O que esperar de 2022?

Até junho, o Ibovespa alcançava os 130 mil pontos, maior marca para o índice desde sua criação.

Mas, de lá para cá, o índice caiu e agora está próximo dos 105 mil pontos. O que esperar de 2022?

Juros maiores e inflação em queda

Se o juro em 9,25% ao ano, já está elevado, em 2022, é provável que a Selic alcance níveis ainda maiores.

Na próxima reunião do COPOM, já está praticamente certo que haverá mais um aumento de 1,5% na taxa de juro, havendo a possibilidade de mais aumentos nas próximas reuniões.

Tudo vai depender da resposta da inflação. Se o IPCA se manter comportado e em queda, é provável que mais um aumento pequeno seja feito e assim, o juro fique nivelado por um bom tempo, quem sabe por 2022 todo.

O dólar tinha grandes chances de terminar 2021 próximo dos R$ 5,00, mas não foi isso que aconteceu. Com mais juros e uma inflação menor, é provável que o dólar caia em 2022.

Mas tudo isso vai depender de alguns fatores, como a inflação. Por outro lado, as contas públicas e o crescimento do PIB podem acabar influenciando a inflação.

Caso haja mais despesas e o equilíbrio das contas públicas seja afetado em 2022, a inflação pode pressionar mais ainda a economia. Com um crescimento baixo, a inflação perde força e isso pode gerar estabilidade nos preços.

Enfim, são muitos indicadores que devem ser acompanhados daqui para frente, para conseguir determinar qual será a rota da bolsa e dos mercados.

Quais são as oportunidades em 2022?

A renda fixa será um dos principais focos dos investidores para 2022. Títulos atrelados ao CDI e a Selic são aqueles mais interessantes.

Depois existem os títulos atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA e os CDB, LCI e LCA atrelados à inflação mais juros prefixados.

Acompanhados desses papéis de renda fixa, o investidor também deve olhar para ativos atrelados ao exterior, como é o caso dos ETFs que seguem o índice S&P 500.

Só em 2021, o S&P 500 subiu quase 30%, portanto, manter uma parcela do patrimônio alocado em tal índice é importante. Na bolsa de valores já há outras alternativas atreladas a outros índices de outros mercados, como é o caso do ETF EURP11 que segue um índice europeu.

Outro investimento atraente são as criptomoedas e ativos virtuais, como é o caso das NFTs. A melhor forma de investir neles é por meio de fundos de investimento. Uma vez que tais ativos são novos e possuem certa complexidade, tanto na negociação, manutenção, quanto na análise.

Por fim, nós temos as ações, ETF e BDR. Esses ativos devem ser analisados com bastante cuidado, uma vez que 2022 podemos ser muito voláteis para os mesmos. Mas, é possível que boas oportunidades apareçam e o investidor deve estar preparado para reconhecer esses momentos.

Brasil pode ter superávit primário em 2021.

O Brasil não consegue fechar as contas públicas no positivo desde 2013. Se conseguir tal feito, o que podemos esperar do Brasil em 2022?

2022 será um ano mais complicado

Aparentemente muitos indicadores relevantes sobre a economia vem dando sinais positivos. O desemprego está em queda, o Brasil terá crescimento substancial do PIB em 2021 e as contas públicas podem fechar no positivo, mas, as expectativas e alguns sinais, dão a entender que tal cenário, positivo, pode não perpetuar em 2022.

Com a inflação e o juro em alta, a atividade econômica pode diminuir. Essa redução, normalmente, é acompanhada de desemprego e queda do PIB.

Dentre todos os indicadores, o crescimento do PIB é aquele que sugere a possibilidade de uma estagnação em 2022.

No decorrer de 2021, o PIB dava sinais de crescimento, podendo chegar aos 5% ou mais, porém,  no meio de 2021 para frente, as expectativas mudaram e os indicadores referentes ao PIB mostraram que o crescimento, provavelmente, não alcançará os 5%.

Mesmo que haja crescimento no PIB, ele já vem perdendo força em 2021 e provavelmente ficará mais fraco em 2022. Isso sugere dificuldades no ano que vem.

O juro alto e a inflação acima da meta também vão influenciar no recrudescimento econômico. Por mais que haja mais pessoas empregadas, a renda das pessoas diminuiu boa parte, por conta da inflação.

