas, em meio à altas recordes e números históricos de titãs do mercado como Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e companhia, a Shiba Inu (SHIB) tomou parte dos holofotes para si.

Mesmo valendo ainda frações de centavos de dólares americanos e passando somente por seu primeiro momento de maturação, a incansável “Shib Army” vem fazendo sua parte para segurar o ativo enquanto aguarda o amadurecimento do projeto por trás de SHIB.

Com isso, não é simplesmente coincidência vermos, justamente nesse momento de oscilação da Shiba Inu, a sua “irmã mais velha” e rival Dogecoin (DOGE) se mexendo para retomar parte do destaque perdido.

Abordagem diferente deu resultado

A Dogecoin já é mais consolidada no mercado, apesar de ainda ter muito a fazer em seu promissor futuro. Tendo sua versão inicial lançada oficialmente em 6 de dezembro de 2013 por Billy Marcus e Jackson Palmer, chegou já em janeiro de 2014 a bater os US$ 60 milhões de capitalização.

O ativo foi fundado com o objetivo de atender uma fatia mais ampla e diversificada do público, escapando de problemas e polêmicas geralmente atravessados por outras criptomoedas ao abraçar a bandeira de “memecoin” para se promover a partir do bom humor. Do ponto de vista mais técnico, o projeto realmente entregava o que prometia com facilidade, abundância e preço acessível, chegando já ao meio do ano seguinte do seu lançamento aos 100 bilhões de coins mineradas.

Assim como Shiba Inu e sua armada, os investidores mais envolvidos com a Dogecoin são extremamente ativos na internet, o que colocou o ativo em evidência para o mundo em eventos como os jogos olímpicos de inverno de 2014, a Nascar (corrida em pista oval que faz sucesso nos Estados Unidos), sendo aceita por um período como método de pagamento na rede de fast-food Burguer King e arrecadando fundos em seu nome para causas humanitárias.

Movimentações como essas, atreladas ao humor e aos envolvidos investidores, atraíram os olhares do CEO da Tesla (TSLA), Elon Musk. Para muitos, essa conexão foi o ponto de virada da Dogecoin para ter a relevância que tem hoje, uma vez que Musk começou a agir quase como um garoto propaganda da moeda ao elogiar repetidas vezes a “força” da Doge e de sua comunidade no âmbito de trocas e pagamentos em geral.

Primeiros passos para reafirmar o protagonismo no seu nicho

A equipe responsável pela Dogecoin vê como favorável o momento para reafirmar o posto superior à Shiba Inu e começa seu “contra-ataque”. O principal destaque do âmbito mais prático de seu funcionamento fica por conta da atualização batizada de Core 1.14.5.

As novidades principais no processo são a redução de taxas envolvendo mineração e transações referentes à Dogecoin, além da elevação de nível na segurança tanto das Dogecoins já adquiridas mercado à fora, quanto da própria rede de funcionamento que registra movimentações e novas coins geradas.

Além das melhoras em seu funcionamento, a Doge voltou a ganhar holofotes após passar as últimas semanas ofuscada pela Shiba Inu com a ajuda do próprio Elon Musk.

No início de novembro (quinta-feira, dia 4) usuário de twitter Tree of Alpha revelou, após buscar pelos códigos-fonte das páginas de opções de pagamentos dos site da Tesla, que uma opção para compra de produtos com Dogecoin está sendo testada. O curioso é que os textos indicam que a opção de compra em Doge será descrita com a frase “Order with Shiba” – Pedir com Shiba, ao pé da letra no português.

Em primeiro plano, seria possível imaginar que a opção se referiria à Shiba Inu, mas além da clara preferência de Musk entre os dois ativos, mais detalhes indicam que o sistema da Tesla levará o cliente à uma página exclusiva para a troca e movimentação de Dogecoins.

Não existe muita surpresa na proximidade entre Shiba e Doge em aspectos de funcionamento, público e, principalente, objetivo. Contudo, a mais experiente dentre a moedas caninas já tem a sua disposição um portifólio de respeito além de aliado poderoso em Musk, pontos que, pelo menos por hora, coloca a Dogecoin em um patamar diferente da Shiba Inu e dos demais ativos que busquem seguir seus passos.

Uber faz parceria com Hertz para 50 mil carros Tesla nos EUA

Por Tina Bellon

Os motoristas poderão alugar um carro elétrico Tesla através da Hertz a partir de 1º de novembro em Los Angeles, São Francisco, San Diego e Washington DC. O programa será expandido ainda este ano para cidades em todo o país, disse a empresa.

O aluguel do Tesla, que consiste principalmente no sedã Model 3, custará a partir de 334 dólares por semana, incluindo seguro e manutenção. O Uber disse que o custo do aluguel cairá para 299 dólares por semana ou menos conforme o programa se expandir no ano que vem.

