CEO da rede Cardano diz que segue satisfeito com o projeto

Depois da tempestade, a calmaria?

Dizem que o local mais tranquilo da tempestade é no olho do furacão. E apesar do posicionamento do governo dos Estados Unidos perante as criptoativas não poder ser chamado de “surpresa”, o cerco mais fechado trouxe forte instabilidade para o mercado que, desde o final de setembro, vivia momento extremamente próspero.

Quedas agressivas no preço do Bitcoin (BTC), Ether (ETH) e das outras 48 maiores criptomoedas do mundo levaram o montante total de recursos investidos no mercado a cair do patamar recém obtido de US$ 3 trilhões para a casa dos US$ 2,6 tri.

E no meio dessa confusão toda, se encontra a rede Cardano (ADA) e seu projeto. Classificado anteriormente como um dos mais promissores do ano de 2021, até pouco tempo atrás era apontado como um ativo que seria capaz de saltar dos US$ 3 para a casa dos dois dígitos até o final do ano.

Entretanto, não conseguiu se recuperar da baixa do mercado pós-banimento dos criptos na China como suas similares por conta dos problemas ocorridos na atualização “Alonzo”.

O hard-fork que prometera elevar Cardano de patamar com o funcionamento de contratos inteligentes demorou muito a engrenar, gerando desconfiança de boa parte dos investidores e fazendo com que o preço da ADA descesse um degrau ao invés de subir a escadaria até o topo.

Agora, vivendo novo momento delicado com nova baixa coletiva – caindo 12%, o que não acontecia desde junho – o projeto vive outra realidade. Antes surfando no “hype” criado em torno de sua rede e otimista com o sucesso à curto prazo, o CEO da rede, Charles Hoskinson, diz estar extremamente satisfeito com como Cardano vem se desenvolvendo.

“Estou amando como o roadmap (plano com estimativa de datas para a realização de avanços no projeto) que a Cardano está realizando. É um ecossistema vivo que está crescendo, se refinando, adaptando e se tornando mais forte. A tecnologia é inacreditável e temos muitas inovações vindo por aí que vão de encontro às centenas de projetos que estão se construindo na Cardano”, disse o fundador em seu Twitter (TWTR).

Novos passos da Cardano são dados discretamente, mas seguem promissores

É válido ressaltar que parte do sucesso obtido anteriormente pela Cardano se deve ao bom posicionamento público que Hoskinson e sua equipe conseguiram repetidas vezes.

A fala otimista pode ser interpretada como um respiro para a nova turbulência encarada, mas não é também somente uma esperança vazia de dias melhores. A adoção de 2022 como novo alvo de sucesso mostra aceitação com a nova situação, mas também aponta uma postura mais segura e consciente, deixando claro que a antes promissora caminhada segue em progresso.

Um dos bons indicadores dados, por exemplo, foi a conclusão das primeiras negociações da ADEED, protocolo de garantia desenvolvido na rede Cardano. Trata-se de um novo protocolo de custódia, que atua de maneira automatizada via blockchain com validação de processos compra e venda, garantindo assim a segurança dos envolvidos no negócio.

O primeiro lote de vendas das 1.500.000 seeds de ADE (3% da oferta total) foi concluído em 8 horas e adquirido em sua maioria por investidores chineses e dos Emirados Árabes.

O bom início se deve ao fato de ser um dos promissores projetos da Cardano que começam a atender necessidades do mundo fora das blockchains com resultados satisfatórios nos primeiros testes realizados.

Outra ferramenta nativa da Cardano que vem ganhando destaque é a Blockademia. Assim como ADDED, é uma ferramenta de validação que faz uso dos contratos inteligentes para garantir a legalidade certas atividades.

A diferença é que esse Dapp (aplicativo descentralizado) atesta a validação de documentos, com o potencial para evitar fraudes dos mais diversos tipos. O aplicativo já é considerado um dos mais eficientes do setor e chama a atenção de diversos órgãos fiscalizadores de governos nacionais.

Por fim, mas não menos importante, também foram dados novos passos na direção dos sistemas de DeFis. A plataforma Odin, que visa oferecer um ambiente completo para traders de todos os estilos e níveis de experiência, aderiu às blockchains da Cardano para garantir mais estabilidade, segurança e dinamismo nas ações necessárias.

Trata-se de uma parceria estratégica para atrair iniciantes e veteranos dos investimentos ao seu ecossistema, permitindo que desde negociações até interações entre usuários contem simultaneamente para o desenvolvimento dos sistemas exigidos, enquanto o sucesso da plataforma serve de propaganda positiva para Cardano.