A correção de salários e os aumentos que vão ocorrer no ano que vem, provavelmente vão alimentar ainda mais a inflação. Tudo isso, tende a conturbar mais ainda o ano de 2022.

Ibovespa em alta

No último pregão do ano, o Ibovespa conseguiu alcançar valorização de 0,69%. No ano de 2021, a queda foi de 11,81%.

Já o S&P 500 caiu no último pregão. A retração do índice foi de 0,30%, mas com valorização de 29,13% em 2021.

O dólar registrou forte queda frente ao real. A desvalorização do USD/BRL chegou a 2,31%. Com a bolsa mais volátil, o investimento em ações, ou em outros ativos negociados em bolsa pode ser mais difícil em 2022.

Observando essa volatilidade, a renda fixa aparece como ótima alternativa de investimento. O juro provavelmente vai subir mais 1,5% ainda na primeira reunião do COPOM em 2022 e há expectativas que mais aumentos possam ocorrer.

Sendo assim, papéis atrelados ao CDI, ou à Selic, são alternativas interessantes, tanto devido à rentabilidade quanto pela segurança e liquidez.

Piramidar, a técnica desenvolvida por um dos maiores traders da história.

Existem muitos operadores de mercado (traders) que afirmam que operar é o jeito mais fácil, mais difícil, de ganhar dinheiro. E isso, provavelmente, está se tornando cada vez mais verdadeiro.

Nos últimos anos o mercado financeiro mudou muito. O surgimento dos home brokers e plataformas operacionais facilitou o acesso de pequenos investidores e traders ao mercado financeiro.

Hoje, um operador de day trade pode muito bem abrir sua plataforma operacional às 9 ou 10 horas da manhã, abrir uma posição em contratos futuros, ações, criptomoedas, ou uma série de outros ativos, e obter um ótimo lucro em questão de minutos.

O mercado de Forex, por exemplo, movimenta entre 1 e 3 trilhões de dólares por dia. Isso dá uma noção do volume de transações que ocorrem em apenas um dia, e em apenas um mercado.

Mas, aqui no Brasil mesmo, as negociações de contratos futuros de dólar já movimentam mais de R$ 50 bilhões. Considerando que para operar contratos de US$ 10 mil, as corretoras cobram uma margem de apenas R$25,00, isso corresponde a uma alavancagem de 2.280 vezes. Assim, em um dia típico de movimentação de mercado, com apenas mil reais seria possível fazer uma verdadeira fortuna.

Entretanto, assim como pode ser muito fácil sentar em frente ao computador, ou celular, e fazer operações no mercado financeiro, também existe o risco. E é justamente o risco de perder dinheiro que torna essa uma tarefa muito difícil.

Ninguém pode usar todo o dinheiro que tem e operar com a máxima alavancagem em apenas uma operação. Isso provavelmente levaria o trader a ruína.

O melhor é montar a operação aos poucos!

Digamos que você soubesse que em um determinado dia o dólar iria subir. Neste caso, bastaria comprar contratos futuros de dólar e ao final do dia fazer a venda dos contratos. Esta operação certamente resultaria em um ótimo lucro.

Porém, mesmo sabendo a direção do mercado, não seria possível operar com todo o dinheiro e muito alavancado. Isso porque, mesmo com o mercado direcional, ele ainda faz movimentos para cima e para baixo. Se você abrir a operação e na sequência ele cair um pouco, pode ser o seu fim, caso esteja muito alavancado.

Por isso, o melhor seria fazer pequenas compras, e deixar o mercado subir, enquanto você observa o seu lucro crescer.

É justamente disso que se trata a técnica conhecida como piramidar!

No livro Reminiscências de um Especulador Financeiro, o qual conta a história do Jesse Livermore, o autor explica como este (Jesse) desenvolveu essa técnica.

Obviamente os tempos são outros e a velocidade com que as transações financeiras ocorrem é muito diferente. Entretanto, a ideia por trás da técnica ainda é válida e pode ser usada de forma muito eficaz, mesmo em operações de day trade.

O funcionamento da técnica

A ideia é muito simples. Conforme já foi comentado, ao invés de entrar com o lote total de uma só vez na operação, o lote deve ser dividido em pequenas entradas. Porém, sempre que uma nova entrada é feita o risco financeiro deve ser o mesmo, ou menor.

Em uma operação de pivô, por exemplo, existem várias entradas possíveis.