O anúncio do Uber veio poucos dias após a Hertz na segunda-feira dizer que encomendará 100 mil veículos Tesla até o fim de 2022. A notícia do maior pedido da Tesla de todos os tempos levou a uma alta do preço das ações, fazendo o valor de mercado da empresa ultrapassar 1 trilhão de dólares.

O anúncio desta quarta-feira é o passo mais significativo da Uber até agora na expansão do uso de carros elétricos. A empresa prometeu operar apenas veículos elétricos em sua plataforma nos EUA, Canadá e Europa até 2030 e, em todo o mundo, até 2040.

Mas apenas alguns motoristas de aplicativos podem pagar os preços mais altos dos carros elétricos. Em 2019, apenas 0,15% de todas as milhas Uber nos EUA e Canadá foram dirigidas em veículos elétricos, mostraram dados da empresa.

Multinacionais cada vez mais próximas das criptomoedas

Questão de tempo

A consideração do peso das criptomoedas na economia mundial não pode ser mais ignorado. Seu potencial em valores e possibilidades, somado aos seus revolucionários princípios, já denotam a iminente “chegada” dos ativos dessa natureza ao mundo off-chain.

Sem muitas surpresas, nações de todos os continentes se preparam, em sua maioria de maneira receptiva, em direção ao melhor posicionamento possível frente ao novo mercado.

Consequentemente, as maiores empresas do planeta também se preparam para a onda de mudanças que já chegou, com representantes importantes de setores variados puxando abrindo caminhos para seus respectivos ramos.

Gigantes do mundo dos negócios se preparam para a nova era

Durante o último final de semana (23 e 24), foram confirmadas as movimentações da gigante do varejo Walmart (WMT) para receber pagamentos em Bitcoin (BTC). Depois de passar pela polêmica da fakenews envolvendo o Litecoin (LTC), a multinacional confirmou as parcerias firmadas com a Exchange CoinMe e com a fabricante e programadora de caixas eletrônicos, Coinstar para montar um sistema capaz de receber pagamentos por seus produtos em Bitcoin.

200 caixas capazes de converter dólares americanos em vouchers de BTC (que poderão ser convertidos para carteiras da CoinMe) foram adquiridos pelo Walmart. Estima-se, entretanto, que pelo menos no formato inicial desenhado, cerca de 11% seja cobrado em taxas nas transações.

Quem também anunciou nessa terça-feira (26) mudanças importantes na interação com criptos  – que até por conta do âmbito de pagamentos, pode propagar avanços posteriores ainda maiores – foi a Mastercard (MA).

A empresa caminha para dar suporte às transações em criptoativos, o que pode abrir as oportunidades para que bancos operem juntos ao novo ecossistema.

A novidade está sendo construída em parceria com a plataforma de negociações Bakkt, que será responsável pelo acompanhamento do novo sistema, que permitirá cerca de 1 bilhão de usuários explore as transações de moedas virtuais para compra, venda e demais serviços como programas de fidelidade e recompensas.

Por fim, a Tesla (TSLA), pioneira na recepção às criptomoedas muito por conta do CEO Elon Musk ser grande entusiasta do mercado, indica que deve “retomar as práticas de transações envolvendo criptoativos”, acreditando “no potencial em longo prazo dos recursos digitais tanto como investimento, como alternativa de pagamento com liquidez.”

Entre janeiro e março de 2021, a Tesla aceitava o Bitcoin como método de pagamento para os veículos elétricos produzidos pela empresa, tendo investido ainda US$ 1,5 bilhão do seu capital no ativo até o mês de abril.

A ideia foi cortada por conta de críticas referentes à mineração de criptos tradicional não ser necessariamente sustentável ao exigir gasto energético considerável, mas a possibilidade voltou a ganhar força após o aumento considerável de projetos que permitiam a utilização de energias renováveis no processo.

Em junho, Musk indicou que consideraria retomar os pagamentos em BTC quando pelo menos metade dos Bitcoins disponíveis no mercado fossem obtidos de maneira sustentável.

Nos últimos dias, estes grandes exemplos se destacaram, mas fato é que além do pioneirismo envolvido nos projetos citados poder serem expandidos e replicados nos respectivos ramos, coletivamente fortalecem a assimilação das criptomoedas tanto pela economia tradicional, quanto pela sociedade.

Mais notícias similares aparecerão em breve, mas o maior dos avisos que se pode tirar, é de que se trata apenas do começo de uma verdadeira revolução.