Trata-se de uma nova era para ADA. Em muitos casos, poderíamos testemunhar o sepultamento de um dos muitos projetos promissores que se perdem pelo caminho. Entretanto, apesar das avarias sofridas pelo caminho, a fase “pés no chão” da rede Cardano pode resultar em resultados mais maduros e seguros à longo prazo.

Na parceria entre redes sociais e criptos, quem ganha é o mercado

Proximidades naturais entre os dois mundos

Nas últimas décadas, testemunhamos a ascensão meteórica das famigeradas redes sociais nos mais diversos cantos do mundo.

Indo além da já revolucionária possibilidade de se comunicar “instantaneamente” internet à fora, as ideias de ter uma plataforma exclusiva para manifestar opinião, compartilhar postagens de maneira livre e consumir o tipo de conteúdo que bem entender, acabaram por estabelecer parte das novas bases da comunicação moderna.

É possível traçar, então, paralelos destes preceitos – que envolvem dinamismo, individualidade, troca de dados “diretas” com outros usuários – com conceitos críticos sobre quais os criptoativos e suas estruturas caminham.

Some estes aspectos, a explosão dos ativos nos últimos anos e o próprio mercado criado em torno destas redes, em que usuários de destaque conseguem efetivamente gerar com as plataformas, e temos um processo natural de atração entre as mídias sociais e as coins/tokens.

Abertura de mercado sem precedentes

O Facebook, que conta com 2,85 bilhões de usuários ativos em 2021, corre para lançar, mesmo que em estágio inicial, a sua coin chamada Facebook Diem. O projeto sofreu críticas no passado (quando ainda se chamava libra) e recentemente perdeu dois de seus principais programadores, mas Mark Zuckenberg e seus comandados ainda seguem com os trabalhos em blockchain.

Seu objetivo é justamente de inserir no mercado mais uma alternativa para transações rápidas e mais facilitadas por meio de uma plataforma já extremamente difundida e que não exigirá permissões, verificações e cobrança de taxas por parte de terceiros.

O Twitter, por sua vez, com seus “modestos” 335 milhões de usuários ativos mensalmente, entra na dança com duas funcionalidades distintas. Na primeira, iniciada já no dia 23 de setembro, foi adicionada a transferência de Bitcoins (BTC) às possibilidades de doações e gorjetas na plataforma, o “Bonificações”.

De quebra, ainda sem data prevista para lançamento (e ainda mais profunda no conceito de criptoativos) está o sistema integrado que implementará a possibilidade validação de tokens não fungíveis, os NFTs, também por meio da plataforma, abrindo a possibilidade para que tweets e vídeos icônicos postados no Twitter possam se tornar itens exclusivos para serem negociados entre seguidores.

Somando as duas redes sociais, estamos falando de mais de 3 bilhões de conta ativas que serão aptas à movimentar criptomoedas. É óbvio pelo menos uma parcela considerável de usuários de Twitter ainda usam o Facebook, mas de qualquer forma já se tratará do sistema os sistemas de negociação de criptoativos mais difundidos do planeta.

O que mais importa de toda essa movimentação é que a proximidade de uma parte grande de usuários ativos de internet com transações de criptos terá, talvez, o maior de seus impulsos.

As plataformas que já tanto impactam socialmente, agora poderão ser ponte importante na ligação do mundo com novas possibilidades econômicas. Caso os projetos sejam realmente bem sucedido, torna-se até possível vermos as redes sociais sendo diretamente integrada as blockchains, liberando talvez o máximo de seus potenciais.

 

Cripto Weekend – 3 à 5 de setembro

Ferramenta para transferências de Bitcoins via Twitter é indicada

Começa a tomar forma mais sólida a aproximação entre o Twitter e as criptomoedas. Isso porquê após o anúncio feito por Jack Dorsey, CEO da rede social, de que a Bitcoin (BTC) seria integrada como forma de pagamento dos novos “Super Tweets”, foi a vez do líder de produto da plataforma, Kayvon Beykpour, apontar a Lightning Network como meio de transferência de criptomoedas.

A rede apresenta boa dinâmica de transação ao excluir a necessidade dos custos e tempo de mineração da blockchain original, já que é desenvolvida em camada alternativa da Bitcoin.

Outra parte importante do processo, ao que tudo indica, será a participação da Strike, empresa especializada em pagamentos que ganhou notoriedade ao firmar parceria com o governo de El Salvador no projeto de transformar BTC em moeda de curso no país.