Conforme o exemplo, no rompimento do pivô de baixa, seria feita a primeira venda, sendo que o stop da operação ficaria no topo anterior.

Apesar de o ativo ter acionado um pivô de baixa, o preço subiu, mas antes de chegar no topo anterior e stopar a operação, formou um candle de dúvida. Este tipo de candle pode ser operado fazendo uma entrada para o lado que for realizado o rompimento. Ou seja, se o preço romper para cima, deve ser feita a compra, caso rompa para baixo, é feita a venda.

Como já existia uma operação em andamento, seria conveniente adicionar uma ordem de venda no rompimento da mínima, e o stop da operação, no rompimento da máxima. O preço caiu e acionou uma nova venda.

Mesmo fazendo uma nova venda, o risco da operação ficou menor, pois a venda foi feita em um preço superior ao da primeira venda, e o stop da operação ficou menor.

Na sequência o ativo subiu um pouco e formou um novo pivô de baixa. Com isso seria possível fazer uma nova venda, movendo o stop para o topinho que foi formado. Esta nova entrada também seria feita sem elevar o risco da operação.

Por fim, quando o preço perdeu o fundo, seria possível fazer uma quarta venda, trazendo o stop para o último topo formado, visto que o preço respeitou a média móvel de 20 períodos.

Mais entradas, menos risco!

A grande diferença entre fazer o temido “preço médio” e piramidar, está no risco da operação.

Normalmente, ao realizar uma operação e fazer uma nova entrada para tentar melhorar o preço médio, não se tem definido de forma clara qual o risco da operação. Assim, quanto mais o preço vem contra, mais entradas são feitas e maior se torna o risco.

De forma inversa, quando se busca piramidar, a segunda operação só deve ser feita quando é possível mover o stop para que o risco se mantenha igual, ou fique menor.

Outra diferença significativa é com relação ao movimento do preço.

As operações de preço médio ocorrem quando o mercado está indo contra a operação inicial. Por exemplo, depois de fazer uma compra, o preço cai. Então para tentar melhorar o preço médio, o trader faz outra compra, sem calcular o risco. O preço continua caindo e o trader faz novas compras, torcendo para que em algum momento o preço volte e ele consiga sair da operação no lucro.

Já ao piramidar, o trader só faz uma nova entrada quando o ativo dá algum sinal de que irá fazer o movimento esperado. Como no exemplo apresentado, conforme o ativo foi fazendo padrões de baixa, foram feitas novas vendas.

Quando o mercado está trabalhando em tendência, o uso da técnica pode se tornar muito lucrativa. Isto ocorre, pois é possível aumentar a quantidade de lotes operados e com isso obter um lucro muito maior.

Normalmente quando o mercado não está direcional, será difícil usar a técnica, pois o preço não formará padrões consecutivos. Ou seja, dois ou três padrões de venda seguidos. Porém, se mesmo com o mercado lateral a técnica for usada, provavelmente acarretará em um lucro menor, ou em prejuízo.

Para finalizar

Se usada da forma correta, a técnica de piramidar pode ser muito interessante. Mesmo traders iniciantes, podem operar com mais lotes, sem aumentar o risco da operação.

Sendo assim, o ideal é identificar o contexto e a tendência do ativo. Caso exista a possibilidade de um movimento direcional, certamente será válida a utilização da técnica.

Sendo assim, espero que você tenha gostado do artigo. Caso queira entender melhor como funciona a técnica, sugiro a leitura do livro comentado acima. E caso queira continuar estudando sobre análise técnica, procure por mais artigos educacionais no site da FX Empire. Vários artigos como este já foram publicados.

Brasil registra superávit em Novembro

Em novembro, o Tesouro Nacional registrou superávit de 3,8 bilhões de reais. O governo federal vem esperando um déficit de 0,4% em 2021, valor próximo dos 40 bilhões de reais, considerando o PIB de 2020 mais um crescimento de 5%.

Ao somar os resultados de janeiro até novembro, o déficit está em 49,3 bilhões de reais. Como podemos ver, o governo espera por mais um superávit em dezembro para conseguir fechar o déficit com 0,4% do PIB, ou um PIB maior.

Contas públicas estão, ou não sob controle?

Por um lado nós temos aumento dos gastos públicos, por meio de novos programas sociais e liberação de emendas, do outro há sinais claros que a arrecadação está aumentando.