O fenômeno Shiba Inu

Origens

O Shiba Inu (SHIB) é um criptoativo jovem, criado em agosto de 2020, e é mais um ativo do mercado que possui um criador misterioso, simplesmente identificado como “Ryoshi”. Os amantes de coins reconhecem imediatamente a conexão com a raça canina japoneesa de mesmo nome, não à toa o animal é o símbolo da moeda.

Mas a conexão com o cachorrinho vem, na verdade, da principal “memecoin” do mercado – a DogeCoin (DOGE) – que se inspirou no conteúdo humorístico que se popularizou na internet justamente em torno de imagens de cães da raça em questão.

O Shiba Token, como também é popularmente conhecido, teve seu funcionamento diretamente moldado do ativo concorrente. Não à toa disputam o mesmo espaço de mercado, com SHIB sendo apelidado de “assassina da Dogecoin.”

Ganhando o mundo fora dos blockchains

A ascenção do SHIB começou efetivamente em 2021 e de maneira similar à outros criptos promissores do ano: com o ativo rompendo as barreiras do mundo virtual. A principal movimentação ocorreu em março, quando Vitalik Buterin, bilhonário investidor do mercado de criptos, doou cerca de 50 trilhões de SHIB – mais de US$1 bilhão na época – para o fundo indiano de combate à Covid-19.

Entretanto, quem seguiu colocando o Shiba Inu em pauta foi Elon Musk, CEO da Tesla (TSLA). Como já fez com outros ativos, como o Bitcoin (BTC) e o próprio Dogecoin, usou de sua influência e capacidade como proprietário de uma das empresas mais inovadoras do planeta para “manipular” os preços dos ativos com simples tweets. 

Se aproveitando do enorme movimento de alta do mercado na virada do mês de setembro para outubro em que o ativo já havia subido 55% após o anúncio do projeto de uma exchange descentralizada própria, Musk usou mais uma vez de seu Twitter para fazer uma “brincadeira” com seus seguidores, na qual elogiava seus cachorros – da raça Shiba Inu – e deixava subentendido o apoio e até maiores intenções com a moeda virtual.

Como resultado, os preços subirem ainda mais, batendo 240% de lucro semanal, em movimentação que impulsionou ativo a ultrapassar o volume de cotação da Ethereum (ETH) no último final de semana – US$ 15,65 bi contra US$ 15,59 bi no domingo (24) – e apontou nova alta de 50% no domingo (24).

Entretanto, mais uma vez Musk entrou em cena: também via Twitter, o empresário respondeu à seguidores que, no fim das contas, não contava com nenhuma unidade de Shiba Token em seu portifólio, impulsionando o movimento vendedor agressivo que abriu a segunda-feira (25) com baixas de até 20%.

De qualquer forma, o SHIB continua sendo um grande sucesso, sobretudo ao se considerar percentuais de lucro obtidos em 2021. No recorte de um ano, os gráficos apontam para valorização acima dos 44.000%.

A expectativa é de que seu “time” não para por aí. Isso porque além da própria equipe responsável diretamente pela manutenção do projeto, internet à fora vai mobilizando uma verdadeira “torcida” para seu sucesso.

Parando bem para pensar: apesar de não ser garantia de sucesso, a equação composta por um ativo extremamente barato (US$0.0000414 a coin na cotação do início da tarde do dia 25), popular e novo: com um público extremamente engajado e também jovem, dá à Shiba Inu um combustivel de alta validade e capacidade de combustão para superar problemas e impulsionar os bons momentos.

Mesmo que seu próprio ecossistema ainda tenha muito a evoluir ainda, é fato que ainda ouviremos bastante do cripto que começou como resposta à brincadeiras, mas se transformou rapidamente em algo muito sério.

Tesla e PayPal elevam S&P 500 e Nasdaq antes de balanços de gigantes da tecnologia

Por Devik Jain e Shashank Nayar

A Tesla subia 4,5% e foi a uma máxima recorde depois que a locadora de automóveis Hertz fez um pedido de 100 mil carros à empresa, enquanto o Morgan Stanley aumentou seu preço-alvo para as ações da fabricante de veículos elétricos.

Seus papéis proporcionavam o maior impulso para o S&P 500 e o Nasdaq, seguidos pelo PayPal, que saltava 4,9% depois que a empresa de pagamentos descartou planos de comprar o Pinterest por até 45 bilhões de dólares. As ações do Pinterest despencavam 13,6%.

Cinco dos 11 principais setores do S&P avançavam. As ações de energia se destacavam, com ganho de 1,9%.

O Facebook, que dará início à divulgação dos resultados trimestrais de gigantes da tecnologia de mega capitalização ainda nesta segunda-feira, após o fechamento dos mercados, caía 0,3%. Os investidores temem que sua receita oriunda de anúncios possa sentir o impacto de mudanças de privacidade do iPhone, da Apple, que afetaram o balanço da Snap Inc no terceiro trimestre.