Cabo de guerra Binance x reguladores econômicos federais

Após a confirmação da Binance em uma lista de alerta da MAS, Autoridade Monetária de Singapura  e da resposta do grupo –  estabelendo o dia 10 de setembro como data limite para saque em dólar singapuriano (SGD) – autoridades da África do Sul também demonstram resistência às operações da bolsa de criptomoedas.

A Autoridade de Conduta do Setor Financeiro da África do Sul (FSCA) declarou na sexta-feira (3) que o Binance Group não tem autorização para dar qualquer conselho financeiro ou prestar serviços intermediários no país.

Como resposta, a bolsa afirmou que não oferece consultoria financeira ou serviços de intermediários. Além disso, apontou, em seu comunicado, discrepâncias entre o posicionamento do FSCA e suas competências, já que não consta a regulação de criptomoedas e/ou exchanges em seus poderes.

Singapura e África do Sul se juntam à Malásia, Reino Unido, Holanda, Itália e Japão na lista de países que emitiram avisos regulatórios sobre a Binance.

Confiança de investidores russa nas criptomoedas

Emquanto isso, na Rússia, os resultados da pesquisa feita Associação Russa de Negociantes de Forex (AFD) aponta que 77% de seus investidores consideram as criptomoedas como um melhor investimento para o futuro frente à opções mais tradicionais.

Na listagem, as “moedas nacionais” ficaram em segundo lugar, com 14%. O ouro, amplamente apontado como ativo mais seguro para reservas à longo prazo, com escolhido por apenas apenas 8,8% dos entrevistados.

Praticamente 1/4 dos investidores questionados, 23%, não tem experiência no mercado em ascenção. Entretanto, 4 à cada 5 entrevistados indicaram interesse em explorar a opção em breve.

Os russos atravessam momento de grande recuperação econômica. Ultrapassaram o Brasil e se tornaram a 11ª maior economia do mundo (PIB de US$ 1,474 trilhão, ou RS$ 7,66 trilhões), crescendo ainda 10,3% no último trimestre, retomando o patamar pré-pandêmico. Além disso, a Rússia é destaque em criptoativos na europa com projetos de incentivo e associações de apoio à mineração em seu território.

Bitcoin e Ethereum

Após romper a barreira dos U$ 50 mil novamente durante a última quinta (2), o Bitcoin (BTC) voltou a acelerar e fechou o domingo em US$ 51,753.41 No momento de publicação do artigo, o BTC está sendo negociada na casa dos US$ 51.640.

Entretanto, esse fim de semana já ficou marcado na história da Ehtereum (ETH), com a sexta-feira (3) sendo o primeiro dia desde seu lançamento em que o ativo teve um dia deflacionário, com mais moedas sendo “queimadas” do que produzidas.

Essa controle só foi possível graças à atualização EIP-1559, implementada em 5 de agosto e continua em atividade, com média de 4,56 moedas tiradas de circulação por minuto enquanto o trabalho de mineração já retomou no dia anterior o ritmo positivo ETH no mercado.

Depois de saltar de US$ 3224,37 para US$ 3790,90 entre segunda e quinta da semana passada, seguiu a tendência de alta apesar de oscilação nos fechamentos de sexta e sábado, sendo vendida à US$ 3938,48 no momento de publicação.

Destaque altcoin: Ada Cardano

E a Ada Cardano (ADA) segue dando o que falar. Após sua ascensão meteórica em agosto – crescimento acima dos 100%, rompimento da barreira dos US$ 3 no final do mês e terceira colocação em volume no mercado – foi até indica como ameaça ao posto da Ethereum no mercado. Mas o ativo pode estar passando por seu batismo de fogo no mercado, pois a já esperada correção após a euforia da alta pode vir acompanhada de ceticismo.

De acordo com relatos espalhados por Twitter, Reddit e demais meios, os primeiros retornos de apps em desenvolvimento na tecnologia Cardano não estão muito satisfatórios, com ajustes sendo feitos por conta da implementação dos tão aguardados contratos inteligentes marcada para o dia 12 de setembro.

O criador da moeda, Charles Hoskinson, defendeu seu projeto destacando que a rede Cardano está em modo de testes e que os relatos não seriam necessariamente verídicos – nas redes sociais, os principais ataques à Ada vieram de programadores/apoiadores da Etherium.

Em meio à tudo isso, após voltar à flertar com os U$ 3 logo na sexta, passou por queda no fim de semana e está sendo negociada no momento à U$ 2,86.