Com dados e expectativas inversas, fica difícil determinar o que está ocorrendo e o que pode acontecer.

O déficit de 2021 provavelmente vai ficar abaixo das expectativas do início do ano. Lá no início de 2021, o governo acreditava que o déficit poderia ficar em 1,1% do PIB, número que provavelmente será menor.

O desemprego também vem caindo. Porém, o PIB não está se desenvolvendo. O mercado e o governo esperavam alta do PIB acima dos 5%, porém é provável que o PIB cresça abaixo desse patamar.

Outro ponto que vem perturbando o mercado é a inflação alta e o juro alto. Os dois indicadores, provavelmente, vão permanecer elevados em 2022 também.

Coisa que pode prejudicar as contas públicas e o desenvolvimento do PIB. Portanto, os dados de hoje provavelmente serão piores em 2022.

O que precisamos identificar é se essas expectativas, de um cenário pior, vão se concretizar, ou não.

Se não, é provável que a renda variável comece a reagir e volte aos patamares mais elevados, como os 130 mil pontos que o Ibovespa alcançou em junho de 2021.

Mas, se o mercado cumprir com as expectativas negativas, então o momento deverá ser da renda fixa, com olho na renda variável para capturar oportunidades.

Ibovespa em queda S&P 500 em alta

Hoje foi mais um dia de queda do Ibovespa. O principal índice da bolsa brasileira caiu 0,72%, sendo que o S&P 500 subiu 0,14%. O dólar por sua vez terminou o dia cotado a R$ 5,70, alta de 1,33% frente ao real.

Com um mercado tão volátil, a renda fixa vem se consolidando como uma das melhores alternativas para 2022.

Dólar tem movimentação tímida ante real em sessão esvaziada; mercado foca Ômicron e Ptax

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar era negociado entre estabilidade e leve alta contra o real na manhã desta quarta-feira, penúltimo pregão de 2021, com agentes do mercado chamando a atenção para a baixa liquidez em meio a noticiário sem grandes catalisadores.

No exterior, o foco de investidores continuava sobre a disseminação da variante Ômicron do coronavírus e suas possíveis consequências econômicas, enquanto, no Brasil, a briga pela formação da Ptax de fim de ano pode inverter o sinal da moeda norte-americana durante a sessão.

Às 10:01 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,09%, a 5,6441 reais na venda.

Na B3, às 10:01 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,28%, a 5,6440 reais.

Essa movimentação acompanhava o desempenho de alguns pares arriscados do real, como peso mexicano, peso chileno e dólar australiano, que oscilavam entre estabilidade e leve alta nesta quarta-feira.

O índice do dólar contra uma cesta de pares fortes subia 0,1%, enquanto o índice acionário de referência da Europa rondava a estabilidade e os futuros de Wall Street [.NPT] subiam.

“Continua o cenário natural de fim de ano de volume muito baixo, fechamentos de datas múltiplos e agenda econômica relativamente restrita”, disse em relatório Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Ele disse que, embora os investidores continuem acompanhando com cautela as notícias sobre a disseminação da variante Ômicron do coronavírus, há sinais encorajadores de que a cepa pode não ser tão letal quanto o temido inicialmente, o que poderia levar a restrições econômicas menos rígidas de combate à doença.

Pesquisas feitas por cientistas sul-africanos sugeriram que a infecção pela Ômicron aumenta a imunidade à variante Delta, enquanto, nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) encurtou o tempo de isolamento recomendado para norte-americanos com casos assintomáticos de Covid-19 para cinco dias, ante orientação anterior de dez dias.

“A Ômicron pode, sim, ser o sinal do ‘início do fim’ da pandemia, algo que pode ser muito positivo para a economia mundial a partir do próximo ano”, disse Vieira.

Enquanto isso, no Brasil, investidores alertavam para a aproximação da formação da Ptax de fim de ano, que acontecerá na quinta-feira, o que poderia levar a oscilações no sinal do dólar no mercado de câmbio local, segundo nota de Guilherme Esquelbek, da Correparti Corretora.

A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central que serve de referência para liquidação de derivativos. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la para níveis mais convenientes a suas posições.

Na terça-feira, o dólar à vista teve variação negativa de 0,01%, a 5,6390 reais na venda.