As ações de Microsoft, Apple, Alphabet e Amazon.com, que têm, juntas ao Facebook, peso de 22% no S&P 500, também caíam, limitando ganhos no S&P 500 e no Nasdaq.

Às 12h11 (horário de Brasília), o Dow Jones subia 0,14%, a 35.725,76 pontos. O S&P 500 avançava 0,24%, a 4.555,90 pontos, enquanto o Nasdaq tinha alta de 0,46%, a 15.160,09 pontos.

(Por Devik Jain)

Tesla abre novos centros na China para armazenar dados localmente

Por Yilei Sun e Brenda Goh

O centro de pesquisa e desenvolvimento automotivo, o primeiro da Tesla fora dos Estados Unidos, emprega engenheiros de software, eletrônicos, materiais e carregamento, disse a empresa em um comunicado.

O novo centro de dados para a produção da fábrica vai armazenar informações da operação da Tesla no país. No mês passado, o Ministério da Indústria da China publicou novas medidas preliminares que exigem que as empresas armazenem dados importantes relacionados à indústria localmente.

Durante uma escassez global de chips semicondutores de longo alcance nos últimos meses, a equipe de pesquisa da Tesla ajustou alguns programas de software e fez ajustes para aliviar a pressão causada pela escassez de chips, de acordo com o comunicado.

A Tesla, no entanto, não disse se usa menos chips em seus veículos.

Em maio, a Tesla informou que havia estabelecido um local na China para armazenar dados automotivos de acordo com requisitos regulamentares. A política de dados se tornou uma área-chave que os reguladores chineses visaram em meio a uma ofensiva contínua contra a indústria no ano passado.

A lei de segurança de dados chinesa se baseia em uma lei de segurança cibernética de 2017, que marcou o primeiro grande conjunto de regras que regem o armazenamento e a transferência de dados de origem chinesa.

(Reportagem de Yilei Sun e Brenda Goh)

BOLSA EUA-Nasdaq e S&P 500 renovam máximas recordes em meio a cautela sobre Fed

Por Devik Jain

Os setores de saúde, consumo básico e serviços públicos –geralmente considerados apostas seguras– estavam entre os maiores declínios.

O subíndice financeiro avançava 0,9%, enquanto as ações de Alphabet, Facebook, Tesla e Nvidia –de crescimento– subiam entre 0,2% e 2,8%, proporcionando os maiores impulsos para o Nasdaq.

O índice S&P 500, referência para o mercado acionário norte-americano, registrou seu 50º pico recorde de fechamento deste ano na terça-feira, com notícias positivas sobre uma vacina contra a Covid-19 aumentando esperanças de rápida recuperação econômica, depois que receios sobre um salto nas infecções pela variante Delta do coronavírus causaram volatilidade nos mercados neste mês.

O foco agora estará no simpósio econômico do Fed em Jackson Hole, que começa na quinta-feira. Investidores estarão de olho em pistas sobre quando o banco central começará a reduzir seu programa de compras de ativos. O chair do Fed, Jerome Powell, discursará no evento na sexta-feira.

Às 12:15 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,2%, a 35.439 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,122597%, a 4.492 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,08%, a 15.032 pontos.

BOLSA EUA-Wall St ronda estabilidade antes de ata do Fed

Por Devik Jain

Microsoft, Nvidia e Tesla, que lideraram o rali de Wall Street ante as mínimas da pandemia no ano passado, ajudavam o mercado a compensar algumas perdas.

Nove dos 11 principais setores do S&P 500 caíam nesta manhã. O subíndice de energia liderava a queda, depois de já ter perdido 4,4% ao longo das últimas quatro sessões, em meio a temores de desaceleração do crescimento global.

Após seis meses consecutivos de ganhos para o S&P 500, as negociações em Wall Street têm apresentado maior volatilidade em agosto — período sazonalmente fraco para os mercados financeiros norte-americanos — já que preocupações com a desaceleração do crescimento dos EUA e a propagação da variante Delta do coronavírus ofuscavam uma sólida temporada de resultados corporativos.

O foco nesta quarta-feira estará na ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, com os investidores buscando esclarecimentos sobre o debate do banco central em torno de quando encerrar seus programas emergenciais, em meio a recuperação forte no mercado de trabalho e inflação mais alta.

“Você tem a pressão da inflação de um lado e, em seguida, compensa parte disso com a depressão que vem da variante Delta, em algum grau. Isso está gerando algumas das oscilações no mercado”, disse Johan Grahn, chefe de estratégia de fundos negociados em bolsa da AllianzIM.

Às 11:59 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,11%, a 35.304 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,049909%, a 4.446 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,02%, a 14.660 pontos.

(Por Devik Jain)