Desemprego em queda

Taxa inferior em comparação ao mesmo trimestre móvel de 2020, quando o desemprego estava em 14,6%.

Mas, mesmo com mais empregos no mercado, a renda da população vem caindo. Realizando a mesma comparação entre os trimestres móveis de 2020 e 2021, a queda na renda foi de 11,1%.

Boa parte dessa queda está vinculada à inflação. Querendo ou não, em 2021, o IPCA vem crescendo e até o momento está em 10,74% nos últimos 12 meses.

Inflação e poder de compra

Com mais pessoas empregadas, é possível que mais pessoas venham a se tornar ativas no mercado, consumindo, porém, com a inflação alta, o poder de compra fica reduzido, fato que vai contribuir para um consumo mais tímido.

Mesmo aqueles que já estavam empregados, podem enfrentar problemas em manter o poder de compra e o padrão de vida.

Na verdade, tudo isso gera dúvidas para 2022. Com o novo ano, muitos trabalhadores vão sofrer correções em seus salários.

O aumento vai proporcionar mais pressão sobre os resultados das empresas, fato que pode exigir maior repasse nos preços, coisa que funciona como um combustível para a inflação. Se 2021 já foi um ano difícil, 2022 pode ser ainda mais complexo.

Mercados em baixa

Hoje foi um dia negativo para as bolsas. No início do dia, até houve um movimento de valorização, mas até o final do dia, as bolsas caíram.

O Ibovespa fechou o dia em queda de 0,6% enquanto o S&P 500 fechou com retração de 0,10%. O dólar ficou estável, cotado a R$ 5,63.

A volatilidade do mercado nacional provavelmente vai permanecer em 2022. Observando isso, o investidor precisa analisar melhor as oportunidades na renda fixa e em investimentos no exterior.

Com a crescente entrada de ETF e formação de fundos de índices, há diversas oportunidades de investimento.

Enquanto ETFs que acompanham os mercados brasileiros, como é o caso de BOVA11 e SMAL11 amargaram queda de 11,42% e 16% em 2021, IVVB11, ETF que segue o S&P 500, vem alcançando valorização de 39,48%.

Além do IVVB11 e de outros ETF que seguem o mercado norte americano, há também opções focados em outros mercados, como é o caso de EURP11 (que segue o índice MSCI Europe).

Só em 2021, o ETF vem ganhando mais de 18%. Ao diversificar a carteira com investimentos de outras regiões os riscos diminuem e cresce a oportunidade de conseguir ganhos mais consistentes e com menos volatilidade.

Dólar avança ante real com receios fiscais domésticos ofuscando humor externo

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) -O dólar devolveu completamente as perdas registradas no início da sessão e tinha alta contra o real nesta terça-feira, apesar do clima otimista nos mercados internacionais, conforme investidores locais avaliavam as perspectivas da saúde fiscal do Brasil.

Em semana de liquidez reduzida devido à aproximação do fim do ano, participantes do mercado não descartavam a possibilidade de oscilações na direção da divisa norte-americana ao longo do pregão.

Às 10:13 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,16%, a 5,6484 reais na venda. A moeda já oscilou entre 5,6210 reais na mínima do dia (-0,32% ) e 5,6629 reais na máxima (+0,41%).

Na B3, às 10:13 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,32%, a 5,6505 reais.

Receios fiscais seguiam sob os holofotes, com agentes locais monitorando a situação dos auditores da Receita Federal que entregaram seus cargos em ato contra cortes orçamentários.

Segundo nota de Victor Guglielmi, economista da Guide Investimentos, a greve dos funcionários da Receita, bem como as negociações em torno reajustes do funcionalismo público, deve “sustentar cautela no início de 2022”.

Temores sobre despesas adicionais no próximo ano vêm depois de o governo ter conseguido, por meio da PEC dos Precatórios, alterar a regra do teto de gastos para abrir o espaço fiscal necessário para financiar auxílio à população no valor de 400 reais por família.

Isso gerou entre parte dos mercados a percepção de que as regras fiscais do Brasil poderiam estar sujeitas a mais alterações no futuro de forma a comportar mais gastos, o que minaria a confiança de investidores estrangeiros no país.

“A pressão por reajustes salariais e mais gastos públicos segue intensa (e assim deve continuar), mantendo um pano de fundo de incerteza e fragilidade”, comentou em blog Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos.

Enquanto isso, no exterior, o índice do dólar contra uma cesta de seis rivais fortes tinha variação negativa de 0,05% nesta terça-feira, em meio à redução de temores sobre os efeitos econômicos da variante Ômicron do coronavírus.

Já as bolsas europeias e os futuros de Wall Street registravam ganhos nesta manhã, evidenciando o maior apetite por risco nos mercados internacionais. [.EUPT] [.NPT]

“Os ativos de risco estão dando continuidade aos movimentos positivos verificados desde o final da semana passada”, disse Kawa.

“A pandemia está sendo lida como mais uma ‘onda’ pontual disse ele, afirmando exergar “cenário de curto prazo mais construtivo, mas com riscos ainda elevados e crescentes de longo prazo”. Entre os pontos de cautela, ele citou a inflação global e a redução dos estímulos de grandes bancos centrais.

Com o desempenho deste pregão, o dólar fica a caminho de encerrar 2021 em alta de cerca de 9% contra o real.

O dólar fechou a última sessão a 5,6393 reais na venda.

(Edição de Isabel Versiani)

Último Boletim Focus do ano

A redução foi pequena, mas ao considerar a elevada inflação que existe, mais uma semana de retração nas expectativas traz mais tranquilidade ao mercado.

Com relação ao juro, o mercado ainda espera a Selic por volta dos 11,5% em 2022, sendo que para 2023 é esperado Selic em 8% e 7% em 2024.

Mercados em alta

Hoje foi um bom dia para os mercados. O S&P 500 registrou alta de 1,38% enquanto o Ibovespa fechou o dia em alta de 0,63%.

O dólar fechou o dia em queda de 0,82%, cotado a R$ 5,63. A expectativa é que os mercados continuem bem até o final de semana.

Normalmente, os últimos dias do ano são marcados por um bom desempenho dos mercados, devido ao fechamento do ano.

Na tentativa de rentabilizar fundos e carteiras, muitos gestores e investidores veem o final do ano como uma oportunidade de incrementar os desempenhos da carteira.

Bom humor continua em 2022?

Há muitas dúvidas com relação ao bom humor dos mercados para 2022. O ano de 2021 não foi livre da pandemia e além da COVID-19, o mundo enfrentou diversos outros problemas, como é o caso da crise imobiliária na China, as variantes da COVID-19, além da alta inflação.

Mas ainda sim, mesmo com tantos problemas, os mercados reagiram e entregaram ótimos resultados. Só o S&P 500 vem registrando valorização de 29,47%.

Já com relação ao Brasil, a inflação aconteceu mais rápido e com mais força do que o esperado.

Com receio da influência da inflação, o Banco Central subiu o juro. Se antes havia uma Selic de 2% ao ano, agora a taxa de juro está em 9,25%, sendo esperado um juro ainda maior para 2022.

Como o juro está elevado e a inflação também, a renda fixa ganhou notoriedade em 2021 e tem tudo para iniciar 2022 no centro das atenções.

Tanto letras do Tesouro quanto títulos, como os CDBs, LCIs e LCAs são ativos interessantes para se manter na carteira.

Dentre as opções de CDB, LCI, LCA e letras do Tesouro, aquelas mais vantajosas no momento, são as pós fixadas e atreladas ao IPCA.

As prefixadas, que possuem a rentabilidade atrelada à taxa de juro prefixada, ainda não são tão interessantes, devido a probabilidade de a Selic subir ainda mais.

Quando a Selic estabilizar e a inflação mostrar sinais de queda, aí as prefixadas entram no radar para serem adquiridas.

2021, um ano de mudança de estratégia.

Ainda em 2021, em meados de junho, o Ibovespa alcançava os 130 mil pontos, enquanto o dólar chegava à casa dos R$ 5,00. Ainda no final do mês de junho, o dólar beirou os R$ 4,90.

Momento onde as coisas pareciam se estabilizar e havia uma expectativa de melhora da economia. Mas a inflação começou a ficar mais forte, o PIB não cresceu de forma esperada e os juros começaram a subir.

Da renda variável para renda fixa

A mudança de estratégia ocorreu a partir do momento em que a inflação se tornou forte o suficiente para puxar a alta da Selic.

Com a alta da inflação e a alta do juro, ativos de menor risco, como as letras do Tesouro, CDB, LCI e LCA se tornaram muito mais atraentes.

Tanto os títulos pós fixados quanto os pré-fixados começaram a render mais. Conforme o a inflação medida pelo IPCA foi subindo, as expectativas com relação ao aperto monetário foram sendo corrigidas, havendo mais aumentos.

Desse modo, as expectativas sobre o juro futuro também foram corrigidas. Se antes era difícil ver uma letra do tesouro IPCA pagando 5% mais inflação, agora tal rentabilidade é fácil de ser vista, inclusive, houve um momento onde a taxa chegou a ultrapassar os 5,5% mais IPCA.

Já as letras prefixadas que só possuem a taxa prefixada como rendimentos chegaram a ultrapassar os 12% ao ano.

O Tesouro Selic, que possui rendimento atrelado a própria taxa de juro, estava pagando 2% ao ano, mas até o final de 2021, passou aos 9,25%, conforme alta da taxa Selic.

Tudo isso vem colaborando para atrair a atenção dos investidores que preferem menos riscos e ganhos mais estáveis.

A renda variável morreu?

Não, mas os ganhos com a renda variável serão mais difíceis. As expectativas são de tempos mais difíceis para a renda variável, principalmente considerando as eleições do ano que vem.

A cada pesquisa, o mercado pode reagir de forma diferente. Ao analisar as eleições que ocorreram nos últimos anos, ao menos nas duas últimas eleições presidenciais, os mercados ficaram muito voláteis e isso não trouxe bons rendimentos para aqueles que investem no longo prazo.

Mas, existe sim a possibilidade de aproveitar oportunidades pontuais. Em momentos de forte queda, investimentos, como os ETF e fundos passivos de índices, podem ser ótimas alternativas.

Previa da inflação termina 2021 com alta de 10,42%.

Mesmo com uma alta expressiva, de 0,78% em dezembro, o IPCA-15 ainda terminou abaixo dos 1,02% registrados em dezembro de 2020 ou dos 1,17% em novembro. A inflação ainda persiste, mas a força aparenta estar menor e mais controlada.

Inflação mais fraca beneficia juros futuros?

Sim, de certa forma sim. O juro futuro pode sofrer correções com uma inflação mais fraca, ou ficando abaixo das expectativas do mercado.

Isso acontece porque a percepção que os preços vão permanecer subindo, cai e a necessidade de juros maiores no sistema, também reduz.

Portanto, aquelas letras do Tesouro Direto, que possuem rentabilidade prefixada (como as letras do tesouro IPCA e Prefixados) vão se beneficiar no curto e médio prazo.

Em 2021, tais letras chegaram a registar alta substancial em suas taxas e redução drástica no valor do principal.

Até que haja uma correção dos valores, principalmente das letras de longo prazo, levando o valor das mesmas para algum patamar mais próximo, ou similar ao do início de 2021, pode demorar.

Ibovespa cai e dólar fica praticamente estável.

Com mais um dia de queda no mercado nacional, o Ibovespa fechou o dia com queda de 0,37%. O S&P 500 por sua vez subiu 0,75%.

O ETF que segue o S&P 500 aqui no Brasil, conhecido como IVVB11, registrou alta de 0,65% hoje, terminando cotado a R$ 292,12.

Só em 2021, o ETF IVVB11 vem se valorizando em mais de 38%, enquanto o Ibovespa amarga queda de 11,78%.

O dólar por sua vez terminou o dia com ligeira alta de 0,2%. No momento a bolsa brasileira está bem volátil.

Outros ativos que compõem a bolsa, como os fundos imobiliários, também não vem tendo um bom ano.

O IFIX, principal índice da bolsa de valores do Brasil, vem registrando depreciação de 5,2%. Mas, mesmo com a queda do índice, há muitas oportunidades interessantes dentro do mercado de FII.

Como os fundos são ótimas alternativas para a construção de renda no curto e longo prazo, o investidor pode ter acesso a fundos que vem entregando distribuições mensais superiores a ordem de 1%.

Ou seja, é o equivalente a investir R$ 100,00, e receber mensalmente R$ 1,00. Observando a queda nos valores das cotas, há diversas oportunidades dentro do mercado de FII, para construir uma boa carteira com pouco valor e ter um bom nível de renda.

Havendo ainda a possibilidade de lucrar com a valorização, caso as coisas se arrumem no Brasil e no mundo.